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Por Francisco C. Junior (com ajuda da IA)
A Encarnação do Mashiach como Habitação Divina (Shekhinah) e a Preexistência do Mashiach Desde Antes da Fundação do Mundo
Introdução:
Este estudo tem como eixo central a afirmação escriturística da procedência Celestial, da realidade corporal física do Mestre Yeshuah HaMashiach já na Sua manifestação histórica, e da incompatibilidade com a origem adâmica (formada do pó da terra). Não se trata de uma reflexão pós-ressurreição, nem de uma construção teológica posterior baseada em categorias helenistas ou alegóricas, mas de um exame rigoroso do testemunho bíblico, com alicerce nas Escrituras Sagradas a partir do Tanakh e Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebriaco / Novo Testamento Grego) acerca da Identidade Corporal da Ordem Celestial e Divina do Mashiach antes, durante e independentemente do evento da ressurreição. O objetivo é evidenciar, a partir do encadeamento interno das Escrituras Sagradas, que a forma corporal física assumida e manifestada pelo Mestre Yeshuah HaMashiach Não-procede do pó da terra, Não-deriva da linhagem de Adão e Não-pertence à ordem humana adâmica da criação; pelo contrário, a Origem Intrínseca e a Natureza Ontológica do Mashiach, pertencem e procedem exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina, estabelecida pelo Eterno Elohim, o Soberano YHWH, desde antes da fundação do mundo. A revelação bíblica apresenta a redenção não como um plano improvisado, mas como algo estabelecido no propósito eterno de Elohim antes da fundação do mundo. Dentro dessa perspectiva, a figura do Mashiach não surge apenas como um agente histórico, mas como uma Realidade Preexistente, ligada à Manifestação da Presença Divina no mundo criado. A literatura judaica expressa essa presença por meio do conceito de Shekhinah (שכינה) — a habitação ativa da glória de Elohim entre os homens — enquanto as Escrituras da Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebriaco / Novo Testamento Grego) revelam que essa Presença não permaneceu apenas como manifestação abstrata, mas se fez corporal e visível na pessoa de Yeshuah Mashiach.
Assim, a encarnação de Yeshuah HaMashiach deve ser compreendida como a criação deliberada de uma Nova Realidade Celestial e Divina dentro do plano terreno (no mundo material), na qual Elohim faz irromper o Celestial no âmbito material. Essa encarnação não nega a preexistência do Mashiach, mas a pressupõe: Aquele que já existia antes da criação, que precede todas as coisas e por meio de quem a redenção foi estabelecida desde o princípio de tudo, agora se manifesta de forma histórica, corporal e visível. É nesse horizonte que a relação entre Shekhinah, Preexistência e Encarnação se torna o eixo central para compreender a Identidade Corporal e Celestial do Mashiach.
A Encarnação do Mashiach como Habitação Divina (Shekhinah)
A passagem de João 1:14 da (Bíblia Hebraico-Inglês The Orthodox Jewish Bible – TOJB 2011/2023) é central para este estudo, pois estabelece o fundamento escriturístico da Encarnação do Mashiach em categorias genuinamente judaicas, articulando a relação entre o Dvar Hashem (דבר יהוה) — A Palavra de Elohim — e a Shekhinah (שכינה) — isto é, a Presença Divina em sua forma de Habitação Real no Plano Material, sem romper com a lógica da Preexistência do Mashiach, e mantendo o Testemunho de Torá (תּוֹרָה - Torah):
Texto em Inglês: “And the Dvar Hashem did mitgashem (become bodily) and made his Sukkah, his Mishkan (Tabernacle) among us, and we gazed upon his Shekhinah, the Shekhinah of the Ben Yachid from Elohim HaAv, full of Hashemʼs Chesed v'Emes.”
Tradução em português: “E o Dvar HASHEM (Palavra de Elohim) fez mitgashem (tornou-se Corporal) e fez sua Sukkah (Tenda), seu Mishkan (Tabernáculo) entre nós, e nós contemplamos sua Shekhinah (Presença habitante de Elohim)… cheia de Chesed v’Emes (graça e verdade) de HASHEM (o Nome).” (The Orthodox Jewish Bible Tanakh And Orthodox Jewish Brit Chadasha - TOJB 2011/2023)
No texto grego do Novo Testamento o verbo grego σκηνόω (skēnóō) significa “fixar tenda, habitar, residir”, diretamente ligado ao conceito judaico de Shekhinah (שכינה) – a presença habitacional e gloriosa de Elohim. A Shekhinah, embora o termo seja mais comum na literatura rabínica posterior, expressa a ideia do Kavod (כבוד) – da Glória – de YHWH (יהוה) que enchia o Tabernáculo (Êxodo 40:35).
Outro texto que reforça a ideia de Preexistência e Primazia do Mashiach é Colossenses 1:15 da (Bible Habrit Hakhadasha/Haderekh):
Texto em hebraico:
המשיח בן-האלוהים הוא התגלמותו של האלוהים הבלתי-נראה. הוא קדם לכל בריאה
Transliteração: “HaMashiach ben-haElohim hu hitgalmuto shel haElohim ha-blti-nir'eh. Hu kadam lechol bri’ah.”
Tradução Literal: “O Mashiach, Filho de Elohim, é a encarnação do Elohim invisível. Ele precedeu toda a criação.”
O termo “precedeu” aqui reflete o sentido de Preexistência do Mashiach, que Não é uma criatura, mas a própria Presença Divina antes de toda criação.
Tradução em Português do Grego:
“Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito sobre toda a criação;”
(Bíblia Sagrada - Almeida Século 21 - A21)
💬Comentário Bíblico-Teológico:
À Luz das Escrituras Sagradas, a Encarnação de Yeshuah HaMashiach não pode ser reduzida a uma mera metáfora espiritual ou a uma simples missão profética. Ela representa a Manifestação Plena da Shekhinah (שכינה) — a Presença Habitante de Elohim — que outrora enchia o Mishkan (Tabernáculo) e o Templo, agora Revelada de Forma Corporal Física Real, em forma de homem entre toda humanidade. O verbo σκηνόω (skēnóō), utilizado em (João 1:14), confirma que essa presença não apenas visitou, mas Tabernaculou (armar tenda, fixar habitação, estabelecer residência permanente), estabelecendo habitação real no mundo criado (material).
A Preexistência do Mashiach, afirmada explicitamente pelas Escrituras Sagradas da Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebriaco / Novo Testamento Grego), revela que o Mashiach precede toda a criação e Não-pertence à ordem das criaturas formadas a partir do pó da terra, isto é, linhagem adâmica. A encarnação do Mashiach Encarnação Não é o início de sua existência, mas a entrada histórica (no mundo material terreno) “Daquele” que já existia desde antes da fundação do mundo como a expressão Visível do Elohim Invisível (Colossenses 1:15). As Escrituras Sagradas jamais descrevem o Mashiach como “humano comum”; pelo contrário, afirmam que Sua Natureza Não-procede da ordem adâmica, mas sim da Ordem Superior, Celestial e Divina; portanto, — Seu Sangue Precioso, a Carne e o Corpo Físico — do Mestre Yeshuah HaMashiach procedem absolutamente da Ordem Superior, Celestial e Divina, totalmente distinta da linhagem humana adâmica e da substância terrestre formada do pó da terra (עֲפַר הָאֲדָמָה - afar ha’adamáh).
Essa distinção é fundamental, pois o sacrifício aceito por Elohim não é um sacrifício humano adâmico, o que é explicitamente proibido pela Torá [Torah] (Levítico 18:21; Deuteronômio 12:31; Deuteronômio 18:10), mas a entrega voluntária de um Corpo Físico Real da Ordem Superior e de Origem Celestial e Divina manifestado em forma de homem, cumpre plenamente a função de Redenção Expiatória e Salvação de todos os seres humanos adâmicos (formados do pó da terra) que crêem em Yeshuah HaMashiach.
Dessa forma, o Mestre Yeshuah HaMashiach é compreendido como a Shekhinah Encarnada, a Própria Presença de Elohim em corpo físico verdadeiro, trazendo Chesed v’Emes (חסד ואמת) — Graça e Verdade — como expressão máxima do Amor Divino que Salva. A identidade do Mashiach une preexistência, manifestação corporal física real e redenção, estabelecendo o fundamento bíblico-teológico para a compreensão de que a Salvação procede do Alto (Reino dos Céus) e se revela ao mundo por meio Daquele que Veio do Céus (1 Coríntios 15:47) — na pessoa de YESHUAH HAMASHIACH.
💬Comentário Judaico-Teológico Conclusivo:
A Encarnação como Habitação Divina (Shekhinah)
Embora a literatura judaica clássica Não-afirme explicitamente que o Mashiach seja Elohim encarnado, nem descreva de forma literal um “corpo físico real celestial e divino”, a literatura judaica clássica fornece elementos conceituais reais, consistentes e recorrentes que permitem compreender o Mashiach como uma figura de origem não comum, ligada aos domínios celestiais, à preexistência, à Shekhinah e à luz primordial, utilizando uma linguagem não-material e não-adâmica. Esses elementos, quando lidos à luz da revelação da Hadashá (Aliança Renovada, Novo Testamento Grego), encontram plena coerência revelacional das Escrituras Sagradas.
1.1 - A Associação do Mashiach com a Shekhinah
Na literatura judaica clássica, a Shekhinah (שכינה – a Presença habitante de Elohim no mundo criado) ocupa um papel central na compreensão do exílio, da redenção e da restauração final da Ordem Divina. O Livro do Zohar descreve a Shekhinah como a dimensão da Presença Divina que acompanha Israel no exílio e cuja revelação plena está diretamente ligada à Redenção Messiânica (Zohar I, 25b; Zohar II, 7b; Zohar I, 129b).
Nesses textos, a redenção não é apresentada apenas como um evento político ou nacional, mas como um processo cósmico no qual a Shekhinah, anteriormente ocultada ou “em exílio”, é restaurada à sua manifestação plena. O Mashiach surge, segundo a linguagem do Zohar, como o Agente da Redenção, intimamente ligado a esse processo de elevação e Revelação da Shekhinah, sem que o texto afirme literalmente uma identificação ontológica entre ambos (Zohar II, 84b; Zohar III, 152a).
A Shekhinah é frequentemente associada, na tradição bíblica e rabínica, à Kavod (כָּבוֹד – glória, peso, manifestação visível da presença divina). Em Êxodo 40:34–35, a Kavod de Elohim enche o Mishkan, impedindo Moisés de entrar, sinalizando a habitação efetiva da Presença Divina entre o povo. A literatura judaica entende essa manifestação como expressão da Shekhinah, ainda que os termos Kavod e Shekhinah não sejam sempre empregados de forma absolutamente intercambiável (Shemot Rabbah 2:2; 1 Reis 8:10–11). O ponto central é que a redenção está associada à habitação plena da Presença Divina, e não apenas a uma mudança histórica.
Dentro desse mesmo horizonte conceitual, diversos midrashim desenvolvem o tema da Luz Primordial (אוֹר הַגָּנוּז – Or HaGanuz), criada antes do sol e reservada para os justos e para os dias do Mashiach. Bereshit Rabbah 12:6 afirma que essa luz foi ocultada e destinada à era futura; Midrash Tanchuma (Bereshit 1) e Pirkei de-Rabbi Eliezer (cap. 3) descrevem essa luz como anterior à criação material ordinária; e Pesikta Rabbati 36 associa explicitamente essa Luz à Redenção Messiânica.
Nessas fontes, o Mashiach é relacionado à Luz Primordial não como definição literal de sua substância, mas como figura ligada a uma realidade pré-criacional, anterior à organização do mundo físico. Essa linguagem situa o Mashiach como Não-pertencente a categoria comum da existência terrena (feito do pó da terra) ordinária, distinguindo-o da condição humana adâmica típica, ainda que sem formular uma ontologia explícita.
Outro elemento consistente na literatura judaica é a forma como o Mashiach é descrito por meio de categorias Não-materiais: Luz, Espírito, Nome, Alma elevada e relação com a Shekhinah. Textos talmúdicos como Pesachim 54a e Nedarim 39a incluem o Nome do Mashiach entre as realidades associadas ao que precede a criação do mundo; Sanhedrin 98b discute sua identidade e função em termos que ultrapassam a mera genealogia histórica; e midrashim como Pesikta Rabbati empregam linguagem exaltada e simbólica para tratar de sua missão redentiva.
É significativo que, ao longo dessas fontes, a literatura judaica não descreva o Mashiach em termos biológicos detalhados, e Não-discutem a origem de sua substância corporal física a partir do pó da terra. Mesmo em textos normativos, como os de Rabi Moshe ben Maimon (Rambam), a humanidade do Mashiach é afirmada por definição legal e funcional, com o objetivo de estabelecer critérios da tradição oral da Torá (Torah) e históricos, e não por meio de uma análise ontológica de sua natureza ou origem (Mishneh Torah, Hilchot Melachim 11–12).
É significativo que, ao longo de toda a literatura judaica clássica e normativa, nunca haja uma descrição do Mashiach como alguém cuja origem substancial ou corporal proceda do pó da terra (עָפָר מִן־הָאֲדָמָה – afar min-ha’adamah), nem qualquer tentativa de vinculá-lo ontologicamente à geração adâmica comum. As fontes judaicas Não-discutem a constituição material do corpo do Mashiach a partir do pó da terra, Não o descrevem em termos biológicos detalhados próprios da criação adâmica, limitando-se a categorias espirituais, funcionais e redentivas.
Mesmo nos textos normativos e racionalistas, como os de Rabi Moshe ben Maimon (Rambam), a afirmação da “humanidade” do Mashiach Não é uma declaração ontológica sobre a origem de sua substância, mas uma definição legal e funcional, destinada a estabelecer que ele atua no mundo material, cumpre a Torá (Torah) e se manifesta entre os homens, sem qualquer análise acerca de sua procedência essencial ou composição corporal (Mishneh Torah, Hilchot Melachim 11–12).
Assim, o silêncio consistente da literatura judaica quanto a uma origem adâmica — isto é, feita do pó da terra — Não deve ser interpretado como afirmação dessa origem, mas como um limite deliberado do discurso rabínico, que Não reduz o Mashiach à condição biológica comum adâmica formada do pó da terra. Pelo contrário, ao descrevê-lo repetidamente por meio de categorias como Luz, Nome Preexistente, Espírito, Alma Elevada e ligação com realidades pré-criacionais, o judaísmo preserva a singularidade do Mashiach como figura cuja procedência e identidade transcendem a ordem adâmica ordinária, abrindo espaço conceitual legítimo para a compreensão de uma Origem Totalmente de uma Ordem Superior, Celestial e Divina, ainda que sem explicitá-la ontologicamente.
Dessa forma, a literatura judaica Não-fornece uma doutrina explícita sobre a ontologia corporal física do Mashiach, mas preserva de maneira consistente sua singularidade absoluta, vinculando-o à Shekhinah, à Luz Primordial e a realidades associadas ao plano pré-criacional da redenção. Esses elementos Não-funcionam como prova literal, mas constituem apoio conceitual legítimo, que permite, no nível SOD (סוד – os segredos profundos dos textos das Escrituras Sagradas, revelação espiritual que vai além do sentido literal e histórico), discernir que o Mashiach procede de uma Ordem Superior e Divino, possuindo um Corpo Físico Canal Celestial e Divino, Não-derivado da linhagem adâmica feita do pó da terra, harmonizando assim essas tradições com a revelação bíblica posterior, sem violar a integridade nem o sentido original dos textos judaicos.
1.2 - Preexistência do Mashiach Desde Antes da Fundação do Mundo
Todas as referências à literatura judaica neste tópico são utilizadas como apoio conceitual e linguístico, não como prova doutrinária literal, respeitando a distinção entre Peshat, Derash e SOD.
A ideia de que o Mashiach precede a criação aparece de forma clara em várias fontes judaicas:
Talmud Bavli, Sanhedrin 98b: A literatura judaica (Talmud Bavli, Sanhedrin 98b) afirma que o nome do Mashiach foi criado antes da criação do mundo, mas apresenta apenas nomes midráshicos e funcionais, derivados de textos bíblicos, sem revelar um nome ontológico ou Celestial e Divina.
O Midrash Rabbah utiliza a imagem da pomba em linguagem simbólica para descrever a presença e o movimento do Espírito de Elohim sobre a criação, especialmente em Bereshit Rabbah 2:4, no comentário sobre Gênesis 1:2. Essa imagem simbólica é empregada para expressar cuidado, proteção e ação divina, e em leituras judaicas posteriores é associada conceitualmente à expectativa redentiva e à atuação do Mashiach, sem que isso constitua uma afirmação literal de encarnação.
O Livro do Zohar (II, 84b) descreve a Shekhinah como a manifestação da Presença Divina em proximidade com o mundo criado. Segundo a linguagem simbólica própria da obra, a Shekhinah expressa a proximidade e a atuação de Elohim na realidade criada, sem implicar divisão ontológica na Divindade, sendo apresentada como um modo de revelação e não como uma entidade separada, isto é, não sendo apresentada como um ser distinto, uma pessoa independente ou uma divindade à parte, mas como um modo de revelação, manifestação e atuação do próprio Elohim em relação à criação.
A literatura judaica também usa o termo “bechor” (primogênito) como posição de autoridade e não como “primeira criação” (por exemplo, em Êxodo 4:22 o “primogênito” é o povo de Israel como nação eleita). Isso ajuda a entender que a expressão “primogênito de toda criação” pode ser entendida como supremacia e autoridade e não como “uma criatura criada” — algo que o texto de Colossenses deixa claro ao afirmar que o Mashiach é a Encarnação visível do Elohim invisível (Colossenses 1:15).
Nesse mesmo horizonte conceitual, a tradição judaica preserva a ideia de que o Nome do Mashiach precede a criação, afirmando que Sua identidade redentiva Não-emerge da história ou do mundo material, mas constitui uma realidade anterior ao mundo criado, isto é, desde a eternidade. Assim, o conceito de um Nome preexistente fornece um fundamento legítimo para a expectativa de uma revelação profética mais profunda acerca da identidade do Mashiach.
A revelação do Nome YESHUAH (ישועה), como Identidade Redentiva Plena do Mashiach, não é afirmada explicitamente pela literatura rabínica clássica. Contudo, ela é discernida no nível SOD (סוד – os segredos profundos dos textos das Escrituras Sagradas, revelação espiritual que vai além do sentido literal e histórico) a partir das próprias Escrituras Sagradas, especialmente nos textos proféticos do profeta Isaías.
O profeta Isaías declara que a SALVAÇÃO — YESHUAH (ישועה) — é estabelecida como muro e, mais do que isso, afirma que os próprios muros recebem o Nome YESHUAH (ישועה) SALVAÇÃO. Essa formulação não opera no campo da metáfora poética comum, mas expressa um ato de nomeação revelacional, no qual o Nome atribuído não descreve apenas uma função, mas define e manifesta a essência, a natureza e a identidade real daquilo que é nomeado.
O profeta Isaías declara que a SALVAÇÃO — YESHUAH (ישועה) — é estabelecida como muro, e vai além: afirma que os próprios muros recebem o Nome YESHUAH (ישועה) SALVÇÃO. Essa linguagem não é meramente poética, mas expressa um ato de nomeação revelacional, no qual o Nome atribuído define e manifesta a essência, natureza e identidade real daquilo que é nomeado.
📜 ISAÍAS 60:18 — TEXTO HEBRAICO (MT):
לֹא־יִשָּׁמַע עוֹד חָמָס בְּאַרְצֵךְ שֹׁד וָשֶׁבֶר בִּגְבוּלָיִךְ וְקָרָאת יְשׁוּעָה חֹמֹתַיִךְ וּשְׁעָרַיִךְ תְּהִלָּה׃
🔤 Transliteração:
Lo yishamá ‘od chámás be’artzéch, shod va-shever bigvuláyich; ve-qarát YESHU‘AH chomotáyich, u-she‘aráyich tehilláh.
Tradução em Português:
“Nunca mais se ouvirá de violência na tua terra, de desolação ou destruição nos teus termos; mas aos teus muros chamarás SALVAÇÃO [ישועה/Yeshuah], e às tuas portas louvor.” (Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida - ARC) [Grifos feito pelo Autor do estudo para melhor entendimento]
Aqui, o verbo וְקָרָאת (ve-qarát) indica um ato direto de nomeação, isto é, confere Nome. O texto não afirma que a salvação é comparada a muros, mas que os muros recebem o Nome YESHUAH/SALVAÇÃO (ישועה).
📜 ISAÍAS 26:1 — TEXTO HEBRAICO (MT):
בַּיּוֹם הַהוּא יֻשַּׁר הַשִּׁיר הַזֶּה בְּאֶרֶץ יְהוּדָה עִיר עֹז לָנוּ יְשׁוּעָה יָשִׁית חוֹמוֹת וָחֵל
🔤 Transliteração:
Ba-yôm ha-hû yashar ha-shîr ha-zêh be’erets Yehûdāh; ‘îr ‘āz lānû; Yeshu‘āh yāshît ḥōmōt vā-ḥêl.
Tradução em português:
“Naquele dia, se cantará este cântico na terra de Judá: Uma cidade forte temos! SALVAÇÃO [ישועה/Yeshuah] lhe tem posto por muro e antemuro!” (Bíblia Textual - BTX) [Grifos feito pelo Autor do estudo para melhor entendimento]
Neste verso, (ישועה/Yeshuah) Salvação, não é um conceito abstrato, mas o agente ativo que estabelece os muros e a defesa. A estrutura do texto apresenta a SALVAÇÃO como sujeito da ação, não como metáfora.
יְשׁוּעָה יָשִׁית חוֹמוֹת וָחֵל
Yeshu‘āh yāshît chomót vā-ḥêl
👉 SALVAÇÃO (ישועה/Yeshuah) é o sujeito do verbo יָשִׁית (yashít – “estabelece / põe”)
👉 Gramaticalmente, a SALVAÇÃO (ישועה/Yeshuah) age
👉 Não há sujeito oculto, nem referência a Elohim no verso
👉 No nível do texto: SALVAÇÃO (ישועה/Yeshuah) age como agente pessoal, não como ideia abstrata.
📌 Portanto, o próprio texto identifica SALVAÇÃO (ישועה/Yeshuah) como agente ativo, não apenas como conceito ou efeito.
No nível SOD (סוד – o nível secreto e revelacional das Escrituras Sagradas, que ultrapassa o sentido meramente literal e histórico), o profeta Isaías não descreve apenas a obra da salvação, mas revela o Nome Redentivo do Mashiach.
A análise cuidadosa dos textos mostra que a SALVAÇÃO (ישועה / YESHUAH) não é apresentada como uma abstração. Em Isaías 60:18, YESHUAH é o Nome atribuído ontologicamente aos muros e à defesa da cidade, indicando identidade e não mera função. Já em Isaías 26:1, o próprio texto hebraico identifica SALVAÇÃO (ישועה / YESHUAH) como sujeito ativo, ao declarar que “YESHUAH estabelece muros e antemuro” — atribuindo à SALVAÇÃO (ישועה / YESHUAH) ação, iniciativa e autoridade.
Assim, sem que o Nome Elohim seja explicitamente citado nos versos, o texto revela que YESHUAH (ישועה) atua como agente divino por Si mesmo, sendo Aquele que circunda, protege, sustenta e firma o Seu povo. Desse modo, Isaías trata a SALVAÇÃO (ישועה / YESHUAH) como pessoa, não como conceito.
Portanto, no plano revelacional, YESHUAH/SALVAÇÃO (ישועה) não é apenas o meio da Salvação: YESHUAH (ישועה) é o próprio Mashiach personificado — A SALVAÇÃO — viva, ativa e estabelecedora. O Mashiach não concede apenas a Salvação; o Mashiach é a própria SALVAÇÃO (ישועה / YESHUAH).
A literatura judaica apoia conceitualmente a preexistência do Mashiach, afirmando que o seu Nome foi criado antes da criação do mundo (Sanhedrin 98b), ainda que o apresente apenas por meio de designações midráshicas e funcionais, sem revelar um Nome ontológico ou celestial.
Já o Tanakh e a Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebriaco / Novo Testamento Grego) revelam, no nível SOD (סוד - os segredos nos textos das Escrituras Sagradas, revelação espiritual que vai além do sentido literal e histórico), o Nome e a Identidade Plena do Mashiach, cuja origem, essência e missão redentiva são Celestiais e Divinas, culminando na revelação do Mashiach como a própria YESHUAH (ישועה) — a SALVAÇÃO personificada.
Bereshit Rabbah 1:4 interpreta (Gênesis 1:2) afirmando que “o Espírito de Elohim” refere-se ao Espírito do Mashiach, pairando sobre as águas no início da criação. Segundo a linguagem da obra, essa associação indica que a Redenção e o Mashiach já estavam presentes no propósito Divino desde Bereshit, não como manifestação encarnada, mas como realidade prévia no plano de Elohim.
Entre as fontes judaicas clássicas, Bereshit Rabbah 1:4 é o texto mais direto ao relacionar o Espírito do Mashiach ao momento pré-criacional, sustentando a ideia de uma preexistência revelacional e teleológica do Mashiach. Outras obras judaicas falam de realidades pré-cósmicas, como a luz primordial e o pensamento Divino anterior à criação, mas sem identificar explicitamente essas categorias com a pessoa do Mashiach.
🔹 📌 Resumo com links — Seção 1: A Encarnação do Mashiach como Habitação Divina (Shekhinah) e a Preexistência do Mashiach Desde Antes da Fundação do Mundo
📌 Shekhinah (שכינה) – Presença habitante de Elohim
Zohar I, 25b; Zohar II, 7b; Zohar I, 129b
https://www.sefaria.org/Zohar.1.25b
https://www.sefaria.org/Zohar.2.7b
https://www.sefaria.org/Zohar.1.129b
📌 Kavod (כבוד) enchendo o Mishkan (Tabernáculo)
Êxodo 40:34–35
https://www.sefaria.org/Exodus.40.34-35
📌 Shekhinah ligada à redenção e restauração
Zohar II, 84b; Zohar III, 152a
https://www.sefaria.org/Zohar.2.84b
https://www.sefaria.org/Zohar.3.152a
📌 Luz Primordial (אוֹר הַגָּנוּז – Or HaGanuz)
Bereshit Rabbah 12:6
https://www.sefaria.org/Bereshit_Rabbah.12.6
📌 Luz criada antes do sol – dimensão pré-criacional
Pirkei de-Rabbi Eliezer 3
https://www.sefaria.org/Pirkei_DeRabbi_Eliezer.3
📌 Luz reservada para a redenção messiânica
Pesikta Rabbati 36
https://www.sefaria.org/Pesikta_Rabbati.36
📌 Nome do Mashiach preexistente à criação
Talmud Bavli, Pesachim 54a
https://www.sefaria.org/Pesachim.54a
📌 Nome do Mashiach listado entre as realidades pré-criadas
Talmud Bavli, Nedarim 39a
https://www.sefaria.org/Nedarim.39a
📌 Discussão messiânica e identidade funcional
Talmud Bavli, Sanhedrin 98b
https://www.sefaria.org/Sanhedrin.98b
📌 Espírito do Mashiach presente desde Bereshit
Bereshit Rabbah 1:4
https://www.sefaria.org/Bereshit_Rabbah.1.4
📌 Definição normativa do Mashiach (sem ontologia corporal)
Rambam — Mishneh Torah, Hilchot Melachim 11–12
https://www.sefaria.org/Mishneh_Torah%2C_Kings_and_Wars.11
https://www.sefaria.org/Mishneh_Torah%2C_Kings_and_Wars.12
📌 Texto-chave da Brit Hadashá (tabernaculou / skēnóō)
João 1:14
https://www.sefaria.org/John.1.14
📌 Preexistência e primazia do Mashiach
Colossenses 1:15
https://www.sefaria.org/Colossians.1.15
2. A Origem Celestial e Divina da Alma do Mashiach
Introdução bíblica e conceitual
A singularidade do Mashiach não se manifesta apenas em sua missão redentiva, mas também em Sua Procedência Superior. As Escrituras Sagradas da Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebriaco / Novo Testamento Grego) afirmam explicitamente que o Mashiach “Veio do Céus” (1 Coríntios 15:47 / João 8:23; 6:51) e Não-pertence à ordem terrena comum, isto é, linhagem adâmica formada do pó da terra. A literatura judaica não define ontologicamente a origem da Neshamá do Mashiach, mas oferece categorias conceituais que apontam para sua excepcionalidade espiritual, distinguindo-a da condição ordinária das almas vinculadas à ordem terrena, isto é, do plano material.
2.1 - O Livro do Zohar e a alma do Mashiach
O Livro do Zohar associa o Mashiach à Shekhinah (שכינה – a Presença habitante de Elohim), apresentando-o como agente central do processo de redenção e restauração. Em diversas passagens, o Mashiach aparece vinculado à manifestação da Presença Divina no mundo e ao restabelecimento da harmonia entre os mundos superiores e inferiores.
O Zohar utiliza o conceito de Adam Kadmon (אדם קדמון – Homem Primordial / Homem Original) no âmbito de conceitos judaicos profundos, para descrever a estrutura primordial da criação nos mundos superiores. Dentro dessa linguagem simbólica, o Mashiach é relacionado ao plano pré-criacional da redenção, não segundo a ordem da existência terrena, mas como parte do desígnio divino anterior à ordem material, sem que o texto zohárico estabeleça uma definição ontológica literal de sua origem espiritual.
⚠️ Observação fundamental de honestidade textual:
O Livro do Zohar não afirma literalmente que a Neshamá do Mashiach procede de Atzilut (אצילות), nem define de forma direta sua origem ontológica. Tampouco declara explicitamente que a Alma do Mashiach pertença a Adam Kadmon como entidade ontológica.
As associações entre Mashiach, Adam Kadmon, Atzilut e os mundos superiores pertencem ao campo interpretativo de comentaristas no âmbito de conceitos judaicos profundos posteriores, especialmente no desenvolvimento pós-zohárica, e não declarações literais do texto do Zohar.
Ainda assim, o Zohar afirma de modo consistente que o Mashiach está intimamente ligado à Shekhinah, à redenção cósmica e à restauração da Ordem Superior, Celestial e Divina. Isso fornece base conceitual legítima para leituras em nível SOD (סוד - os segredos nos textos das Escrituras Sagradas, revelação espiritual que vai além do sentido literal e histórico), desde que tais leituras não sejam apresentadas como afirmações literais do texto zohárico, mas como harmonizações teológicas à Luz do Tanakh e da Brit Hadashá (Aliança Renovada / Novo Testamento Grego), respeitando rigorosamente o método escritural.
2.2 - Os Escritos do Ari (Etz Chaim) e a classificação das almas
Nos Escritos do Ari (Isaac Luria), especialmente no Etz Chaim (Árvore da Vida), obra central da tradição luriânica conforme registrada por Rabi Chaim Vital, as almas são compreendidas segundo sua raiz espiritual e sua relação conceitual com os mundos espirituais. Essa classificação não é apresentada como um sistema rígido ou matemático, mas como uma estrutura descritiva para expressar graus de manifestação e proximidade em relação ao Divino.
2.1 - Os níveis da alma e os quatro mundos espirituais
2A) - Os níveis da alma na tradição judaica
A tradição judaica descreve a alma humana em cinco níveis (Nefesh, Ruach, Neshamá, Chayah e Yechidah), os quais se manifestam em correspondência aos quatro mundos espirituais descritos na literatura judaica: Assiah, Yetzirah, Beriah e Atzilut. Essa relação não é mecânica nem matemática, mas conceitual, indicando graus de proximidade com o Divino.
Nefesh (נפש)
Nefesh é o nível mais básico da alma, associado à força vital que anima o corpo e sustenta a vida prática. Está ligado às ações concretas, à sobrevivência, à disciplina e à realização da vontade por meio da prática, sendo o nível pelo qual a alma interage diretamente com a existência material.
Ruach (רוח)
Ruach refere-se à dimensão espiritual ligada às emoções, ao caráter, às intenções e às disposições morais. É o nível no qual se formam as virtudes, as inclinações éticas e a sensibilidade espiritual, orientando a conduta interior e exterior do indivíduo.
Neshamá (נשמה)
Neshamá (נְשָׁמָה – neshamá) corresponde ao nível do entendimento espiritual e da Consciência Elevada do Sagrado. O termo deriva da raiz hebraica נ־ש־מ (n-sh-m), relacionada a נְשִׁימָה (neshimá), “sopro” ou “respiração” do Eterno Elohim, indicando o princípio de vida espiritual que procede de Elohim (אֱלֹהִים) e é comunicado à alma como dom vital concedido, e não como parte de Sua Essência. Nesse sentido, a neshamá expressa a capacidade da alma de perceber (sentir), acolher e responder ao sopro de vida procedente de Elohim, reconhecendo conscientemente Sua Presença (Shekhiná – שְׁכִינָה). Está associada à percepção intelectual das realidades divinas, ao discernimento espiritual e à apreensão de verdades superiores por meio de compreensão e iluminação concedidas por Elohim, sem implicar fusão ontológica ou identidade essencial com o Divino, isto é, a Neshamá é a capacidade da alma de perceber diretamente a presença do Eterno Elohim no mundo e de sentir o Divino Sopro de Vida (A Presença de Elohim) entrando em seu Ser. (fonte: chabad.org)
Chayah (חיה)
Chayah representa um nível de vida espiritual mais elevado, relacionado à percepção da presença divina de forma imediata e transcendente. Esse nível ultrapassa os limites da consciência racional e está associado à vitalidade espiritual que flui diretamente da Fonte da vida.
Yechidah (יחידה)
Yechidah é o nível mais elevado da alma, caracterizado pela unicidade e ligação essencial com Elohim. Não se manifesta de modo contínuo na consciência comum e não se limita aos mundos espirituais, expressando a raiz mais profunda da alma em sua ligação com o Divino.
2B) — Os mundos espirituais na literatura judaica
Assiah (עשיה – mundo da ação)
Assiah é comumente associado, em termos conceituais, ao nível de Nefesh (נפש), entendido como a força vital ligada à ação, à vida prática e à existência corpórea. Trata-se do domínio no qual a vida espiritual se manifesta por meio das ações concretas e da interação direta com o mundo material.
Yetzirah (יצירה – mundo da formação)
Yetzirah é geralmente relacionada, de forma conceitual, ao nível de Ruach (רוח), associado às emoções, ao caráter, às intenções e às disposições morais. Esse mundo expressa a dimensão formativa da vida interior, sendo tradicionalmente vinculado às estruturas espirituais e às dinâmicas éticas da alma.
Beriah (בריאה – mundo da criação)
Beriah é associada, no pensamento luriânico, ao nível de Neshamá (נשמה), ligado ao discernimento espiritual, à consciência elevada e à percepção intelectual do sagrado. É o domínio da criação espiritual, no qual a alma apreende realidades divinas por compreensão e iluminação concedidas por Elohim.
Atzilut (אצילות – mundo da emanação)
Atzilut é descrito na literatura luriânica como o nível mais elevado entre os quatro mundos espirituais. Nele não há criação independente nem separação ontológica como nos mundos inferiores, mas emanação e manifestação da Vontade Divina. Atzilut é um “mundo” técnico, no qual a realidade espiritual flui diretamente de Elohim, sendo o domínio da Chayah e, em seu aspecto mais profundo, da Yechidah. Ainda assim, Atzilut permanece distinto da essência absoluta e da unicidade plena de Elohim; não é a Essência Divina em Si, mas um canal da emanação de Sua presença.
Esse sistema reconhece a existência de almas elevadíssimas, ligadas diretamente ao propósito da redenção e à restauração final da criação.
Entretanto, é essencial declarar com precisão:
❌ O Ari (Isaac Luria) não escreve literalmente:
“A alma do Mashiach vem de Atzilut”.
✔️ O que existe são comentários posteriores, provenientes de:
discípulos do Ari (como Rabi Chaim Vital, em explicações e compilações),
obras sistematizadoras da tradição luriânica, tratados teológicos judaicos posteriores,
leituras interpretativas desenvolvidas ao longo dos séculos.
Esses materiais apresentam a opinião interpretativa de que a alma do Mashiach estaria associada a níveis espirituais elevadíssimos, por vezes relacionados a Atzilut, mas isso não é texto literal do Etz Chaim.
2.3 - Limites claros do testemunho judaico clássico
Nem o Livro do Zohar, nem os Escritos do Ari (Isaac Luria):
descrevem explicitamente o corpo físico do Mashiach,
definem a natureza de seu sangue,
ou afirmam diretamente uma ruptura ontológica com a humanidade adâmica.
Contudo, a literatura judaica é consistente em afirmar que:
O Mashiach possui uma origem espiritual não comum,
A Alma do Mashiach está ligada às realidades superiores,
A missão do Mashiach é cósmica e redentiva,
A atuação do Mashiach está associada à Shekhinah e à redenção final.
2.4 - A Expectativa da preexistência do Mashiach em literatura rabínica antiga
A ideia de que o Mashiach teria alguma forma de preexistência antes da criação do mundo aparece em diversas seções da literatura rabínica clássica:
📜 Midrash Pesikta Rabbati e outras fontes mencionam que o Mashiach é contemplado nos “pensamentos divinos” antes de o mundo ser formado — mostrando que o Mashiach já existia em uma “realidade arquetípica / forma primordial” na mente de Elohim antes da criação do mundo.
📜 Em Pesachim 54a, Nedarim 39a e outros, a pessoa do Mashiach é incluído entre as realidades associadas à criação antes da existência do mundo, juntamente com a Torá (Torah) e o Trono da Glória, o que indica uma expectativa de existência anterior à criação para o conceito messiânico, ainda que não definida como substância literal.
Nos textos rabínicos antigos que tratam de realidades associadas ao que precede a criação do mundo, observa-se uma aproximação conceitual significativa entre a Torá (תּוֹרָה - Torah – instrução divina, ensino revelado que expressa a vontade de Elohim) e o Mashiach (מָשִׁיחַ – o Ungido, agente da redenção final). Essa ligação, contudo, ocorre por justaposição funcional e pertencimento ao plano Divino, e não por uma definição ontológica explícita que identifique ambos como a mesma realidade.
A Torá (תּוֹרָה - Torah) é descrita na literatura judaica como prévia à criação, funcionando como instrumento por meio do qual Elohim estrutura e ordena o mundo. O Midrash Rabbah (Bereshit Rabbah 1:4 – comentário midráshico sobre o livro de Gênesis) afirma que “o Santo, bendito seja, olhou na Torá (Torah) e criou o mundo”, apresentando a Torá não apenas como um conjunto de mandamentos (mitzvot – מִצְוֹת, preceitos divinos), mas como a matriz da criação, fonte da ordem, da vida e da harmonia cósmica.
De forma paralela, o Mashiach aparece nesses mesmos conjuntos textuais como uma realidade associada ao que antecede a criação, ainda que formulada com cautela. Em tratados como Pesachim 54a (tratado talmúdico sobre as festas) e Nedarim 39a (tratado talmúdico sobre votos), a pessoas do Mashiach é mencionado entre as realidades estabelecidas antes do mundo, ao lado da Torá (Torah) e do Trono da Glória (Kissé HaKavod – כִּסֵּא הַכָּבוֹד, símbolo da Soberania Divina). Isso indica que a redenção não é uma resposta tardia ao pecado humano, mas parte integrante do plano Divino desde o princípio.
Essa associação revela um padrão teológico coerente: assim como a Torá (Torah) está ligada ao ato criador e à sustentação da ordem do mundo, o Mashiach está ligado ao processo de restauração e redenção final. O Livro do Zohar (זֹהַר – obra central da tradição mística judaica), ao tratar da redenção futura (Zohar I, 134a), relaciona esse evento à revelação plena da Torá (Torah), sugerindo que a consumação do propósito Divino ocorre quando aquilo que foi estabelecido no início é plenamente manifestado no fim.
⚠️ Observação fundamental de honestidade textual:
O judaísmo não afirma literalmente que “o Mashiach é a Torá”. Contudo, afirma de maneira consistente que ambos pertencem ao mesmo nível do Plano Divino anterior à criação, cada qual exercendo uma função distinta e complementar:
a Torá, como fundamento da criação, da vida e da ordem,
o Mashiach, como instrumento da redenção e da restauração do mundo.
Esses dados não funcionam como prova literal, mas como apoio conceitual legítimo, que harmoniza de forma coerente com a leitura no nível SOD (סוד - os segredos nos textos das Escrituras Sagradas, revelação espiritual que vai além do sentido literal e histórico), sem violar a integridade dos textos judaicos.
2.5 - Identificação funcional do Mashiach como figura cósmica na literatura judaica
Apesar de muita literatura rabínica enfatizar a linhagem davídica e atuação histórica do Mashiach, há também tradições que o retratam em termos altamente simbólicos e cósmicos:
🔹 Em textos apocalípticos judaicos antigos (como Revelation of R. Joshua b. Levi, Midrash Konen e Seder Gan Eden), o Mashiach aparece ligado a realidades Não meramente terrenas, mostrando um tipo de atuação no “céu” ou antes de sua manifestação pública terrena.
📌 Embora esses textos não digam que o Mashiach é Elohim, nem que tenha Sangue Precioso Celestial, como vemos na Brit Hadashá (Atos 20:28 / 1 Pedro 1:19), eles o colocam em um plano pré-histórico e cósmico, o que reflete uma tradição antiga de Pré-Existência que vai além da simples genealogia davídica.
2.6 - A relação entre Adam Kadmon e a alma em algumas leituras rabínicas
Embora o conceito de Adam Kadmon seja uma construção posterior à literatura rabínica clássica (e mais comum em textos ligados ao Zohar), ele aparece nas discussões judaicas posteriores como figura primordial que contém em si aspectos da humanidade e da criação que precedem o mundo físico.
📌 Isso abre espaço interpretativo (novamente, no campo dos comentários posteriores, e não do texto direto) para pensar numa estrutura espiritual excepcional do Mashiach — não como “divindade”, mas como figura que remete a algo anterior à formação do mundo criado.
💬Comentário Bíblico-Teológico:
À Luz das Escrituras Sagradas, especialmente da Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebriaco / Novo Testamento Grego), a origem Celestial e Divina do Mashiach não se restringe à sua consciência ou dimensão espiritual, mas abrange a totalidade da sua identidade ontológica.
O Mestre Yeshuah HaMashiach é apresentado como Aquele que “veio do céu” (João 8:23; 6:51) e como o “segundo homem, do céu, celestial” (1 Coríntios 15:47 - Textus Receptus / Vulgata Latina), indicando que Não-procede da ordem adâmica derivada do pó da terra (עָפָר – afar), e também Não-participa da constituição terrena comum marcada pela corrupção e pela morte. Essa distinção ontológica é condição necessária para a expiação plena da alma (Salmos 49:7-8), pois somente Aquele cuja origem é absolutamente da Ordem Superior, Celestial e Divina, e Não-portador da natureza e sangue adâmico, para poder oferecer uma redenção expiatória que não esteja limitada pela herança da queda e corrupção.
Essa distinção é absoluta e ontológica: o Mestre Yeshuah HaMashiach está completamente separado da ordem adâmica, não deriva do pó da terra nem da substância corrupta da humanidade caída, isto é, a natureza corporal física real do Mashiach pertence exclusivamente à Ordem Superior, Celestial e Divina.
Por essa razão, somente um Mashiach de origem absolutamente celestial e divina, possuidor de um Corpo Físico Real Celestial, não derivado da criação adâmica corrompida, poderia cumprir plenamente a expiação da humanidade. A redenção exige uma vida imaculada e não contaminada pela origem terrena, pois aquilo que procede do pó da terra, não pode resgatar o que é formado do pó da terra (Salmos 49:7-8); apenas o Mestre Yeshuah HaMashiach que vem do Alto, do Céu, pode levantar o que jaz em corrupção e levá-lo de volta à luz do Céu.
No nível SOD (סוד – os segredos nos textos das Escrituras, revelação espiritual que vai além do sentido literal e histórico), a excepcionalidade da ALMA do Mashiach aponta para uma NATUREZA TOTALMENTE PURA, SANTA E SAGRADA, NÃO-derivada da linhagem adâmica formada do pó da terra (Afar min-ha’adamah - עָפָר מִן־הָאֲדָמָה) marcada pela corrupção, estabelecendo o fundamento teológico para a compreensão de que o Mashiach possui um CORPO FÍSICO REAL DA ORDEM SUPERIOR, CELESTIAL E DIVINA, apto para a Redenção Expiatória da humanidade, através da Sua — Carne e Sangue Precioso — da Ordem Superior, Celestial e Divina, como vemos na Brit Hadashá (Atos 20:28 / 1 Pedro 1:19 / 1 Timóteo 3:16 - Almeida Corrigida Fiel ACF / King James Fiel 1611).
💬Comentário Judaico-Teológico Conclusivo:
A literatura judaica clássica não define de forma explícita a ontologia da Alma do Mashiach, nem afirma literalmente que sua Neshamá (נשמה – alma superior ligada ao entendimento espiritual e à consciência do sagrado) proceda de Atzilut (אצילות – o domínio da emanação divina). Tampouco descreve diretamente a constituição física ou a natureza do sangue do Mashiach.
Contudo, de maneira consistente e verificável, essa mesma literatura afirma a singularidade absoluta do Mashiach, vinculando-o a realidades que precedem, transcendem e estruturam a própria criação, o que o distingue não apenas em grau espiritual, mas em Ordem de Origem, afastando-o da condição adâmica comum, formada do pó da terra (עָפָר מִן־הָאֲדָמָה – afar min-ha’adamah).
Ainda que a literatura judaica não formule essa distinção em termos ontológicos explícitos, ela nega implicitamente que o Mashiach pertença à mesma matriz criacional ordinária da humanidade caída e corrupta, abrindo espaço legítimo — no nível SOD (סוד – os segredos profundos dos textos das Escrituras Sagradas, revelação espiritual que vai além do sentido literal e histórico) — para a compreensão de que o Mashiach, em sua Substância, Identidade e Manifestação Corporal Real, procedem de uma Ordem Superior, Celestial e Divina, e Não da linhagem adâmica terrena (אָדָמִי – adamí), formada do pó da terra (עָפָר מִן־הָאֲדָמָה – afar min-ha’adamah).
Entre esses elementos, destacam-se:
a associação íntima do Mashiach com a Shekhinah (שכינה – a Presença habitante de Elohim) no Livro do Zohar, onde ele aparece como agente central da redenção e da restauração cósmica, segundo a linguagem da obra;
a ligação conceitual do Mashiach com estruturas pré-criacionais, como o Adam Kadmon (אדם קדמון – Homem Primordial, arquétipo celestial da humanidade), conforme aparece em leituras interpretativas judaicas posteriores, nas quais o Mashiach é compreendido como figura relacionada à ordem arquetípica que antecede a criação material — sem que isso constitua uma afirmação literal do texto zohárico.
tradições rabínicas antigas que situam o Mashiach ou o seu Nome entre as realidades associadas ao que precede a criação do mundo (Pesikta Rabbati; Pesachim 54a; Nedarim 39a), indicando uma preexistência conceitual no Plano Divino, e não ainda uma definição ontológica explícita;
textos judaicos antigos de caráter apocalíptico que retratam o Mashiach como figura ligada a Realidades Cósmicas e Celestes, e Não apenas à história terrena ou à genealogia davídica;
a coexistência, dentro do próprio judaísmo, de duas expectativas messiânicas complementares: uma dominante, associada ao Mashiach ben David (מָשִׁיחַ בֶּן־דָּוִד – o Mashiach Rei, davídico, ligado à restauração do reino, à justiça e à soberania final), e outra, preservada em tradições mais antigas e simbólicas, vinculada ao Mashiach ben Yosef (מָשִׁיחַ בֶּן־יוֹסֵף – o Mashiach Sofredor, associado ao sofrimento, à redenção preliminar e à restauração anterior ao triunfo final), o qual, em diversas leituras rabínicas, é concebido como figura relacionada a realidades superiores e pré-criacionais, ligadas aos planos celestiais da criação e da redenção. (Talmud Bavli, Sukkah 52a; Pesikta Rabbati; Midrash Tanchuma; Zohar I, 25b; II, 120a; III, 153b; Rabi Saadia Gaon; Rabi Isaac Abravanel, Yeshuot Meshicho; tradição luriânica conforme sistematizada por Rabi Chaim Vital).
Esses dados não funcionam como prova literal de uma ontologia celestial plena, mas constituem apoio conceitual legítimo, coerente e honesto, que permite harmonizar a literatura judaica com a leitura no nível SOD (סוד - os segredos nos textos das Escrituras Sagradas, revelação espiritual que vai além do sentido literal e histórico), sem violar o sentido original dos textos e sem impor ao judaísmo afirmações que ele não faz.
Assim, a tradição judaica oferece apenas a estrutura conceitual; a compreensão completa e Ontológica da Ordem Superior, da Origem Celestial e Divina, da Natureza e da manifestação do Mashiach, só é revelada plenamente nas Escrituras Sagradas da Brit Hadashá (onde Sua identidade e missão são explicitamente manifestadas.
🔹 📌 Resumo com links — Seção 2: Origem Celestial e Divina da Alma do Mashiach
📌 1) Livro do Zohar II, 84b — associação do Mashiach à Shekhinah (Presença manifesta de Elohim)
https://www.sefaria.org/Zohar.2.84b?lang=he-en
📌 2) Livro do Zohar III, 152a — redenção cósmica e restauração final associadas ao Mashiach
https://www.sefaria.org/Zohar.3.152a?lang=he-en
📌 3) Zohar I, 25b; II, 120a; III, 153b — linguagem simbólica sobre redenção, sofrimento e restauração messiânica
https://www.sefaria.org/Zohar.1.25b?lang=he-en
https://www.sefaria.org/Zohar.2.120a?lang=he-en
https://www.sefaria.org/Zohar.3.153b?lang=he-en
📌 4) Adam Kadmon (אדם קדמון) — arquétipo celestial do homem nas leituras zoháricas e luriânicas posteriores
https://www.sefaria.org/topics/adam-kadmon
📌 5) Etz Chaim — Rabi Isaac Luria (Ari) — classificação das almas e dos mundos espirituais
https://www.sefaria.org/Etz_Chaim?lang=he
📌 6) Escritos de Rabi Chaim Vital — sistematização posterior da tradição luriânica
https://www.sefaria.org/Chaim_Vital
📌 7) Talmud Bavli, Sukkah 52a — distinção entre Mashiach ben Yosef (sofredor) e Mashiach ben David (rei)
https://www.sefaria.org/Sukkah.52a?lang=he-en
📌 8) Pesachim 54a / Nedarim 39a — realidades associadas ao que precede a criação, incluindo o Nome do Mashiach
https://www.sefaria.org/Pesachim.54a?lang=he-en
https://www.sefaria.org/Nedarim.39a?lang=he-en
📌 9) Pesikta Rabbati — expectativa messiânica associada aos pensamentos divinos pré-criacionais
https://www.sefaria.org/Pesikta_Rabbati
📌 10) Midrash Tanchuma — temas messiânicos, redenção, sofrimento e restauração
https://www.sefaria.org/Midrash_Tanchuma
📌 11) Rabi Saadia Gaon — formulações medievais sobre redenção e expectativa messiânica
https://www.sefaria.org/topics/saadia-gaon
📌 12) Rabi Isaac Abravanel — Yeshuot Meshicho — distinções messiânicas e redenção final
https://www.sefaria.org/Yeshuot_Meshicho
📌 13) Tradições apocalípticas judaicas antigas — Mashiach em contexto cósmico e celeste
https://www.sefaria.org/topics/jewish-apocalyptic-literature
3. A Origem do Corpo Físico Real Celestial e Divino do Mestre Yeshuah HaMashiach: A Descida do Céus
As Escrituras Sagradas estabelecem uma distinção fundamental entre a ordem da criação adâmica — formada do pó da terra — e a Natureza e Origem do Mashiach, apresentada de maneira consistente como Celestial e Divina, procedente do Alto, diretamente do Céus (Plano Celestial e Eterno). Essa distinção não é meramente funcional ou simbólica, mas estrutural, servindo de base para a compreensão correta da Identidade, Missão e Capacidade Redentiva Expiatória do Mestre Yeshuah HaMashiach.
O Evangelho de João preserva essa distinção de forma explícita e reiterada, utilizando uma linguagem de contraste ontológico entre “o que é da terra, formado do pó da terra” e “o que vem do céu, do Alto (Plano Celestial e Eterno)”.
Essa distinção é reafirmada de modo direto e inequívoco no testemunho da Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebriaco / Novo Testamento Grego):
João 3:31 (NVI): "Aquele que vem do alto [do Céus/Celestial e Divino] está acima de todos ; aquele que é da terra [adâmico, formado do pó da terra] pertence à terra e fala como quem é da terra. Aquele que vem dos céus [do Alto/Celestial e Divino] está acima de todos [adâmicos, formados do pó da terra] ." (Grifos feito pelo Autor do estudo para melhor entendimento)
O texto estabelece duas ordens distintas:
A ordem terrena, adâmica, ligada e formada do pó da terra (toda humanidade);
A ordem Celestial e Divina, da qual procede o Mashiach que “vem do Alto/Céus” (Plano Celestial, Divino e Eterno).
Essa distinção é reforçada em (João 6:38):
João 6:38 (NVI): "Pois desci dos céus [veio do mundo Celestial, Divino e Eterno e tabernaculou no mundo material], não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou [diretamente do plano Celestial, Divino e Eterno]." (Grifos feito pelo Autor do estudo para um melhor entendimento)
Aqui, o Mestre Yeshuah HaMashiach vai além da afirmação de uma missão delegada: o Mashiach revela sua procedência Celestial e Divina. O uso do verbo καταβαίνω (katabaínō) indica uma descida concreta e objetiva de uma realidade superior para uma inferior, excluindo qualquer leitura figurativa ou alegórica.
Essa declaração causa escândalo por expor uma origem do Mashiach que transcende os limites da expectativa, excluindo absolutamente a linhagem adâmica comum formada do pó da terra, conforme registrado em (João 6:42):
João 6:42 (NVI): “E diziam: ‘Este não é Jesus, o filho de José? Não conhecemos seu pai e sua mãe? Como ele pode dizer: Desci do céu? [desci do plano Celestial, Divino e Eterno].’” (Grifos feitos pelo Autor do estudo para melhor entendimento)
A objeção não é teológica, mas ontológica: como alguém identificado externamente como homem pode Reivindicar Origem Celestial e Divina? O texto revela que o conflito não está na forma corporal, mas na Origem Declarada (da Ordem Superior, Celestial e Divina).
Essa revelação atinge seu ponto máximo em (João 6:51):
João 6:51 (NVI): "Eu sou o pão vivo [Pão Celestial e Eterno] que desceu do céu [diretamente do plano Celestial, Divino e Eterno]. Se alguém comer deste pão [O Pão é a Carne Celestial e Divina], viverá para sempre. Este pão é a minha carne [Carne Celestial e Divina], que eu darei pela vida do mundo." (Grifos feito pelo Autor do estudo para melhor entendimento)
Aqui, o Mestre Yeshuah HaMashiach declara que:
O Pão é Celestial, Divino e Eterno;
A Carne que Ele oferece procede dessa mesma origem Celestial e Divina; ver em (Atos 20:28 / 1 Pedro 1:19 / 1 Timóteo 3:16 - Almeida Corrigida Fiel ACF / King James Fiel 1611)
A Vida Eterna procede dessa entrega da Ordem Superior, Celestial e Divina.
À luz desse testemunho, referindo-se ao Mestre Yeshuah HaMashiach, o texto Não-descreve o corpo físico real do Mashiach como procedente da linhagem adâmica comum, formada do pó da terra; pelo contrário, apresenta um corpo físico realque desceu do céu — Celestial, Divino e Eterno — isto é, uma Forma Corporal Física Real, em forma de homem, pertencente á Ordem Superior, de Origem verdadeiramente Celestial e Divina, manifestada no mundo material terreno; ver (João 8:23).
3.1 - Apoio Conceitual na Literatura Judaica
A literatura judaica clássica não formula uma doutrina explícita sobre a ontologia corporal do Mashiach. Contudo, de maneira consistente, ela jamais o descreve como originado do pó da terra, nem discute sua constituição corporal em termos biológicos adâmicos. Em vez disso, utiliza categorias que apontam para preexistência, procedência elevada e realidades anteriores à criação material.
O Midrash Tehilim (Shocher Tov) - associa o Mashiach à Preexistência no Propósito Divino, integrando-o às realidades estabelecidas antes da criação do mundo, sem descrever encarnação literal ou composição ontológica.
Essa afirmação não descreve encarnação, mas estabelece claramente que a realidade do Mashiach precede a criação, situando-o fora da ordem adâmica comum (feito do pó da terra).
O Bereshit Rabbah 2:4, ao comentar (Gênesis 1:2), associa o “Espírito de Elohim” ao Espírito do Rei Mashiach (רוּחַ שֶׁל מֶלֶךְ הַמָּשִׁיחַ — Ruach shel Melech haMashiach), indicando que a realidade messiânica já estava presente no propósito divino desde o início da criação — sem afirmar encarnação literal nem descrição ontológica da substância corporal. Esse texto associa o Mashiach ao momento pré-criacional, não como criatura formada, mas como realidade já presente no propósito divino desde o princípio.
“O Talmud Bavli (Pesachim 54a; Nedarim 39b) inclui o Nome do Mashiach entre as realidades associadas ao que precede a criação do mundo.”
É igualmente significativo que, ao longo de toda a literatura judaica clássica — Mishná, Talmud, Midrashim e obras normativas — nunca se afirma que o Mashiach seja formado do pó da terra (עָפָר מִן־הָאֲדָמָה), nem que sua substância corporal derive da criação adâmica. O silêncio consistente sobre uma origem adâmica não é acidental, mas preserva a singularidade do Mashiach como figura que transcende a ordem biológica comum.
Mesmo Rabi Moshe ben Maimon (Rambam), em Mishneh Torah, Hilchot Melachim 11–12, ao afirmar que o Mashiach se manifesta como homem e atua no mundo material, o faz por definição legal e funcional, e não por descrição ontológica de sua origem ou substância corporal. O Rambam nunca discute o Mashiach em termos de composição material derivada do pó da terra.
💬Conclusão Bíblico-Teológico:
À Luz das Escrituras Sagradas da Brit Hadashá e do apoio conceitual Judaico legítimo, torna-se evidente que o Mashiach:
não pertence à ordem adâmica formada do pó da terra;
precede a criação no propósito Divino;
desceu do céus para o mundo material;
manifesta-se em forma corporal física real como homem, sem que isso implique em origem terrena (adâmica, formada do pó da terra ou derivada do mesmo).
No nível SOD (סוד — os segredos profundos das Escrituras, revelação espiritual além do sentido literal e histórico), esses elementos revelam que o Mestre Yeshuah HaMashiach procede da Ordem Superior, Celestial e Divina, possuindo forma de homem, manifestado historicamente no mundo material para cumprir a Redenção Expiatória perfeita.
Essa leitura Não-viola o sentido literal dos textos judaicos, nem lhes atribui afirmações inexistentes. Pelo contrário, ela harmoniza o testemunho consistente da Preexistência, da linguagem Não-adâmica e da procedência elevada da Ordem Celestial do Mashiach, com a revelação plena da Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebriaco / Novo Testamento Grego), preservando tanto a integridade do Tanakh quanto a fidelidade ao método judaico de interpretação.
Portanto, a descida do Mashiach dos Céus, Não é a transformação espiritual de um corpo adâmico (feito do pó da terra), também Não é a santificação de uma carne formada do pó da terra, mas a entrada histórica no mundo material de um Corpo Físico Real da Ordem Superior, Celestial e Divina, preparado no propósito Eterno de Elohim antes da criação.
A manifestação do Mestre Yeshuah Mashiach em Sua forma corporal real de homem, Não-deriva da linhagem adâmica, nem participa da substância formada do pó da terra. A procedência do Mashiach é da Ordem Superior, que procede do Alto (do Céus), do Plano Celestial, Divino e Eterno do Soberano YHWH.
A redenção só é possível por meio do Mestre Yeshuah HaMashiach, Aquele que desceu e veio do céus (João 8:23; 6:38 / 1 Coríntios 15:47), trazendo consigo uma Natureza Corporal Física Real verdadeiramente da Ordem Superior, Celestial e Divina, plenamente apta para a obra redentiva expiatória. Por essa razão, a Redenção Expiatória da Alma Não-pode proceder da carne adâmica formada do pó da terra, pois essa carne jamais poderia expiar a si mesma. A própria Escritura Sagrada do Tanakh estabelece que nenhuma pessoa é capaz de remir (salvar) a alma de outra pessoa, visto que o resgate exigido por Elohim é precioso demais e está além de qualquer possibilidade da linhagem humana adâmica, conforme está escrito em (Salmos 49:7–8):
📖Salmos 49:7-8 — Texto Hebraico Massorético (MT)
אָח לֹא־פָדֹה יִפְדֶּה אִישׁ לֹא־יִתֵּן לֵאלֹהִים כָּפְרוֹ וְיֵקַר פִּדְיוֹן נַפְשָׁם וְחָדַל לְעוֹלָם׃
🔤 Transliteração: Ach ló–fadô yifdê ish, ló–yitên le’Elohim kafrô; ve-yêqar pidyón nafshám, ve-chadál le‘olám.
📘 Tradução Literal: “Certamente, nenhuma pessoa pode remir (לִפְדּוֹת – lifdót) a um irmão, nem dar a Elohim o preço do seu resgate (פִּדְיוֹן – pidyón); pois o resgate da sua alma (נֶפֶשׁ – néfesh) é precioso demais, e jamais se torna suficiente.”
Tradução em Português: “Nenhum deles pode de modo algum redimir o seu irmão, nem pagar a Deus um resgate por ele; (Pois a redenção de sua alma é preciosa, e ela cessa para sempre),” (Bíblia Sagrada - King James Fiel 1611 - BKJ)
1️⃣ O verbo usado é פדה (padáh)
O termo afirma explicitamente redenção por resgate, isto é, libertação mediante pagamento de um preço, pertencendo de forma direta ao campo jurídico-legal e sacrificial da Torá (תּוֹרָה). Ele envolve substituição legítima, valor pago e liberação formal diante de Elohim, não simbólica nem subjetiva, mas objetiva, efetiva e plenamente válida segundo o Juízo Divino, conforme o padrão estabelecido nas ordenanças redentivas da Torá (תּוֹרָה).
2️⃣ O objeto do resgate é a נֶפֶשׁ (néfesh) — a Alma
Em (Salmos 49:7–8), o termo “alma” aparece na forma נַפְשָׁם (nafshám), que significa literalmente “a alma deles”, sendo נֶפֶשׁ (néfesh) + sufixo pronominal plural (-am).
Por essa razão, em alguns interlineares ou traduções, o termo “alma” pode não aparecer isoladamente como נֶפֶשׁ (néfesh), mas está claramente presente na forma (plural) נַפְשָׁם (nafshám) gramatical completa do texto.
O hebraico afirma explicitamente:
פִּדְיוֹן נַפְשָׁם
pidyón nafshám — “o resgate de sua alma”
O texto, portanto, não se limita à carne nem à vida biológica em si, mas afirma que a néfesh — a alma — está em juízo diante de Elohim, e que Nenhuma pessoa procedente da linhagem adâmica é capaz de redimir a alma de outra. Por essa razão, somente Elohim possui autoridade e capacidade para efetuar tal redenção da alma.
A impossibilidade apresentada pelo (Salmos 49:7–8) é ontológica, não circunstancial:
👉 A alma e o corpo adâmico, formado do pó da terra, não possuem valor expiatório suficiente para redimir (פָּדָה – padáh), isto é, para pagar o preço de expiação pela alma de outra pessoa igualmente adâmica. O texto afirma que o resgate da alma (פִּדְיוֹן נַפְשָׁם – pidyón nafshám) “é precioso demais e jamais se torna suficiente”, declarando de modo definitivo a incapacidade absoluta da ordem adâmica de efetuar redenção expiatória. Assim, a Escritura Sagrada estabelece que somente Elohim pode pagar o preço da redenção da alma — isto é, somente o Mashiach pode conceder a Redenção Expiatória da Alma.
🧠 Explicação linguística e teológica
Esse limite não é moral, nem emocional, mas estrutural: nenhuma pessoa pertencente à ordem adâmica (formada do pó da terra) pode pagar o preço exigido para o resgate da alma (néfesh) de outra pessoa igualmente adâmica, razão pela qual a redenção Não-pode proceder da carne adâmica, mas somente de uma Origem da Ordem Superior Celestial e Divina, ou seja, a Salvação só é possível mediante a pessoa de Yeshuah HaMashiach, pois o Mestre Yeshuah Hamashiach é da Ordem Superior e de Origem Celestial e Divina. Amém! Amém!
3️⃣ O preço (פִּדְיוֹן – pidyón) é declarado “precioso demais”
Isso exclui totalmente qualquer possibilidade de:
expiação entre pessoa pertencente à ordem adâmica
redenção por natureza adâmica (formada do pó da terra)
sacrifício humano (adâmico, formada do pó da terra)
4️⃣ Conclusão direta do (Salmos 49:7–8)
Se:
nenhuma pessoa pode remir outra pessoa
e o resgate da alma é inalcançável para a natureza adâmica formada do pó da terra,
👉 Então a redenção Não-pode proceder da ordem adâmica (formada do pó da terra). Assim, a Salvação só é possível mediante a pessoa de Yeshuah HaMashiach, que pertence a uma Ordem Superior, de Origem Celestial e Divina. Amém! Amém!
O (Salmos 49:7–8) Não apenas nega a capacidade redentiva da pessoa adâmica, como estabelece o critério ontológico da redenção: a alma exige um resgate expiatório que Não-pertence à ordem adâmica, formada do pó da terra; pelo contrário, que deve proceder de uma Realidade Superior à linhagem adâmica, plenamente capaz de satisfazer a Justiça Divina do Soberano YHWH. Assim, fica estabelecido que a Obra Redentiva Expiatória Não-pode proceder de carne humana formada do pó da terra. Portanto, essa redenção é possível somente na pessoa do Mestre Yeshuah HaMashiach, Aquele que veio do Alto, dos Céus, manifestado com Corpo Físico Real em forma de homem, pertencente a uma Ordem Superior, de Origem Celestial e Divina, plenamente apto para remir aquilo que nenhum humano adâmico formado do pó da terra jamais poderia realizar. Por essa razão, somente o Mestre Yeshuah HaMashiach é capaz de efetuar a Expiação e a Salvação da humanidade, em virtude de Sua Origem Celestial, Divina.
📌 Resumo com links: A Origem Celestial de Yeshuah HaMashiach: A Descida do Céus
📌 Bereshit Rabbah 2:4 — associação do Espírito de Elohim ao Espírito do Rei Mashiach (pré-criacional)
https://www.sefaria.org/Bereshit_Rabbah.2.4
📌 Midrash Tehilim (Shocher Tov) Salmos 2 — Mashiach associado à preexistência no propósito divino
https://www.sefaria.org/Midrash_Tehillim.2
📌 Talmud Bavli, Sanhedrin 98b — o Nome do Mashiach entre as realidades que precedem a criação
https://www.sefaria.org/Sanhedrin.98b
📌 Mishneh Torah, Hilchot Melachim 11–12 (Rambam) — definição funcional e legal do Mashiach, sem ontologia corporal adâmica
https://www.sefaria.org/Mishneh_Torah%2C_Kings_and_Wars.11
https://www.sefaria.org/Mishneh_Torah%2C_Kings_and_Wars.12
4. O Corpo Físico Real do Mestre Yeshuah HaMashiach de Origem Celestial e Divina — Não de Origem Humana Adâmica Formada do Pó da Terra
Introdução
Um dos pontos mais negligenciados — e ao mesmo tempo mais decisivos — da cristologia bíblica é a natureza do corpo físico de Yeshuah HaMashiach. Não se trata aqui de uma discussão periférica, nem de uma especulação filosófica ou alegórica desvinculada do texto sagrado, mas de uma questão diretamente enraizada nas Escrituras Sagradas e absolutamente central para a compreensão correta da obra redentiva.
Embora frequentemente se atribua a impecabilidade do Mestre Yeshuah Mashiach à ação do Ruach HaKodesh (Espírito de Santidade / Espírito Santo), as Escrituras Sagradas revelam que Sua pureza procede de Sua própria Natureza e Origem Celestial e Divina. Portanto, a Expiação Redentiva fundamenta-se na Ordem Celestial e Divina, da qual o próprio Mashiach procede, e em Sua suficiência ontológica plena.
À luz de (Salmos 49:7–8), a Escritura Sagrada afirma que a redenção da alma Não-pode proceder da ordem adâmica (formada do pó da terra), mas somente de Elohim. Assim, a Salvação só pode ser realizada por Elohim, no caso, mediante Yeshuah HaMashiach, cuja Sua Natureza e Origem é Celestial e Divina, e Não formada do pó da terra (adâmica).O próprio Mashiach declara que desceu do céu para cumprir a vontade do Pai (João 6:38) e identifica sua carne como o pão vivo que também desceu do céu, por meio do qual é concedida a vida eterna (João 6:51). Tais afirmações não podem ser reduzidas a metáforas, pois a concessão da vida eterna pertence exclusivamente a Elohim, revelando assim a Origem Celestial e Divina do Mestre Yeshuah HaMashiach.
A Escritura Sagrada estabelece, de forma clara, uma distinção ontológica entre aquilo que é da terra (terreno/plano material) e aquilo que é dos céus (Plano Celestial). Essa distinção não é meramente moral, simbólica ou funcional, mas diz respeito à procedência, à ordem de existência, à origem e à natureza do próprio Mestre Yeshuah HaMashiach, conforme revelado progressivamente nas Escrituras Sagradas. O Tanakh já apresenta essa tensão entre o que é formado do pó da terra e o que procede diretamente de Elohim; a Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebriaco / Novo Testamento Grego), por sua vez, revela plenamente essa distinção no Mashiach.
Este estudo parte de um princípio metodológico inegociável: a Escritura interpreta a Escritura Sagrada. Nenhuma conclusão será construída a partir de filosofia externa, teologia sistemática tardia ou leituras alegóricas não ancoradas no texto escritural. Onde a Escritura Sagrada fala de forma direta, o estudo se submete. Onde a Escritura Sagrada afirma de forma implícita e explícita, o encadeamento será feito com rigor, sem extrapolações indevidas. E onde não há afirmação textual, isso será declarado com honestidade.
Ao longo deste tópico, veremos que a Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebriaco / Novo Testamento Grego) afirma que o Mestre Yeshuah HaMashiach possui um corpo físico real e, de maneira progressiva e cumulativa, estabelece que esse corpo Não-pertence à ordem adâmica feita do pó da terra, mas procede da Ordem Superior, Celestial e Divina. Essa revelação não aparece de forma isolada em um único versículo, mas emerge de um conjunto coerente de textos que falam de descida real dos céus, de preexistência, de plenitude divina habitando corporalmente, de Sangue Precioso atribuído a Elohim e, finalmente, de um Estado Celestial e Divino contínuo mesmo durante sua manifestação no mundo material terreno.
Para evitar confusão e garantir clareza, os textos bíblicos analisados neste tópico foram cuidadosamente classificados em duas categorias: implícitos fortíssimos, que exigem conclusões ontológicas inevitáveis a partir do texto, e explícitos, nos quais a própria Escritura Sagrada declara de forma direta a procedência celestial, a realidade corporal física do Mashiach e a incompatibilidade com a linhagem humana adâmica comum, formada do pó da terra. Essa progressão não é acidental; ela prepara o leitor para compreender o impacto total das declarações finais.
Somente após o exame completo do testemunho bíblico é que a literatura judaica será considerada, não como prova, mas como apoio conceitual, sempre distinguindo entre texto literal, comentário posterior e leitura no nível SOD (סוד – os segredos profundos dos textos das Escrituras Sagradas, revelação espiritual que vai além do sentido literal e histórico). Assim, preserva-se tanto a fidelidade às Escrituras Sagradas quanto a honestidade intelectual, sem submeter o texto Sagrado a conceitos previamente sistematizados.
Este tópico, portanto, não busca inovar, mas submeter-se ao testemunho do próprio texto escritural, acolhendo com rigor o que a Escritura Sagrada afirma e permitindo que ela fale por si mesma, sem acrescentar nem diminuir de suas palavras (cf. Salmos 119:130; Deuteronômio 4:2). Quando o texto é lido sem pressupostos herdados, o que o texto revela é que o Corpo Físico Real do Mestre Yeshuah HaMashiach Não é de linhagem e ordem adâmica, isto é, não procede do pó da terra. O Mashiach pertence absolutamente a uma Ordem Superior, Celestial e Divina, condição necessária — e Não opcional — para que Sua Obra Redentiva Expiatória seja plenamente eficaz e perfeita, pois a Expiação da alma é atributo exclusivo de Elohim, como afirmam as Escrituras (Salmos 49:7–8).
4.1 - TEXTO BÍBLICO FUNDAMENTAL (BASE ESCRITURAL)
🔴 TEXTO EXPLÍCITO — Filipenses 2:6
📜 Texto Grego (Stephanus Textus Receptus 1550 / Scrivener’s Textus Receptus 1894):
ὃς ἐν μορφῇ θεοῦ ὑπάρχων, οὐχ ἁρπαγμὸν ἡγήσατο τὸ εἶναι ἴσα θεῷ·
🔤 Transliteração:
hos en morphē theou hyparchōn, ouch harpagmon hēgēsato to einai isa theō
📖 Tradução Literal:
“O qual, existindo na forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus como algo a ser retido ou usurpado.”
🧠 Observação Ontológico-Corporal:
μορφῇ θεοῦ (“forma de Deus”) = modo real de existência, não aparência externa
ὑπάρχων (“existindo”) = estado contínuo de ser, não condição temporária
ἴσα θεῷ (“igual a Deus”) = igualdade de condição e natureza
ἁρπαγμός (“algo a ser retido/usurpado”) = posse ilegítima ou apropriação indevida
📌 O texto afirma uma condição ontológica prévia e estável:
➡️ existência real na forma de Deus [Elohim]
➡️ igualdade com Deus [Elohim] não adquirida, mas própria
➡️ ausência de usurpação ou delegação
📌 O versículo não descreve função, missão ou honra concedida, mas modo de existência e condição ontológica real, isto é, Sua existência na forma própria de Deus [Elohim]
🧾 Exposição Textual:
O particípio ὑπάρχων (“existindo”) indica estado contínuo e real, afirmando que o Mashiach subsiste na “μορφῇ θεοῦ” (“forma de Deus”) antes de qualquer manifestação histórica (no mundo terreno). O termo μορφή (morphḗ — “forma essencial”, “condição verdadeira de ser”) não descreve aparência externa, aspecto visível ou papel funcional, mas aquilo que alguém é por natureza, em contraste com σχῆμα (schêma — “forma exterior”, “configuração passageira”, “modo de manifestação”). Assim, o texto afirma que a Identidade do Mashiach é Celestial e Divina por Natureza, não adquirida, não concedida e não resultante de qualquer intervenção posterior..
O texto afirma que o Mestre Yeshuah HaMashiach não tentou se tornar igual a Deus [Elohim], pois a expressão “ser igual a Deus” (τὸ εἶναι ἴσα θεῷ) não é tratada como “ἁρπαγμός” (usurpação), pois o Mashiach Já Era igual a Deus [Elohim], Não por permissão, Mas por natureza. A igualdade com Deus [Elohim] é apresentada como própria e legítima. Desse modo, (Filipenses 2:6) estabelece o fundamento ontológico da manifestação posterior: Aquele que assume um corpo físico real, na forma de homem, todavia, Não-procede da ordem adâmica formada do pó da terra, mas sim da Ordem Superior, Celestial e Divina, na qual já existia em plena igualdade com Elohim, desde a Eternidade.
🔴 TEXTO EXPLÍCITO — Hebreus 10:5
📜 Texto Grego (Stephanus Textus Receptus 1550 / Scrivener’s Textus Receptus 1894):
διὸ εἰσερχόμενος εἰς τὸν κόσμον λέγει· θυσίαν καὶ προσφορὰν οὐκ ἠθέλησας, σῶμα δὲ κατηρτίσω μοι
🔤 Transliteração:
dio eiserchomenos eis ton kosmon legei; thysian kai prosphoran ouk ēthelēsas, sōma de katērtisō moi
📖 Tradução Literal:
“Por isso, ao entrar no mundo, diz: sacrifício e oferta não quiseste, mas um corpo me preparaste.”
🧠 Observação Ontológico-Corporal:
εἰσερχόμενος εἰς τὸν κόσμον (“ao entrar no mundo”) = movimento de procedência externa, não geração interna
σῶμα (“corpo”) = realidade corporal objetiva, não simbólica
κατηρτίσω (“preparaste / ajustaste”) = formação intencional, adequada a um propósito
μοι (“para mim”) = posse e identidade pessoal do corpo
📌 O texto afirma realidade corporal prévia à manifestação no mundo:
➡️ há um sujeito que entra no mundo
➡️ há um corpo preparado para esse sujeito
➡️ corpo não é descrito como gerado do mundo material terreno, mas preparado para a entrada nele
📌 O texto declara que o corpo físico real do Mashiach é preparado por Elohim, enquanto o próprio Mashiach entra no mundo como sujeito preexistente, estabelecendo uma ordem superior de manifestação celestial e divina, e Não de procedência adâmica formada do pó da terra.
🧾 Exposição Textual:
O texto apresenta uma estrutura ontológica clara: primeiro, um sujeito pessoal é descrito como entrando no mundo; em seguida, esse mesmo sujeito declara possuir um corpo que lhe foi preparado. A construção exclui a ideia de geração interna ao mundo, pois a ação de “entrar” pressupõe procedência distinta do âmbito no qual se ingressa.
O termo σῶμα (sōma — “corpo real”, “corpo verdadeiro”) indica um corpo físico real concreto, enquanto κατηρτίσω (katērtisō — “preparaste”, “ajustaste plenamente”, “dispuse adequadamente”) aponta para uma preparação deliberada e intencional, e Não para uma formação adâmica a partir do pó da terra. Assim, o corpo não é apresentado como resultado de criação terrena, mas como meio de manifestação para Aquele que procede de fora do mundo material, isto é, o Mestre Yeshuah HaMashiach pertence a uma Ordem Superior, Celestial e Divina.
Assim, (Hebreus 10:5) não trata de função sacrificial apenas, mas estabelece uma ordem ontológico-corporal: o Mashiach possui um corpo físico real, em forma de homem, preparada para sua manifestação, pertencente à Ordem Superior, Celestial e Divina, e Não-derivada da ordem adâmica formada do pó da terra.
🔴 TEXTO EXPLÍCITO — Mateus 1:20
📜 Texto Grego (Stephanus Textus Receptus 1550 / Scrivener’s Textus Receptus 1894):
τοῦτο δὲ αὐτοῦ ἐνθυμηθέντος, ἰδού, ἄγγελος κυρίου κατ’ ὄναρ ἐφάνη αὐτῷ λέγων· Ἰωσὴφ υἱὸς Δαυίδ, μὴ φοβηθῇς παραλαβεῖν Μαριὰμ τὴν γυναῖκά σου· τὸ γὰρ ἐν αὐτῇ γεννηθὲν ἐκ πνεύματός ἐστιν ἁγίου
🔤 Transliteração:
touto de autou enthymēthentos, idou, angelos kyriou kat’ onar ephanē autō legōn; Iōsēph huios Dauid, mē phobēthēs paralabein Mariam tēn gynaika sou; to gar en autē gennēthen ek pneumatos estin hagiou
📖 Tradução Literal:
“E, enquanto ele pensava nessas coisas, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonho, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher; porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo.”
🧠 Observação Ontológico-Corporal:
τὸ γεννηθέν (“o que foi gerado”) = geração real, concreta, não simbólica
ἐν αὐτῇ (“nela”) = local de manifestação, não origem da natureza
ἐκ πνεύματος ἁγίου (“do Espírito Santo / Ruach HaKodesh”) = procedência direta e exclusiva
ἐκ (“de, a partir de”) = origem, fonte, procedência real
ἅγιος (“Santo”) = natureza separada, não comum, não adâmica, pertencente à Ordem Superior, Celestial e Divina.
📌 O texto afirma explicitamente:
➡️ Geração real e efetiva
➡️ Procedência direta do Ruach HaKodesh
➡️ Exclusão absoluta de geração natural da linhagem adâmica formada do pó da terra
➡️ Santidade definida desde a origem, pertencente à Ordem Superior, Celestial e Divina.
📌 O versículo descreve origem e procedência, não adoção, não criação, não geração natural; isto é, procedência pertencente à Ordem Superior, Celestial e Divina, e Não por origem adâmica formada do pó da terra.
🧾 Exposição Textual:
(Mateus 1:20) declara de forma direta e inequívoca que aquilo que foi gerado em Miriam (Maria) procede diretamente do Ruach HaKodesh (Espírito de Santidade / Espírito Santo). O texto emprega a preposição “ἐκ”, que indica origem e fonte real, excluindo completamente qualquer participação da ordem adâmica formada do pó da terra. Miriam (Maria) é apresentada como o local da manifestação corporal, não como a fonte da natureza do que foi gerado. Assim, o versículo estabelece explicitamente que a geração do Mestre Yeshuah HaMashiach resulta de uma ação soberana da Esfera Celestial e Divina, sendo desde a Sua geração Identificado como Puro e Santo, o que confirma que Sua forma corporal física real, embora manifestada em forma de homem, pertence absolutamente e exclusivamente à Ordem Superior, Celestial e Divina.
🔴 TEXTO EXPLÍCITO — Lucas 1:35
📜 Texto Grego (Stephanus Textus Receptus 1550 / Scrivener’s Textus Receptus 1894):
πνεῦμα ἅγιον ἐπελεύσεται ἐπὶ σέ, καὶ δύναμις ὑψίστου ἐπισκιάσει σοι· διὸ καὶ τὸ γεννώμενον ἅγιον κληθήσεται υἱὸς θεοῦ
🔤 Transliteração:
pneuma hagion epeleusetai epi se, kai dynamis hypsistou episkiasei soi; dio kai to gennōmenon hagion klēthēsetai huios theou
📖 Tradução Literal:
“O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso, o que é gerado será chamado Santo, Filho de Deus.”
🧠 Observação Ontológico-Corporal:
πνεῦμα ἅγιον (“Espírito Santo / Ruach HaKodesh”) = agente direto da geração
ἐπελεύσεται (“virá sobre”) = ação direta e soberana, não natural
δύναμις ὑψίστου (“poder do Altíssimo”) = ação divina exclusiva
ἐπισκιάσει (“cobrirá com a sombra”) = envolvimento direto da esfera celestial
τὸ γεννώμενον ἅγιον (“o que é gerado, Santo”) = geração santa, não adâmica formada do pó da terra
υἱὸς θεοῦ (“Filho de Deus”) = identidade definida pela procedência divina
📌 O texto afirma explicitamente:
➡️ geração realizada pelo Ruach HaKodesh
➡️ ação direta do Altíssimo, sob Sua sombra
➡️ ausência total de geração adâmica formada do pó da terra
➡️ identidade pura, santa e divina desde a geração
📌 O versículo afirma origem e procedência reais, excluindo adoção, criação ou qualquer forma de geração natural; isto é, procedência pertencente da Ordem Superior, Celestial e Divina, e Não da ordem adâmica formada do pó da terra.
🧾 Exposição Textual:
(Lucas 1:35) descreve de forma direta e inequívoca a geração do Mashiach como resultado da ação soberana do Ruach HaKodesh (Espírito de Santidade / Espírito Santo) e do poder do Altíssimo. O texto Não-utiliza linguagem simbólica nem metafórica, mas afirma uma intervenção direta da Esfera Celestial e Divina. A expressão “cobrir com a sombra” indica envolvimento pleno da Presença Divina, excluindo completamente qualquer participação da ordem adâmica formada do pó da terra. Assim, o versículo estabelece explicitamente que o Mestre Yeshuah HaMashiach Não-tem sua geração vinculada à criação terrena adamica, mas procede de uma Ação Superior, Celestial e Soberana, sendo desde a Sua geração identificado como “Santo e Puro” e “Filho de Deus [Elohim]”. Portanto, (Lucas 1:35) confirma de maneira explícita que a forma corporal física real do Mashiach, embora manifestada em forma de homem, pertence exclusivamente à Ordem Superior, Celestial e Divina.
🔴 TEXTO EXPLÍCITO — 1 Coríntios 15:47
📜 Texto Grego (Stephanus Textus Receptus 1550 / Scrivener’s Textus Receptus 1894):
ὁ πρῶτος ἄνθρωπος ἐκ γῆς χοϊκός· ὁ δεύτερος ἄνθρωπος ὁ κύριος ἐξ οὐρανοῦ
🔤 Transliteração:
ho prōtos anthrōpos ek gēs choikos; ho deuteros anthrōpos ho Kyrios ex ouranou
📖 Tradução Literal:
“O primeiro homem é da terra, feito de pó [terreno, formado do pó da terra - adâmico]; o segundo homem, o Senhor, é do céu [Celestial e Divino].” (Grifos feito pelo Autor do Estudo para melhor entendimento).
🧠 Observação Ontológico-Corporal
ἄνθρωπος (“homem”) = designação de forma corporal manifestada
ἐκ γῆς (“da terra”) = procedência material, ordem adâmica
χοϊκός (“feito do pó”) = constituição terrena, derivada do pó
ἐξ οὐρανοῦ (“do céu”) = procedência celestial, ordem superior e divina
📌 O texto estabelece contraste ontológico-corporal explícito:
➡️ primeiro homem: corpo da ordem adâmica terrena, formada do pó da terra
➡️ segundo homem: corpo de procedência celestial e divina
➡️ duas ordens distintas, não apenas duas funções
📌 O versículo não descreve metáfora moral, mas origem e ordem de constituição corporal: o primeiro pertence à criação terrestre formada do pó da terra; o segundo procede do céu, isto é, da Ordem Superior, Celestial e Divina.
🧾Exposição Textual:
O contraste estabelecido pelo apóstolo é ontológico e de origem, não meramente funcional. O primeiro homem é definido como ἐκ γῆς χοϊκός (ek gēs choikos) procedente da terra e constituído de pó da terra (adâmico). Em oposição direta, o segundo homem é definido como ἐξ οὐρανοῦ (ex ouranou) procedente do céu. O texto não permite leitura simbólica dessa procedência, pois o paralelismo exige que a origem do segundo seja tão real quanto a do primeiro. Assim, o corpo do segundo homem, que se refere ao Mestre Yeshuah HaMashiach, Não é descrito como de origem adâmica formada do pó da terra, mas sim pertencente a uma Esfera da Ordem Superior, Celestial e Divina.
🔴 TEXTO EXPLÍCITO — João 6:51
📜 Texto Grego (Stephanus Textus Receptus 1550 / Scrivener’s Textus Receptus 1894):
ἐγώ εἰμι ὁ ἄρτος ὁ ζῶν ὁ ἐκ τοῦ οὐρανοῦ καταβάς· ἐάν τις φάγῃ ἐκ τούτου τοῦ ἄρτου ζήσεται εἰς τὸν αἰῶνα· καὶ ὁ ἄρτος δὲ ὃν ἐγὼ δώσω ἡ σάρξ μου ἐστίν, ἣν ἐγὼ δώσω ὑπὲρ τῆς τοῦ κόσμου ζωῆς
🔤 Transliteração:
egō eimi ho artos ho zōn ho ek tou ouranou katabas; ean tis phagē ek toutou tou artou zēsetai eis ton aiōna; kai ho artos de hon egō dōsō hē sarx mou estin, hēn egō dōsō hyper tēs tou kosmou zōēs.
📖 Tradução Literal:
“Eu sou o pão vivo que desceu do céu [Celestial/Divino]; se alguém comer deste pão [Carne Celestial/Divina] viverá para sempre [Vida Eterna]; e o pão que eu darei é a minha carne [Celestial/Divina], a qual eu darei pela vida do mundo.”
🧠 Observação Ontológico-Corporal
ἐγώ εἰμι (“Eu sou”) = autodeclaração identitária consciente
ὁ ἄρτος ὁ ζῶν (“o pão vivo”) = fonte de vida em si mesma, não derivada
ὁ ἐκ τοῦ οὐρανοῦ καταβάς (“que desceu do céu”) = procedência celestial e divina, não terrena
ἡ σάρξ μου (“a minha carne”) = elemento corporal real, não simbólico
ὑπὲρ τῆς τοῦ κόσμου ζωῆς (“pela vida do mundo”) = finalidade redentiva universal
📌 O texto une procedência celestial, divina e realidade corporal no mesmo sujeito:
➡️ carne real
➡️ corpo real
➡️ origem no céu, celestial e divina
📌 Não há linguagem alegórica nem indicação de natureza adâmica formada do pó da terra: a σάρξ (sarx, “carne”) mencionada pertence exclusivamente Áquele que κατέβη ἐκ τοῦ οὐρανοῦ (katebē ek tou ouranou, “desceu do céu”), ou seja, ao Mestre Yeshuah HaMashiach. Trata-se de forma corporal de homem real, de origem exclusivamente Celestial e Divina, oferecida voluntariamente para a vida do mundo, Não-derivada do pó da terra nem da ordem adâmica.
🧾Exposição Textual:
Aqui o próprio Mestre Yeshuah HaMashiach afirma, de modo explícito, que sua procedência é Celestial e Divina (“ὁ ἐκ τοῦ οὐρανοῦ καταβάς” — Aquele que desceu do céu) e, no mesmo enunciado, identifica esse “descer do céu” com a sua própria carne (“ἡ σάρξ μου ἐστίν”). O texto não apresenta a carne como algo adquirido posteriormente a partir da terra, mas como a própria realidade que procede absolutamente do céu. Assim, a declaração “o pão que eu darei é a minha carne” não descreve uma metáfora desvinculada da origem, mas afirma que “A CARNE” do Mashiach é da Ordem Superior, Celestial e Divina, pois é a carne que desceu do céu. O enunciado Não permite separar a Procedência Celestial e Divina da realidade física da carne, tornando explícito que o corpo físico real do Mashiach, em forma de homem, pertence integralmente à Ordem Superior, Celestial e Divina, procedente da Esfera Celestial, e Não à ordem adâmica, cuja origem é o pó da terra.
🔴 TEXTO EXPLÍCITO — Colossenses 2:9
📜 Texto Grego (Stephanus Textus Receptus 1550 / Scrivener’s Textus Receptus 1894):
ὅτι ἐν αὐτῷ κατοικεῖ πᾶν τὸ πλήρωμα τῆς θεότητος σωματικῶς
🔤 Transliteração:
hoti en autō katoikei pan to plērōma tēs theotētos sōmatikōs
📖 Tradução Literal:
“Porque nele habita toda a plenitude da divindade corporalmente.”
🧠 Observação Ontológico-Corporal:
πᾶν τὸ πλήρωμα (“toda a plenitude”) = totalidade absoluta, nada ausente
τῆς θεότητος (“da Deidade”) = essência divina, não derivada ou concedida.
σωματικῶς (“corporalmente”) = modo de existência em corpo fisico real
ἐν αὐτῷ (“nele”) = localização pessoal exclusiva da plenitude
📌 O texto define como a Deidade habita:
➡️ não por influência
➡️ não por representação
➡️ σωματικῶς (sōmatikōs, “em corpo físico”) = corpo físico real
📌 A plenitude da Divindade Não visita um corpo: ela habita corporalmente nele. Logo, o corpo mencionado não é recipiente adâmico formado do pó da terra, mas sim um corpo físico real, em forma de homem, adequada e procedente da Ordem Superior, Celestial e Divina, na qual a Divindade reside plenamente e sem mediação.
🧾Exposição Textual:
O advérbio (σωματικῶς - sōmatikōs) que significa “corporalmente” ou “de modo corporal”, elimina qualquer leitura simbólica ou abstrata, afirmando que a Plenitude da Divindade habita de modo real e corporal. Tal afirmação diz respeito à própria constituição do corpo, não a um estado moral ou funcional. Um corpo físico real no qual reside corporalmente toda a Plenitude do Próprio Elohim, deve conter tal plenitude de modo absolutamente incorruptível, o que exclui um corpo pertencente à ordem adâmica formada do pó da terra. Embora o texto não desenvolva esse ponto de forma discursiva, o texto atribui ao corpo do Mestre Yeshua HaMashiach uma qualidade corporal incompatível com a matéria adâmica decaída formada do pó da terra, exigindo, portanto, uma da Ordem Superior, Celestial e Divina.
🔴 TEXTO EXPLÍCITO — 1 Timóteo 3:16
📜 Texto Grego (Stephanus Textus Receptus 1550 / Scrivener’s Textus Receptus 1894)
Καὶ ὁμολογουμένως μέγα ἐστὶ τὸ τῆς εὐσεβείας μυστήριον· Θεὸς ἐφανερώθη ἐν σαρκί, ἐδικαιώθη ἐν πνεύματι, ὤφθη ἀγγέλοις, ἐκηρύχθη ἐν ἔθνεσιν, ἐπιστεύθη ἐν κόσμῳ, ἀνελήφθη ἐν δόξῃ.
🔤 Transliteração:
Kai homologoumenōs mega estin to tēs eusebeias mystērion; Theos ephanerōthē en sarki, edikaiōthē en pneumati, ōphthē angelois, ekēruchthē en ethnesin, episteuthē en kosmō, anelēphthē en doxē.
📖 Tradução Literal:
“E, confessadamente, grande é o mistério da piedade: Deus foi manifestado em carne, foi justificado em espírito, foi visto por anjos, foi proclamado entre as nações, foi crido no mundo, foi elevado em glória.”
Tradução em Portugués:
“E, sem controvérsia, grande é o mistério da piedade: Deus foi manifesto na carne, justificado no Espírito, visto pelos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.”
🧠 Observação Ontológico-Corporal:
Θεὸς (Theós)
(“Elohim”) = sujeito absoluto da ação; indica identidade Divina, não criatura, não humano da ordem adâmica formada do pó da terra.
ἐφανερώθη (ephanerōthē)
(“foi manifestado”) = que expressa revelação visível e histórica, mostrando algo que já existe; não implica criação, geração ou início de existência, mas a manifestação concreta e real do que já é.
ἐν σαρκί (en sarkí)
(“em carne”) = condição corpórea real da manifestação; afirma materialidade verdadeira sem definir procedência adâmica, biológica ou terrena formada do pó da terra.
📌 O texto afirma realidade corporal como meio de manifestação divina:
➡️ Elohim (Θεὸς / Theós) é o sujeito da manifestação
➡️ a manifestação ocorre em carne (ἐν σαρκί / en sarkí)
➡️ a carne é o meio pelo qual o Celestial e Divino se torna visível
📌 O versículo Não descreve procedência adâmica nem geração terrena formada do pó da terra: Não há referência ao pó da terra, à descendência de Adão ou à formação biológica humana. O foco do texto está na manifestação Celestial e Divina.
🧾 Exposição Textual:
O texto apresenta uma afirmação ontológica direta e confessional: Θεὸς ἐφανερώθη ἐν σαρκί (Theós ephanerōthē en sarkí) — “Deus foi manifestado em carne”, isto é, a manifestação corporal física real refere-se à forma de homem real do Mestre Yeshuah HaMashiach, que é o próprio Elohim se revelando em carne verdadeira, mantendo de origem humana adâmica formada do pó da terraa plena Divindade e Não-derivando . O verbo ἐφανερώθη (ephanerōthē) “foi manifestado”, afirma que Deus [Elohim] se manifestou e se fez carne, de forma corporal, física e visível; o termo Não indica criação, geração ou início de existência, mas a manifestação de algo que já existe plenamente.
A construção gramatical exclui a leitura de uma origem adâmica formada do pó da terra, pois “Deus [Elohim] (Θεὸς / Theós)” não procede da carne; ao contrário, a carne é o âmbito por meio do qual Ele se revela. A realidade corporal em forma de homem do Mestre Yeshuah HaMashiach é afirmada de maneira plena e concreta, mas sem qualquer relação com a natureza humana adâmica formada do pó da terra — isto é, o corpo físico real, em forma de homem, manifesta pelo Mashiach, pertence e procede exclusivamente à Ordem Superior, Celestial e Divina.
Dessa forma, (1 Timóteo 3:16) estabelece uma ordem ontológico-corporal explícita: o Mestre Yeshuah HaMashiach é Elohim manifestado corporalmente em forma de homem, possuindo um corpo físico verdadeiro como meio de revelação, que pertence absolutamente e procede exclusivamente à Ordem Superior, Celestial e Divina, e Não-derivada da ordem adâmica formada do pó da terra.
📌Nota Explicativa:
No texto grego do Textus Receptus (Stephanus 1550 / Scrivener 1894), 1 Timóteo 3:16 afirma: Θεὸς ἐφανερώθη ἐν σαρκί — transliteração: Theós ephanerōthē en sarkí — literalmente: “Elohim foi manifestado em carne”. O verbo ἐφανερώθη (foi manifestado) tem como sujeito Θεὸς (Deus/Elohim), indicando que quem se manifesta é o próprio Elohim, e Não um intermediário ou humano da linhagem adâmica formada do pó da terra. É importante destacar que apenas o Textus Receptus e traduções fiéis ao texto, como a King James Version Fiel 1611 e a Almeida Corrigida Fiel (ACF), preservam a tradução de Θεὸς (Theos) como “Deus” [Elohim]. Manuscritos antigos, como o Codex Sinaiticus e o Codex Alexandrinus, apresentam variações que levaram algumas traduções modernas a substituir o termo original por “Aquele que” ou “Cristo”, apagando do grego o sujeito Divino explícito e reduzindo o nível de revelação presente no texto.
Essa alteração pode levar a entender que o Mashiach é um mero humano comum adâmico formado do pó da terra, enquanto o grego original do Textus Receptus deixa claro que o Mashiach se manifesta com corpo físico real verdadeiro, cuja Natureza, Origem e Procedência pertencem integralmente e exclusivamente à Ordem Superior, Celestial e Divina, completamente distinta da condição e linhagem adâmica formada do pó da terra. Portanto, para estudos sobre a ontologia e o corpo físico real do Mashiach, apenas o Textus Receptus e suas traduções fiéis preservam a clareza do sujeito Divino e da manifestação real em carne, garantindo que a leitura seja consistente com a Natureza da Ordem Superior, Celestial e Divina do Mestre Yeshuah HaMashiach, antes mesmo da Sua ressurreição.
🟠 TEXTO IMPLÍCITO FORTÍSSIMO — Colossenses 1:19
📜 Texto Grego (Stephanus Textus Receptus 1550 / Scrivener’s Textus Receptus 1894):
ὅτι ἐν αὐτῷ εὐδόκησεν πᾶν τὸ πλήρωμα κατοικῆσαι
🔤 Transliteração:
hoti en autō eudokēsen pan to plērōma katoikēsai
📖 Tradução Literal:
“Porque aprouve que toda a plenitude habitasse nele.”
🧠 Observação ontológico-corporal:
πᾶν τὸ πλήρωμα (“toda a plenitude”) = totalidade completa, sem ausência
εὐδόκησεν (“aprouve / foi do agrado”) = decisão soberana de Deus [Elohim], não contingente
κατοικῆσαι (“habitar”) = residência permanente e contínua, não visita temporária
ἐν αὐτῷ (“nele”) = localização pessoal definida da plenitude
📌 O texto afirma vontade divina e modo de habitação:
➡️ a plenitude não é concedida parcialmente
➡️ a plenitude não é não é emprestada
➡️ a plenitude habita de forma completa, contínua e estável no Mashiach
📌 Embora Colossenses 1:19 não mencione explicitamente o termo “corpo”, o texto afirma que toda a plenitude habita no Mashiach, mostrando a vontade divina de habitação completa, contínua e estável, e assim prepara e sustenta a afirmação de Colossenses 2:9, onde “a plenitude da Divindade habita corporalmente” no Mashiach, em corpo físico real, em forma de homem, pertencente à Ordem Superior, Celestial e Divina.
➡️ Portanto, a habitação plena da plenitude da divindade pressupõe forma corporal verdadeira, procedente da Ordem Superior, Celestial e Divina, não um corpo humano da linhagem adâmica formada do pó, mas um corpo fisico verdadeiro, em forma homem, na qual a plenitude de Deus [Elohim] habita, encontrando morada permanente, contínua e estável.
🧾Exposição Textual:
Este versículo de (Colossenses 1:19) estabelece o fundamento ontológico do Mashiach que (Colossenses 2:9), torna explícito de modo corporal. A afirmação de que a plenitude “aprouve habitar” (κατοικῆσαι – katoikēsai) indica uma habitação permanente, contínua e estável, Não-transitória nem meramente funcional. Lidos em conjunto, os textos mostram de forma clara, que a Plenitude Divina reside no corpo físico verdadeiro, do Mestre Yeshuah HaMashiach, em forma de homem, um corpo preparado especificamente e singularmente, com propósito único e especial, para abrigar toda a plenitude de Elohim, e Não em um corpo da ordem adâmica, formado do pó da terra.
🔴 TEXTO EXPLÍCITO — João 8:23
📜 Texto Grego (Stephanus Textus Receptus 1550 / Scrivener’s Textus Receptus 1894):
καὶ ἔλεγεν αὐτοῖς· Ὑμεῖς ἐκ τῶν κάτω ἐστέ, ἐγὼ ἐκ τῶν ἄνω εἰμί· ὑμεῖς ἐκ τούτου τοῦ κόσμου ἐστέ, ἐγὼ οὐκ εἰμὶ ἐκ τούτου τοῦ κόσμου.
🔤 Transliteração:
kai elegen autois; hymeis ek tōn katō este, egō ek tōn anō eimi; hymeis ek toutou tou kosmou este, egō ouk eimi ek toutou tou kosmou.
📖 Tradução literal:
“E dizia-lhes: Vós sois de baixo, eu sou de cima; vós sois deste mundo, eu não sou deste mundo.”
🧠 Observação Ontológico-Corporal
ὑμεῖς ἐκ τῶν κάτω
(“vós sois de baixo”) = procedência terrena, ordem inferior
ἐγὼ ἐκ τῶν ἄνω
(“Eu sou de cima”) = procedência superior, ordem celestial e divina
ὑμεῖς ἐκ τοῦ κόσμου τούτου
(“vós sois deste mundo”) = pertencimento à ordem criada, terrena, adâmica, formada do pó daterra
ἐγὼ οὐκ εἰμὶ ἐκ τοῦ κόσμου τούτου
(“Eu não sou deste mundo”) = negação explícita de origem terrena; afirmação de procedência celestial e divina.
📌 O texto estabelece distinção ontológica de procedência, não apenas moral:
➡️ duas origens
➡️ duas ordens
➡️ dois pertencimentos
📌Embora o versículo não utilize termos anatômicos, o texto deixa claro a origem do sujeito que fala: o Mashiach, que se manifesta visivelmente em forma corporal física de homem na terra, afirma que não procede da ordem terrena adâmica formada do pó da terra. Portanto, a presença física real do Mashiach no mundo terreno Não-deriva de natureza adâmica nem da matéria do pó da terra, mas procede exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina, mantendo sua Plenitude e Soberania Divina, mesmo enquanto se manifesta e se comunica na esfera mundana terrena adâmica, formada do pó da terra.
🧾Exposição Textual:
O texto estabelece uma oposição ontológica direta por meio da preposição “ἐκ” (“procedente de”), articulada pelos contrastes “κάτω / ἄνω” (“de baixo / de cima”) e pela referência explícita ao κόσμος (“mundo”). O paralelismo da construção não deixa espaço para leitura simbólica: assim como os interlocutores são definidos como procedentes “de baixo” e pertencentes “a este mundo” — isto é, de origem terrena (formados do pó da terra) — o próprio Mashiach afirma explicitamente que não é deste mundo e que a sua procedencia é do Alto (Celestial e Divina). Ao fazê-lo, o Mestre Yeshuah HaMashiach exclui qualquer pertencimento à ordem terrena formada do pó da terra, assim, o Mashiach se identifica como pertencente e procedente da Ordem Superior, Celestial e Divina. A declaração do Mashiach não trata de missão, função ou estado moral, mas da categoria da Natureza, Origem e Ordem Ontológica, estabelecendo de forma clara e direta que pertence e procede exclusivamente da Ordem Superior Celestial e Divina.
🔴 TEXTO EXPLÍCITO — João 10:30
📜 Texto Grego (Stephanus Textus Receptus 1550 / Scrivener’s Textus Receptus 1894):
ἐγὼ καὶ ὁ πατὴρ ἕν ἐσμεν
🔤 Transliteração:
egō kai ho patēr hen esmen
📖 Tradução Literal:
“Eu e o Pai somos um.”
🧠 Observação Ontológico-Corporal:
ἐγὼ (“Eu”) = sujeito pessoal, o Mashiach, agente e referente da declaração
ὁ πατὴρ (“o Pai”) = Elohim, sujeito divino de unidade ontológica
ἕν (“um”) = identidade essencial absoluta, indivisível, indicando unidade de natureza, essência e substância
ἐσμεν (“somos”) = declaração explícita de existência e realidade, unidade absoluta, identidade indivisível
📌 O texto define a unidade ontológica:
➡️ não é metáfora ou figura retórica
➡️ não é representação ou mera cooperação funcional
➡️ indica identidade plena e indivisível com o Pai, realidade divina absoluta, inseparável em essência e natureza, indivisível e inseparavelmente unida à essência divina
🧾 Exposição Textual:
A declaração do Mestre Yeshuah HaMashiach em (João 10:30) afirma de modo explícito e direto que o Mashiach possui identidade ontológica plena com o Pai (ὁ πατὴρ - ho patēr). O termo (ἕν - hen) “somos”, deixa evidente uma Unidade Absoluta Indivisível, indicando que a Natureza, Essência e Substância do Mashiach, Não são meramente representativas, mas plena realidade divina plena e indivisível com o Pai.
Essa unidade ontológica não é simbólica ou abstrata; ela implica que o corpo físico real do Mashiach, em forma de homem, manifesta de forma concreta a realidade da Ordem Superior, Celestial e Divina, e Não-derivada da ordem adâmica formada do pó da terra.
🔴 TEXTO EXPLÍCITO — Lucas 8:46
📜 Texto Grego (Stephanus Textus Receptus 1550 / Scrivener’s Textus Receptus 1894):
ὁ δὲ Ἰησοῦς εἶπεν· ἥψατό μου τις· ἐγὼ γὰρ ἔγνων δύναμιν ἐξεληλυθυῖαν ἀπ’ ἐμοῦ.
🔤 Transliteração:
ho dè Iēsoûs eîpen· hḗpsató mou tis· egṓ gàr égnōn dýnamin exelēlythuian ap’ emoû.
📖 Tradução Literal:
“Mas Jesus disse: Alguém me tocou, pois eu conheci o poder que saiu de mim.”
🧠 Observação Ontológico-Corporal
Este versículo contém uma das afirmações mais diretas de emanação ontológica de poder em toda a Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebriaco / Novo Testamento Grego).
1️⃣ δύναμις (dýnamis) — “poder”
Termo usado para poder real, eficaz, ativo
Não indica autoridade delegada (exousía)
Não indica milagre pontual isolado
Refere-se a força inerente, capacidade intrínseca, que procede da Natureza Celestial e Divina do Mashiach, poder vivificante que emana de forma direta e interna do Seu próprio Ser, de dentro pra fora, Não de qualquer fonte terrena ou adâmica, formada do pó da terra
📌 No Tanakh grego (Septuaginta, LXX), a palavra (δύναμις - dýnamis) “poder, força, capacidade, potência” é frequentemente atributo exclusivo de Elohim, mostrando que este poder é intrínseco, real e próprio à Natureza Divina. Mas em (Lucas 8:46) o texto deixa muito claro que a fonte de emanação imediata do poder vivificante é o próprio Mashiach, o poder emana de dentro pra fora direta e exclusivamente do próprio Ser do Mashiach, Não algo recebido de fora, nem emanado do céu naquele momento.
2️⃣ ἐξεληλυθυῖαν (exelēlythuian) — “que saiu / emanou”
Particípio perfeito ativo do verbo ἐξέρχομαι (exérchomai)
Indica:saída real
procedência de dentro para fora, so próprio Ser do Mashiach
ação completa e efetiva
📌 Não é metáfora
📌 Não é linguagem visionária
📌 É a descrição de um evento objetivo, real e ontologicamente concreto, emanando do próprio Mashiach, sem mediação externa
3️⃣ ἀπ’ ἐμοῦ (ap’ emoû) — “de mim mesmo”
Preposição ἀπό (apó) = origem, procedência
Marca o ponto-fonte da ação: o poder emana diretamente de dentro pra fora do próprio Mashiach
➡️ o poder não veio do céu naquele momento
➡️ não foi mediado por ninguém
➡️ não foi invocado ou concedido externamente.
✅ O Mashiach é apresentado como a fonte imediata e intrínseca de todo o poder, ligado ao Seu corpo físico real em forma de homem, revelando que Sua natureza e origem pertencem à Ordem Superior, Celestial e Divina, e não à linhagem humana adâmica formada do pó da terra.
4️⃣ ἔγνων (égnōn) — “eu soube / eu conheci”
Aoristo de γινώσκω
Indica conhecimento direto e imediato
Não envolve:
pergunta
investigação
revelação recebida
📌 O Mashiach percebeu instantaneamente a emanação do poder, saindo de dentro do Seu próprio Ser, de seu corpo físico real em forma de homem.
O texto não descreve:
discernimento psicológico
percepção sensorial comum
ato de vontade deliberado
O texto afirma que:
✔ poder real saiu, emanou
✔ procedeu do próprio Mashiach
✔ ligado ao Seu corpo físico real
✔ sem mediação ou invocação externa
Isso é ontologicamente incompatível com um corpo:
de origem humana
de origem adâmica
formado do pó da terra
Pois, conforme as Escrituras Sagradas afirmam, corpos humanos adâmicos formados do pó da terra não emanam (δύναμις - dýnamis), “poder, força, potência” como fonte vivificante por natureza, pois este é um atributo exclusivo de Elohim; portanto, o Mestre Yeshuah HaMashiach é a própria fonte desse poder vivificante, vindo exclusivamente de Sua Natureza Superior, Celestial e Divina.
🧾 Exposição Textual:
(Lucas 8:46) é um texto explícito, pois afirma diretamente que poder vivificante real (δύναμις – dýnamis) emanou (ἐξεληλυθυῖαν – exelēlythyîan) do próprio corpo físico real do Mashiach, revelando que esse poder vem de dentro do próprio Ser do Mashiach. O texto não trata de autoridade delegada (ἐξουσία – exousía) ou milagre pontual, mas dá precedência ontológica do poder, plenamente coerente com a afirmação de que Seu corpo físico real, em forma de homem, pertence e procede exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina.
🔴 TEXTO EXPLÍCITO — Atos 20:28
📜 Texto Grego (Stephanus Textus Receptus 1550 / Scrivener’s Textus Receptus 1894):
προσέχετε οὖν ἑαυτοῖς καὶ παντὶ τῷ ποιμνίῳ, ἐν ᾧ ὑμᾶς τὸ πνεῦμα τὸ ἅγιον ἔθετο ἐπισκόπους, ποιμαίνειν τὴν ἐκκλησίαν τοῦ θεοῦ, ἣν περιεποιήσατο διὰ τοῦ ἰδίου αἵματος
🔤 Transliteração:
prosechete oun heautois kai panti tō poimniō, en hō hymas to pneuma to hagion etheto episkopous, poimainein tēn ekklēsian tou theou, hēn periepoiēsato dia tou idiou haimatos
📖 Tradução Literal:
“Cuidai, pois, de vós mesmos e de todo o rebanho, no qual o Espírito Santo vos constituiu supervisores, para pastorear a congregação de Deus, a qual Ele adquiriu por meio do Seu próprio sangue.”
🧠 Observação ontológico-corporal
θεός (Deus) = sujeito direto
αἷμα (sangue) = elemento corporal real
ἴδιος (“próprio”) = posse intrínseca, não delegada
📌 O texto não discute procedência, mas fecha o argumento corporal:
➡️ sangue físico real
➡️ sangue habitando no corpo em forma de homem do Mashiach
➡️ sangue pertencente ao próprio Deus [Elohim]
ἐκκλησίαν τοῦ θεοῦ (“congregação de Deus”) = pertencimento direto a Deus [Elohim], não a nenhum ser humano adâmico ou criatura criada.
ἣν περιεποιήσατο (“que Ele adquiriu / resgatou para Si”) = ação redentiva real e pessoal, feita pelo próprio Mashiach
διὰ τοῦ αἵματος (“por meio do sangue”) = sangue físico real, do corpo em forma de homem do Mashiach, não simbólico ou metafórico
τοῦ ἰδίου (“do próprio”) = posse intrínseca e direta, não delegada, não representativa, pertencente ao próprio Mashiach
📌 O texto conecta Deus [Elohim] ao corpo físico real do Mestre Yeshuah HaMashiach, destacando que o sangue físico é do próprio Mashiach, posse intrínseca Sua (isto é, que pertence diretamente e essencialmente ao Mashiach, não é emprestado ou delegado). O versículo confirma de forma definitiva que tanto o corpo quanto o sangue pertencem ao próprio Deus [Elohim], sendo manifestos diretamente no corpo do Mashiach. Portanto — O Sangue Preciso (1 Pedro 1:19) — Não-pode pertencer a um corpo humano comum, adâmico, formado do pó da terra, mas sim a um corpo físico real, em forma de homem, que procede exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina, isto é, o corpo do Mestre Yeshuah HaMashiach.
🧾Exposição Textual:
O texto conecta de forma direta o sujeito divino e o elemento corporal por meio da expressão (διὰ τοῦ αἵματος τοῦ ἰδίου - dià tou haímatos tou idíou) “por meio do seu próprio sangue”. O qualificativo (τοῦ ἰδίου - tou idíou) “do próprio” indica posse intrínseca, vinculando o sangue ao próprio Deus (Elohim), sem qualquer possibilidade de interpretação como delegado ou representativo. A estrutura do versículo é completa e inequívoca: Deus (Elohim) é o proprietário da congregação (igreja), o agente da redenção e o possuidor do sangue pelo qual essa redenção é realizada. Embora não mencione explicitamente procedência, o texto confirma de forma clara que o sangue é físico, verdadeiro, do próprio Deus [Elohim] e manifesto diretamente no corpo físico real do Mestre Yeshuah HaMashiach, excluindo qualquer possibilidade de pertencer a um corpo humano adâmico formado do pó da terra.
Assim, (Atos 20:28) vincula Deus [Elohim] ao sangue físico real do Mashiach Yeshuah HaMashiach “por meio do seu próprio sangue”, indicando posse intrínseca, não delegada e não emprestada. O sangue é real e físico, manifestado diretamente no corpo físico real do Mashiach, confirmando que Seu corpo e sangue são exclusivamente pertencentes à Ordem Superior, Celestial e Divina, excluindo qualquer possibilidade de ser um corpo humano adâmico, formado do pó da terra. É por esse motivo, que nas Escrituras Sagradas em (1 Pedro 1:19), o sangue do Mashiach é chamado de — SANGUE PRECIOSO — (τίμιος αἷμα – timios haîma), estabelecendo que o Sangue Precioso do Mashiach é único e de valor precioso (caríssima, não tem preço), sendo apto e eficaz para a Redenção Expiatória da humanidade, pois a expiação da alma através do Sangue Preciso do Mashiach, é atributo exclusivo de Elohim (Salmos 49:7-8).
🔴 TEXTO EXPLÍCITO - João 3:13
📜 Texto Grego (Stephanus Textus Receptus 1550 / Scrivener’s Textus Receptus 1894):
καὶ οὐδεὶς ἀναβέβηκεν εἰς τὸν οὐρανόν, εἰ μὴ ὁ ἐκ τοῦ οὐρανοῦ καταβάς, ὁ υἱὸς τοῦ ἀνθρώπου ὁ ὤν ἐν τῷ οὐρανῷ
🔤 Transliteração:
kai oudeis anabebēken eis ton ouranon, ei mē ho ek tou ouranou katabas, ho huios tou anthrōpou ho ōn en tō ouranō
📖 Tradução Literal:
“E ninguém subiu ao céu, senão aquele que desceu do céu, o Filho do Homem,
aquele que está no céu.”
Tradução em Portugues:
“Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu.” (Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida - ARC)
📝 Nota Textual — João 3:13 “que está no céu”
A expressão “ὁ ὤν ἐν τῷ οὐρανῷ” (“que está no céu”) presente no final do versículo só aparece nos manuscritos que formam a base do Textus Receptus (Stephanus 1550, Scrivener 1894).
🔹 Observações importantes:
Manuscritos mais antigos e críticos (Codex Sinaiticus, Codex Vaticanus, entre outros da tradição alexandrina) não incluem essa frase.
As traduções Almeida Corrigida e Fiel (ACF), Almeida Revista e Corrigida (ARC), Almeida Revista e Atualizada (ARA), Ave Maria e King James Fiel 1611 (BKJ), King James Atualizada (KJA), reproduzem a frase de forma integral, seguindo o manuscrito original grego do Textus Receptus.
Traduções modernas baseadas em textos críticos (ex.: NVI, NTLH, A21, NAA, etc.) omitiram a frase, refletindo a ausência nos manuscritos mais antigos.
📌 Implicação Doutrinária:
A presença de “que está no céu” enfatiza Ontologia Celestial e Divina contínua do Mestre Yeshuah HaMashiach, reforçando a interpretação de (João 3:13) como evidência da Origem e Natureza da Ordem Superior, Celestial e Divina do Mashiach. Porém, deve-se notar que essa ênfase não aparece nos manuscritos mais antigos.
🧠 Observação Ontológico-Corporal:
οὐδεὶς ἀναβέβηκεν εἰς τὸν οὐρανόν
(“ninguém subiu ao céu”) = exclusividade absoluta
εἰ μὴ ὁ ἐκ τοῦ οὐρανοῦ καταβάς
(“senão o que desceu do céu”) = procedência de ordem superior, celestial e divina prévia
ὁ Υἱὸς τοῦ ἀνθρώπου
(“o Filho do Homem”) = designação de corpo físico real, não adâmica formado do pó da terra
ὁ ἐκ τοῦ οὐρανοῦ (ho ek tou ouranou) = “aquele que procede do céu”
ἐκ = origem, procedência.
Não é apenas “veio”, mas “tem origem em”.
ὁ ὢν ἐν τῷ οὐρανῷ
(“que está no céu”) = indica presença contínua na esfera celestial e divina mesmo enquanto fala na esfera terrestre, revelando simultaneidade de manifestação; isto é, o Mestre Yeshuah HaMashiach afirma que está na terra comunicando-se com os seres humanos, e ao mesmo tempo permanece no céu, na esfera celestial e divina
📌 O texto afirma três realidades simultâneas no mesmo sujeito:
➡️ procedência celestial
➡️ manifestação na terra
➡️ presença no céu, na esfera celestial e divina
📌 O versículo não trata de ascensão pós-morte, mas de origem, identidade e condição ontológica contínua.
➡️ O Mestre Yeshuah HaMashiach que esta comunicando-se na terra, é o mesmo que desceu do céu, e que permanece no céu (na esfera celestial e divina).
Portanto, a manifestação corporal física real do Mashiach, em forma de homem, não é de origem adâmica formada do pó da terra, mas o corpo físico real do Mestre Yeshuah HaMashiach, procede exclusivamente da Ordem Celestial e Divina, podendo manifestar-se na terra, sem perder Sua Procedência, Natureza e condição da Esfera Celestial e Divina.
🧾Exposição Textual:
O versículo estabelece, de forma explícita, a singularidade ontológica do Mestre Yeshuah HaMashiach em relação a toda a humanidade. A declaração inicial — “ninguém subiu ao céu” — estabelece que nenhum ser terreno adâmico, formado do pó da terra, jamais subiu aos céus. Em contraste absoluto, o texto afirma que somente “aquele que desceu do céu” possui essa condição, identificando-o como “o Filho do Homem”; isto é, o próprio Mashiach.
A preposição ἐκ (“procedente de”) em (ὁ ἐκ τοῦ οὐρανοῦ καταβάς - ho ek tou ouranoû katabás) significa “aquele que desceu do céu” indica origem real e efetiva no céu (Origem e Natureza da Ordem Superior, Celestial e Divina), não missão simbólica nem autorização espiritual. O movimento de descida (καταβάς - katabás) significa “tendo descido” ou “aquele que desceu” não descreve função, mas sim procedência ontológica. Assim, o texto esclarece que o Mashiach possui um corpo físico real verdadeiro, pertencente a uma Ordem Superior, Celestial e Divina, cuja condição não o limita à esfera terrena, mas lhe permite manifestar-se na terra sem deixar de permanecer no céu (na esfera celestial e divina) ao mesmo tempo — realidade que só pode ser compreendida à Luz da Onipresença, atributo exclusivo de Elohim, é absolutamente impossível a qualquer corpo adâmico, formado ou derivado do pó da terra, evidenciando que a Natureza e Origem em forma corporal de homem do Mashiach é absolutamente da Ordem Superior, Celestial e Divina.
Assim, o texto afirma três pontos inseparáveis:
(1) o Mashiach desceu do céu (origem celestial e divina),
(2) o Mashiach se manifesta como “Filho do Homem” (realidade corporal física real em forma de homem),
(3) o Mestre Yeshuah HaMashiach continua pertencente ao céu, permanecendo de modo contínuo, sem deixar a esfera celestial e divina, mesmo enquanto se manifesta corporalmente e se comunica na Terra com os seres humanos.
Portanto, a manifestação corporal física real do Mestre Yeshuah HaMashiach na Terra (plano terreno material), não O separa, nem O afasta da Esfera Celestial, pois sua ontologia não é terrena (adâmica, formada do pó da terra), mas procede exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina. O texto Não-admite leitura funcional, moral ou simbólica, mas afirma explicitamente a Ontologia Superior, Celestial e Divina do Mestre Yeshuah HaMashiach em forma corporal física de homem.
🧠 Nota linguística e semântica — o particípio “ὁ ὤν”
Na cláusula final de (João 3:13 – Textus Receptus), a expressão “ὁ ὤν” corresponde ao particípio presente do verbo εἰμί (“ser / existir”), indicando estado contínuo de existência, e Não ação pontual ou condição transitória. Trata-se de particípio substantivado, identificando o sujeito como “aquele que é” ou “aquele que está sendo”. A construção completa “ὁ ὢν ἐν τῷ οὐρανῷ” utiliza o presente contínuo juntamente com a preposição ἐν (“em”), indicando permanência ou estado na esfera celestial.
📜 Uso na Septuaginta (LXX) — o particípio “ὁ ὤν”
A Septuaginta (LXX), tradução grega das Escrituras Hebraicas produzida entre os séculos III e II a.C. em Alexandria, registra em (Êxodo 3:14) a autodeclaração divina como:
ἐγώ εἰμι ὁ ὤν — “Eu sou Aquele que É”
Nesse contexto (ὁ ὤν - ho ōn) “Aquele que é”, funciona como particípio substantivado, expressando existência contínua. O uso já consolidado dessa forma verbal na tradição grega das Escrituras Sagradas atribui à expressão um peso semântico ligado à ideia de existência permanente.
💬Explicação Revelacional Bíblico-Teológico:
À luz do uso de (ὁ ὤν - ho ōn) “Aquele que é” em (Êxodo 3:14) já consolidado nas Escrituras Sagradas da Septuaginta (LXX), observa-se que, em (João 3:13) (ὁ ὤν ἐν τῷ οὐρανῷ - ho ōn en tō ouranō) “aquele que está no céu”, não deve ser entendida apenas como a ideia de estar em dois lugares ao mesmo tempo, mas como a afirmação de uma Existência Celestial e Divina Contínua. O Mestre Yeshua HaMashiach é apresentado como aquele que, ao assumir um corpo físico real, em forma de homem, neste plano terreno (mundo material), permanece conforme a Sua Própria Natureza em Esfera Superior e Celestial, acima das condições do mundo terreno (plano material).
Assim, a presença do Mestre Yeshuah HaMashiach neste plano terreno, corresponde à manifestação daquele cuja Existência é Celestial e Divina diante da humanidade, permanecendo acima das limitações do tempo, do espaço e da ordem humana adâmica, formada do pó da terra, permanecendo em total harmonia com o sentido de (ὁ ὤν - ho ōn) “Aquele que é” apresentado na Septuaginta (LXX); isto é, nas Escrituras Sagradas do Tanakh em (Êxodo 3:14), a autodeclaração Divina do Soberano YHWH usa o particípio (ὁ ὤν - ho ōn), expressando Existência contínua. Agora, colocando esse texto de (Êxodo 3:14) lado a lado com o manuscrito do Textus Receptus em (João 3:13), o Mashiach declara: ὁ ὤν ἐν τῷ οὐρανῷ (ho ōn en tō ouranō) “Aquele que está no céu”, mas se dividirmos o texto grego dessa forma: ὁ ὤν / ἐν τῷ οὐρανῷ (ho ōn / en tō ouranō), pode ser compreendido como — “Aquele que é / no céu”. Assim, enquanto em (Êxodo 3:14) a expressão afirma a Existência Absoluta; tendo isso em vista, no texto de (João 3:13), o Mashiach utiliza a mesma forma participial e autodeclaração de (Êxodo 3:14), “ὁ ὤν” (“Aquele que é”), e a amplia com “ἐν τῷ οὐρανῷ” (“no céu”), especificando a Esfera Superior, Celestial e Divina dessa Existência.
Desse modo, o Mestre Yeshuah HaMashiach declara a mesma forma de (Êxodo 3:14) — “Aquele que é” — e vai além em (João 3:13), ao afirmar: “Aquele que é / no céu”, ou seja, — “Aquele que é, e está no céu” — revelando não apenas Sua continuidade de Existência, mas também Sua procedência e permanência contínua na Esfera Celestial e Divina.
🔴 TEXTO EXPLÍCITO — Mateus 9:4
📜 Texto Grego (Stephanus Textus Receptus 1550 / Scrivener’s Textus Receptus 1894):
καὶ εἰδὼς ὁ Ἰησοῦς τὰς ἐνθυμήσεις αὐτῶν εἶπεν· Ἱνατί ὑμεῖς ἐνθυμεῖσθε πονηρὰ ἐν ταῖς καρδίαις ὑμῶν;
🔤 Transliteração:
kai eidōs ho Iēsous tas enthymēseis autōn eipen· hinati hymeis enthymeisthe ponēra en tais kardiais hymōn
📖 Tradução Literal:
“E Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: Por que pensais coisas más em vossos corações?”
🧠 Observação ontológico-corporal:
εἰδὼς (“conhecendo / sabendo”) = conhecimento imediato, não inferido
τὰς ἐνθυμήσεις (“os pensamentos / intenções internas”) = conteúdo interior invisível
αὐτῶν (“deles”) = pertencente ao interior humano, não expresso verbalmente
ἵνα τί ἐνθυμεῖσθε (“por que pensais”) = acesso direto ao foro íntimo
📌 O texto não descreve ação física, mas capacidade ontológica ligada à presença corporal:
➡️ conhecimento do interior
➡️ percepção do invisível
➡️ acesso direto ao pensamento humano
📌 Tal conhecimento Não-procede da observação sensorial nem de raciocínio humano, mas de uma condição própria da Esfera Superior ,Celestial e Divina, na qual o interior do ser humano é plenamente conhecido.
O Mashiach, mesmo manifestado em corpo físico real, em forma de homem, opera com prerrogativas que Não-pertencem à ordem adâmica, formada do pó da terra, revelando que sua presença corporal no plano terreno (plano material) não limita Sua condição e procedência Superior, Celestial e Divina, mas a manifesta.
🧾Exposição Textual:
O verbo εἰδὼς (eidṓs), particípio perfeito de οἶδα (“saber plenamente, conhecer de modo completo”), indica conhecimento direto e absoluto, próprio da Natureza Celestial e Divina, não adquirido por observação externa, dedução ou revelação intermediada. O objeto desse conhecimento são as ἐνθυμήσεις (enthymḗseis), isto é, pensamentos internos, deliberações ocultas, localizadas explicitamente “nos corações” (ἐν ταῖς καρδίαις).
No Tanakh, conhecer pensamentos e sondar corações é atributo exclusivo de Elohim, O Soberano YHWH, conforme declarado explicitamente: “Eu, YHWH, esquadrinho o coração” (Jeremias 17:10) e “porque só Tu conheces o coração de todos os filhos dos de Adão” (1 Reis 8:39). Profetas recebem palavras reveladas; eles não possuem acesso direto e contínuo ao interior do coração humano. Aqui, porém, o Mestre Yeshuah HaMashiach, Não consulta, Não pergunta e Não recebe revelação: o Mashiach sabe diretamente, de modo absoluto, em virtude de Sua própria Natureza Superior, Celestial e Divina.
O texto, portanto, Não-descreve percepção humana aguçada, inspiração profética ou discernimento espiritual, mas a manifestação direta de Onisciência, atributo exclusivo de Elohim. Assim, (Mateus 9:4) afirma de modo explícito que o Mestre Yeshuah HaMashiach opera a partir da Ordem Superior Celestial, manifestando um conhecimento que transcende completamente a capacidade natural da linhagem adâmica, formada do pó da terra. Trata-se de uma evidência textual clara de que Sua Soberania e Manifestação pertencem e procedem da Esfera Superior, Celestial e Divina.
🔴 TEXTO EXPLÍCITO — Salmos 22:6
📜 Salmos 22:6 – Texto Hebraico - Texto Massorético (MT)
וְאָנֹכִי תוֹלַעַת וְלֹא־אִישׁ חֶרְפַּת אָדָם וּבְזוּי עָם
🔤 Transliteração:
Ve’anokhí tola‘át veló-’ísh; ḥerpát ’adám uvezúy ‘ám.
📘 Tradução Literal:
“Mas eu sou verme (towla), e não homem (’ish); vergonha dos homens e desprezado do povo.”
Tradução em Português:
“Mas eu sou verme, e não homem, opróbrio dos homens e desprezado do povo.”
(Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida - ARC)
🧠 Observação Ontológico-Corporal:
1️⃣ וְאָנֹכִי (ve’anokhí) — “Mas EU”
Pronome pessoal enfático em 1ª pessoa
Marca autodeclaração direta do próprio orador
Não é descrição externa nem narrativa figurada
📌 Introduz identidade assumida, não atributo atribuído.
2️⃣ תּוֹלַעַת (towla/towla‘at) — “verme / a lagarta escarlate carmesim”
Substantivo concreto, conhecido no mundo hebraico
Associado ao carmesim (sangue), expiação e purificação
Figura vital: gera vida por meio do sacrifício de si mesmo
📌 No Tanakh, towla conecta-se semanticamente a sangue, redenção e vida concedida.
3️⃣ וְלֹא־אִישׁ (veló-’ish) — “e não ’ish” — “e não homem”
לֹא (ló) = partícula de negação absoluta, usada para negar fatos, estados e identidades reais
’ish (אִישׁ) = o homem individual, pertencente à ordem humana comum adâmica, isto é, a humanidade formada do pó da terra
📐 Construção hebraica:
substantivo afirmado + substantivo negado por לֹא
Isso caracteriza uma negação ontológica direta, que exclui a categoria negada, e não:
comparação (“como se não fosse homem”)
diminuição (“menos homem”)
linguagem figurada ou emocional
📌 O texto não relativiza (’ish); o remove completamente da identidade do orador, isto é, do Mashiach.
📌 O hebraico afirma literalmente: “eu sou towla — e não ’ish.”
📌 Em termos explicativos: eu sou towla (o verme, a lagarta escarlate carmesim), e não ’ish, isto é, Não sou homem da ordem adâmica, formada do pó da terra.
É negação de ordem, não de grau.
4️⃣ Estrutura sintática do verso
Identificação + negação categórica
“Eu sou X”
“E não Y”
📌 Forma clássica de exclusão de categoria / ordem ontológica no hebraico bíblico.
🧠 Forma Clássica de Exclusão de Categoria / Ordem Ontológica no Hebraico (Salmos 22:6):
No hebraico, existe uma forma muito clara e objetiva de dizer que algo não pertence a uma determinada categoria. Não é comparação, não é figura de linguagem e não é exagero poético.
Funciona assim:
👉 primeiro, o texto afirma o que alguém é
👉 depois, o texto nega diretamente o que essa pessoa não é
Em Salmos 22:6, o texto diz:
“Eu sou towla (verme) — e não ’ish (homem).”
Isso significa:
Não está dizendo “sou menos homem”
Não está dizendo “sou como se não fosse homem”
Não está dizendo “sou um homem humilhado”
Está dizendo, de forma simples:
“Eu não pertenço a essa categoria, isto é, eu não pertenço a é essa ordem criada adâmica, formada do pó da terra.”
Quando o hebraico usa essa estrutura, ele está retirando a pessoa de uma ordem inteira, não diminuindo o valor dela.
É como dizer hoje:
“Eu não sou dessa espécie.”
Por isso chamamos isso de exclusão de categoria ou ordem ontológica: o texto está dizendo a que tipo de existência alguém pertence — e a que tipo não pertence.
Em outras palavras:
O Salmo não está falando de sentimento
Não está falando de aparência
Está falando de identidade, origem e natureza
É por isso que o texto é tão forte e tão direto. O Mashiach define a qual ordem Ele pertence — e a qual ordem Ele Não-pertence, isto é, o Mashiach pertence à Ordem Superior, Celestial e Divina, e Não à ordem adâmica, formada do pó da terra.
5️⃣ חֶרְפַּת אָדָם / וּבְזוּי עָם
(ḥerpát ’adám / uvezúy ‘ám)
Consequências sociais da identidade assumida
Não redefinem a identidade; decorrem dela
📐 Conclusão Linguística:
O hebraico de Salmos 22:6 afirma de modo direto, gramatical e ontológico que:
✔ o Mashiach declara positivamente ser “towla” (verme), uma identidade ligada ao sangue, à vida concedida por sacrifício e à redenção
✔ ao mesmo tempo, o Mashiach nega de forma absoluta ser “’ish”, isto é, um homem individual pertencente à ordem humana comum adâmica, formada do pó da terra
✔ essa negação do Mashiach exclui ontologicamente a origem adâmica formada do pó da terra como base de sua identidade
✔ em seu lugar, o Mashiach estabelece uma identidade redentiva distinta, fundamentada no sacrifício voluntário e não da ordem adâmica, formada do pó da terra
✔ portanto, a declaração do Mashiach não é figura retórica, poesia vaga ou metáfora emocional, mas uma autodefinição identitária real, expressa na linguagem normal do hebraico
📌 Nota Explicativa: Isso é possível porque Elohim preparou um corpo para o Mashiach (Hebreus 10:5), no qual habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Colossenses 1:19; 2:9). Esse corpo veio do céu e pertence a uma ordem superior celestial e divina, não tendo origem adâmica, isto é, formada do pó da terra (1 Coríntios 15:47 / João 8:23). Foi gerado pela ação direta do Ruach HaKodesh (Espírito de Santidade/Espírito Santo) diretamente no ventre de Maria (Lucas 1:35), sem vínculo com a natureza adâmica, formada do pó da terra. Assim, o Mashiach possui corpo físico verdadeiro, em forma de homem, mas de Origem e Natureza da Ordem Superior, Celestial e Divina, preparado por Elohim para redenção expiatória e vida eterna da alma (Salmos 49:7-8).
🧾 Exposição Textual:
O texto estabelece uma distinção ontológica explícita por meio da negação direta: “eu sou towla, e não ’ish”. O termo (’ish) identifica o homem pertencente à ordem adâmica, enquanto (towla) remete ao verme (a lagarta escarlate carmesin), fixado ao madeiro, ao sangue, ao sacrifício e à geração de vida por meio do próprio derramamento (ver Dicionário de Strongs). A construção não expressa humilhação poética, mas autoidentificação categórica de Ordem Ontológica.
Ao afirmar “não ’ish (homem)”, o Mashiach exclui explicitamente qualquer vínculo com a ordem terrena adâmica, formada do pó da terra. Ao assumir a designação “towla (a lagarta escarlate carmesim)”, o Mashiach se identifica como Aquele cuja identidade está ligada ao sangue redentor e à doação de vida. O versículo, portanto, Não-trata de condição emocional ou estado moral, mas de origem e ordem ontológica.
Assim, o (Salmos 22:6) apresenta o Mestre Yeshuah HaMashiach como plenamente pertencente a uma Ordem Superior, Celestial e Divina, cuja manifestação corporal em forma de homem, Não-provém da ordem humana adâmica, formada do pó da terra, mas é estabelecido pela realidade Sacrificial Redentora revelada nas Escrituras Sagradas, demonstrando que Sua Identidade, Origem e Natureza em sua totalidade, são absolutamente Divinas e decisivas para a Redenção Expiatória, estabelecendo o Mashiach como agente exclusivo da Salvação.
💬Comentário Bíblico-Teológico:
A Escritura Sagrada estabelece, de maneira progressiva e coerente, que a Identidade e a Procedência do Mestre Yeshuah HaMashiach, não podem ser compreendidas dentro das categorias comuns da criação humana adâmica, formada do pó da terra. Antes de qualquer afirmação explícita sobre corpo, carne e sangue, o testemunho bíblico constrói um eixo ontológico claro: o Mashiach é do alto, procede do céu e possui uma Natureza Corporal Física Real da Ordem Superior, de Origem Celestial e Divina, e Não-oriunda do plano terreno (plano material).
Essa distinção aparece com força já nas declarações do próprio Mashiach registradas no Evangelho de João. Em (João 3:31), estabelece-se um contraste absoluto entre “o que vem de cima” e “o que é da terra”. A linguagem Não é moral nem simbólica, mas ontológica: quem procede “de cima” Não-compartilha da mesma origem de quem é “da terra”. Assim, o texto afirma que o Mestre Yeshuah HaMashiach possui procedência da Ordem Superior, Celestial e Divina, indicando que Sua realidade corporal e física emana do alto, é de Natureza Celestial e Divina, e Não se origina do pó da terra (condição humana adâmica).
Essa distinção ontológica é tornada ainda mais explícita em (João 8:23), quando o próprio Mashiach declara: “Vós sois de baixo [pó da terra, adâmico], Eu sou de cima [Celestial e Divino]; vós sois deste mundo [plano material, terreno], Eu não sou deste mundo.” O contraste não é moral, cultural ou comportamental, mas de origem e pertencimento. “De baixo” e “deste mundo” qualificam a ordem humana adâmica, ligada à criação terrena, formada do pó da terra; “de cima” e “não deste mundo” qualificam uma procedência que não compartilha dessa origem humana adâmica. O Mashiach expressa uma distinção ontológica clara: Sua Identidade, Existência, Natureza e Origem procedem do Alto e pertencem à Ordem Superior, Celestial e Divina, distinta da daqueles que são formados do pó da terra, evidenciando uma condição superior à esfera adâmica. Assim, (João 8:23) reforça e aprofunda o eixo já apresentado em (João 3:31), apresentando o Mestre Yeshuah HaMashiach como Aquele cuja procedência corporal física real, em forma de homem, é do Alto, isto é, da Ordem Superior, Celestial e Divina, preparando o terreno para as afirmações de Pré-existência e Eternidade que o seguem.
A distinção ontológica entre o Mashiach e a ordem adâmica não se sustenta apenas em Sua procedência “Celestial e Divina”, mas também em Sua identidade plena e absoluta. Essa dimensão é afirmada de modo direto em (João 10:30), quando Yeshuah HaMashiach declara: “Eu e o Pai somos um”. A construção do enunciado preserva distinção pessoal — “eu” e “o Pai” — ao mesmo tempo em que afirma unidade ontológica real por meio do neutro (ἕν) “somos”. O texto não descreve cooperação funcional nem concordância de propósito, mas unidade de essência indivisível. Essa afirmação estabelece que o Mashiach possui a mesma ordem de existência de Elohim, o que torna impossível compreendê-lo como pertencente à linhagem adâmica, formada do pó da terra. Um ser humano de origem adâmica, pode agir como representante de Elohim ou falar em Seu nome; contudo, Não pode ser descrito como sendo “UM” com o Eterno Pai Celestial em Essência e Natureza; isto é, Indivisível com Elohim.
Assim, (João 10:30) fornece o fundamento ontológico necessário para as afirmações posteriores sobre a Plenitude da Divindade habitando Corporalmente e sobre a Existência Celestial Contínua do Mashiach. Essa unidade essencial com o Eterno Pai Celestial, exige uma forma corporal física compatível com essa identidade; isto é, pertencente à Ordem Divina e Celestial, e Não de matéria adâmica sujeita à corrupção e formada do pó da terra.
Essa realidade é confirmada de modo inequívoco pelo testemunho apostólico em (Filipenses 2:6–7). O texto afirma que o Mestre Yeshuah HaMashiach já existia na “forma de Deus (Elohim)” antes de qualquer manifestação em outra forma, indicando um estado de existência Celestial e Divina previamente estabelecido. A passagem Não-descreve promoção, delegação ou honra recebida, mas uma condição ontológica real e própria. A sequência do texto mostra que Aquele que já existia nessa condição Celestial e Divina assume voluntariamente a “forma de servo”, isto é, a forma corporal física de homem. O ponto central não é a humilhação em si, mas a transição de estado: da “forma de Deus (Elohim)” para a “forma de homem”, sem alteração de Sua “Identidade e Natureza Essencial”. Isso afirma uma existência anterior real, consciente e plenamente estabelecida na Esfera Superior, Celestial e Divina (ver Provérbios 8:22–23), excluindo completamente qualquer ideia de origem adâmica formada do pó da terra.
O mesmo princípio aparece em (Hebreus 10:5), onde se afirma que um “corpo foi preparado” para o Mashiach. O verbo empregado não sugere geração natural, mas provisão deliberada. O texto apresenta o corpo do Mashiach como preparado para Sua missão, e Não formado pó da terra, estabelecendo assim uma ruptura clara com o padrão humano adâmico, de origem corporal formada do pó da terra.
O testemunho de (Hebreus 10:5) introduz, de forma decisiva, a questão da constituição corporal física real do Mashiach. O texto afirma que, ao “entrar no mundo”, o Mashiach declara: “um corpo me preparaste”. A linguagem empregada não descreve geração natural, descendência biológica ou formação a partir do pó da terra, mas provisão deliberada e intencional de um corpo adequado à Sua manifestação. O verbo utilizado (ἡτοίμασας - hētoímasas) indica preparação proposital e ajustada, foi preparado de modo único e divinamente ordenado, Não-proveniente da linhagem humana adâmica. O corpo não surge do mundo, mas “é preparado antes da entrada” dele no mundo.
Assim, o sujeito que entra no mundo já existe previamente, e o corpo físico real lhe é concedido como meio de manifestação. O texto, portanto, declara explicitamente que o corpo físico e real do Mashiach, Não é oriundo da linhagem adâmica, no qual o ser humano é formado do pó da terra dentro da criação. (Hebreus 10:5) estabelece que o corpo físico real do Mestre Yeshuah HaMashiach, Não é produto da ordem terrena adâmica, mas um instrumento preparado para Sua Missão Redentiva Expiatória, preservando Sua Identidade Preexistente e Sua Procedência Superior. Trata-se de um corpo físico real verdadeiro, em forma de homem, pertencente à Ordem Superior, Celestial e Divina, e Não-oriunda da condição e ordem adâmica formada do pó da terra.
Essa realidade é confirmada e reforçada pelo testemunho angelical dirigido a José em (Mateus 1:20). O texto afirma explicitamente que “o que nela foi gerado é do Espírito Santo (Ruach HaKodesh / Espírito de Santidade)”, utilizando linguagem clara de origem e procedência Celestial e Divina. A preposição “de” (ἐκ) indica fonte real e direta, Não mera associação ou cooperação, estabelecendo que a geração do Mashiach procede exclusivamente do Ruach HaKodesh (Espírito de Santidade / Espírito Santo). O versículo Não-permite leitura simbólica ou funcional, pois trata da causa efetiva da geração, excluindo completamente qualquer participação da ordem adâmica formada do pó da terra. Miriam (Maria) é apresentada como o local da manifestação corporal, Não como a fonte da natureza do que é gerado. Assim, (Mateus 1:20) afirma de modo explícito que a forma corporal física real do Mashiach resulta de uma ação soberana da Esfera Celestial, confirmando que Sua procedência, desde a preparação do Seu corpo e a Sua geração, está absolutamente e exclusivamente vinculada à uma Ordem Superior, Celestial e Divina, e Não à linhagem terrena adâmica formada do pó da terra.
Essa mesma realidade é afirmada de modo direto e inequívoco pelo testemunho angelical registrado em (Lucas 1:35). O texto declara que a concepção do Mashiach ocorre pela ação soberana do Ruach HaKodesh (Espírito de Santidade / Espírito Santo), sob a sombra do Altíssimo Eterno Elohim, estabelecendo explicitamente a origem e a procedência da Sua geração. A passagem Não-descreve adoção, criação ou geração natural, mas uma intervenção direta da Esfera Celestial e Divina, na qual o poder do Altíssimo envolve e determina o evento. A expressão “o que é gerado, é Santo” indica que a Santidade do Mashiach, Não é adquirida posteriormente, mas pertence à Sua própria procedência desde a geração. O texto exclui definitivamente qualquer vínculo com a ordem adâmica formada do pó da terra e afirma que Sua forma corporal, embora manifestada em forma de homem, procede de uma Ação Soberana da Ordem Superior, Celestial e Divina. Assim, (Lucas 1:35) estabelece de forma explícita que o corpo físico real do Mestre Yeshuah HaMashiach, pertence exclusivamente à Ordem Superior, Celestial e Divina, definida pela presença ativa e direta do próprio Elohim.
(Hebreus 1:8‑9) afirma que o próprio Elohim proclama o Mashiach por duas vezes como (ὁ Θεός - ho Theós) — “Deus” (Elohim) — confirmando Sua Identidade Divina e Eterna. Em (Hebreus 1:8), assim sendo, Não se trata de função ou posição delegada, mas de Identidade e Natureza inseparáveis e indivisíveis com o Soberano YHWH. Este reconhecimento estabelece a Supremacia Ontológica do Mashiach sobre toda a criação, preparando o contexto para (Hebreus 1:9), onde a unção e a distinção do Eterno Elohim PAI são explicitamente apresentadas. Não se trata de função ou autoridade delegada, mas de Essência e Natureza Indivisíveis do Pai. Em (Hebreus 1:9) a expressão “Deus, o teu Deus” confirma a distinção entre Pai e Filho, destacando que o Mashiach possui natureza, realidade e plenitude da Ordem Superior, Celestial e Divina. Sua justiça, santidade e unção estabelecem Sua posição acima de toda criação terrena, fundamentando a redenção expiatória da humanidade, o grego do manuscrito do Textus Receptus apresenta “ἔχρισέν σε ὁ θεός, ὁ θεός σου, ἔλαιον ἀγαλλιάσεως” — traduzido literalmente: “por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria.” — no aramaico apresenta (ܡܛܠ ܗܢܐ ܡܫܚܟ ܐܠܗܐ ܐܠܗܟ ܡܫܚܐ ܕܚܕܘܬܐ - Matal hana mashchak Alaha, Alakh, mashkha d-ḥaduta) — traduzido literalmente: “Por isso te ungiu Elohim, o teu Elohim, com óleo de alegria”; temos essa mesma tradução na (Peshitta - O Novo Testamento Aramaico, por Tsadok Ben Derech), onde o próprio Elohim Pai chama o Filho Mashiach de Elohim; e no texto da (Bíblia Textual BTX) temos praticamente a mesma tradução, mas com a seguinte variante; “Por isso te ungiu, oh DEUS, o teu DEUS, com óleo de alegria”, deixando ainda mais claro a distinção entre Elohim PAI e o Elohim Filho, evidenciando de maneira explícita e inequívoca, que o Eterno Elohim PAI ungiu o Mashiach como Elohim, tornando-O Elohim em Identidade, Substância, Essência, e Natureza Divina, sendo ambos inseparáveis e indivisíveis ontologicamente, confirmando a declaração do Mestre Yeshuah HaMashiach em (João 10:30): “Eu e o Pai somos Um”.
(João 1:14) conecta a realidade elevada do Verbo/Palavra com Sua manifestação visível no mundo. Ao declarar que o Verbo/Palavra “se fez carne”, a Escritura Sagrada apresenta a carne como o modo pelo qual o Mestre Yeshuah HaMashiach se revelou de maneira real e concreta, em forma corporal de homem, para tornar-se visível e acessível neste plano terreno (material). A carne é o meio da manifestação, aquilo que torna o Verbo/Palavra visível, audível e acessível no plano material (terreno), enquanto Sua existência permanece anterior e superior a essa condição corporal, Procedendo da Esfera Celestial, e Não da condição adâmica formada do pó da terra.
(1 Timóteo 3:16) apresenta uma afirmação ontológica clara e confessional: Θεὸς ἐφανερώθη ἐν σαρκί (Theós ephanerōthē en sarkí) – “Deus foi manifestado em carne”. Ele declara de maneira inequívoca que a Divindade Plena do Mestre Yeshuah HaMashiach se manifestou em forma corporal de homem, tornando-se visível, tangível e plenamente real no mundo terreno. O verbo ἐφανερώθη (ephanerōthē) indica manifestação histórica de uma realidade pré-existente: o Mashiach veio do Alto (Céus) para baixo (Terra), procedendo da Esfera Celestial, Divina e Eterna, adentrando corporalmente e visivelmente no plano criado, a realidade material terrena (1 Coríntios 15:47). Estes versículos afirma com clareza que o corpo físico real, em forma de homem do Mestre Yeshuah HaMashiach é verdadeiro e procede da Ordem Superior, Celestial e Divina, manifestando a plenitude e a imagem do Deus (Elohim) invisível de forma visível, concreta, completa e acessível (Colossenses 1:15), sem qualquer vinculação à condição humana adâmica formada do pó da terra. Assim, a realidade corporal física real do Mestre Yeshuah HaMashiach é real e plena, pertencendo exclusivamente à Ordem Superior, Celestial e Divina,
Esse encadeamento prepara o terreno para a afirmação apostólica de (Colossenses 1:19), onde se declara que toda a plenitude aprouve ao Pai habitar no Mashiach. A linguagem é objetiva e ontológica: a plenitude não visita, não influencia e não delega — A Plenitude habita. A palavra “Habitar” implica presença real, contínua e integral, e Não uma atuação externa ou funcional. Assim, quando essa Plenitude da Divindade Habita no Mashiach, ela o faz de maneira plena e verdadeira.
Até aqui, as Escrituras Sagradas afirmam, sem ainda usar os termos mais diretos, uma tese sólida e progressiva: O Mestre Yeshuah HaMashiach, Não-pertence ontologicamente à ordem humana adâmica formada do pó da terra. O Mashiach veio do Alto (Céus), da Esfera Superior, Celestial e Divina. Ele já existia antes de tudo ser criado e, ao assumir forma, recebe um corpo preparado — Não como um espírito sem forma, mas um corpo real e físico, na forma de homem, porém de Origem e Natureza Superior, Celestial e Divina, e Não um corpo humano adâmico formado do pó da terra. Isso significa que, ao receber um corpo, Não-ocorre mudança da Sua Natureza nem perda de Sua condição Celestial e Divina, pois o Mashiach continua pertencendo plenamente à realidade Divina de Elohim. Por isso, Seu ministério não nasce da criação nem depende dela, mas procede daquilo que é Eterno e não criado, mantendo integralmente Sua Identidade Celestial e Divina.
Depois de estabelecer, pelos textos explícitos e implícitos fortíssimos, que o Mestre Yeshuah HaMashiach possui procedência, existência e identidade que transcendem a ordem adâmica formada do pó da terra, isto é, da Ordem Superior, Celestial e Divina. As Escrituras Sagradas passam a falar de modo direto e inequívoco sobre a Natureza do Seu Corpo Físico Real de Origem Celestial e Sobre a Sua Procedência da Ordem Superior e Divina.
A uma das afirmações explícitas nesse sentido encontra-se em (1 Coríntios 15:47). O apóstolo Paulo estabelece uma distinção ontológica objetiva entre dois “homens”: o primeiro, “do pó da terra”; o segundo, “do céu”. O contraste não é simbólico, funcional ou moral, mas de origem. O texto não diz que o segundo homem apenas “veio para cumprir uma missão celestial”, mas que o Mashiach é (ἐξ οὐρανοῦ” — procedente do céu). A linguagem paulina exclui qualquer leitura que tente enquadrar o Mashiach como derivado do mesmo material ontológico do primeiro Adão, formado do pó da terra. Se o primeiro é do pó, o segundo Não é; se um pertence à terra, o outro pertence exclusivamente ao céu. Não há espaço no texto para uma origem mista ou híbrida.
Essa afirmação paulina encontra correspondência direta em (João 6:51), onde o próprio Mashiach declara ser “o pão vivo que desceu do céu” e acrescenta que “o pão que Eu darei é a Minha carne”. Aqui ocorre algo decisivo: a carne do Mashiach é explicitamente vinculada à Sua procedência Celestial e Divina. O texto da Escritura Sagrada não permite separar a carne da origem. O Mashiach Não diz que é uma carne adâmica (formada do pó da terra), que foi assumida por alguém que veio do céu, mas que aquilo que desceu do céu, é Aquele que se tornou carne, e é dado pela vida do mundo. A “Carne Ontológica” do Mashiach, portanto, pertence à mesma procedência de Sua descida; isto é, da Ordem Superior, Celestial e Divina, excluindo de forma definitiva o conceito de um corpo humano adâmico, formado do pó da terra.
A carta aos Colossenses fecha esse eixo de maneira ainda mais direta em (Colossenses 2:9). As Escrituras Sagradas afirmam que no Mestre Yeshuah HaMashiach “habita corporalmente toda a plenitude da Divindade”. O advérbio (σωματικῶς - somatikōs) significa “corporalmente”, excluindo qualquer tentativa de espiritualização excessiva ou leitura meramente simbólica. A Plenitude da Divindade habita no Mashiach de modo real e corporal, indicando realidade física, literal e concreta, manifestando-se plenamente em Seu Corpo Físico Real Celestial e Divino. O corpo em que “habita toda a Plenitude da Divindade” pertence a uma Ordem Superior e Incorruptível, procedente da Esfera Celestial e Divina, e é completamente diferente do corpo humano adâmico formado do pó da terra, que está sujeito à corrupção. A Plenitude Divina, por sua vez, é Sagrada e Incorruptível.”
Esses três textos — (1 Coríntios 15:47 / João 6:51 / Colossenses 2:9) — já seriam suficientes para estabelecer o argumento central deste estudo, a saber: que o corpo do Mestre Yeshuah HaMashiach é real, físico, em forma de homem, da Ordem Superior e possui Origem Celestial e Natureza Divina, distinta da condição humana adâmica, formada do pó da terra. Contudo, as Escrituras Sagradas amplificam a revelação, expandindo sua compreensão.
É em (João 3:13 ARC) que o próprio Mashiach articula, em uma única declaração, aquilo que estava disperso ao longo de todo o testemunho bíblico. O Mestre Yeshuah HaMashiach afirma que “ninguém subiu ao céu, senão Aquele que desceu do céu, o Filho do Homem, Aquele que está no céu”. Aqui, três realidades coexistem simultaneamente: descida real, manifestação terrena real e Permanência Celestial e Divina Contínua. A Escritura Sagrada Não-descreve metáfora, nem visão, nem linguagem alegórica indefinida; descreve o estado próprio de existência do Mashiach, revelando Sua Manifestação Divina Onipresente — Atributo Exclusivo de Elohim — independente de qualquer limitação ou localização terrena. O Filho do Homem fala como alguém que, mesmo estando na terra, não deixou o céu (plano da Ordem Superior Celestial). Essa condição Não é resultado de capacitação externa, delegação momentânea ou revestimento temporário, mas expressão direta de Sua própria Natureza e Identidade Celestial e Divina. Trata-se de realidade intrínseca ao Seu próprio Ser, e não de poder emprestado ou concedido. Essa afirmação confirma a Procedência Real, Celestial e Divina do Mestre Yeshuah HaMashiach, e também revela uma condição ontológica incompatível com qualquer corpo adâmico limitado à matéria do pó da terra; um corpo humano adâmico, formado do pó da terra, pertence à ordem criada, isto é, a ordem terrena (plano material), por este motivo, está sujeito às limitações dessa criação terrena, Não-sendo capaz de sustentar presença simultânea em esferas distintas, especialmente na Esfera Celestial e Divina.
(Mateus 9:4) revela de modo direto e inequívoco um atributo exclusivo de Elohim manifestado no Mashiach. Ao declarar que o Mestre Yeshuah HaMashiach conhecia os pensamentos e sondava o que estava no coração daqueles que estavam diante d’Ele, a Escritura Sagrada, Não-descreve discernimento humano, percepção psicológica ou revelação mediada, mas a manifestação de conhecimento direto e absoluto, próprio da Natureza Celestial e Divina. No Tanakh, sondar corações e conhecer pensamentos ocultos é prerrogativa exclusiva de YHWH; nenhum homem formado do pó da terra possui tal capacidade por si mesmo. Assim, (Mateus 9:4) apresenta o Mashiach atuando corporalmente no plano terreno enquanto manifesta um atributo que procede da Esfera Celestial e Divina. O texto não trata de função, missão ou autoridade delegada, mas revela a Identidade Daquele que, mesmo em forma corporal de homem, manifesta atributos exclusivos de Elohim. Tal manifestação como a — Onisciência — só é possível porque o corpo físico real do Mashiach pertence à Ordem Superior, Celestial e Divina; por isso, Sua presença física no plano terreno não limita, não reduz, não altera Sua Natureza Divina, e nem impõe qualquer limitação à Sua condição Celestial.
É em Lucas 8:46 (ARC) que o próprio Mashiach revela uma realidade ontológica essencial ao declarar: “de mim saiu poder”. A Escritura Sagrada afirma uma manifestação real e eficaz do poder divino, consciente em sua operação, pela qual o poder vivificante procede diretamente do Mestre Yeshuah HaMashiach. Aqui coexistem simultaneamente: contato físico real, percepção imediata e emissão efetiva de poder vivificante. O Mashiach não é informado do toque; “Ele” sabe, revelando conhecimento imediato e ativo. O poder não é invocado nem mediado, mas procede diretamente “Dele”, do próprio Mestre Yeshuah HaMashiach, como expressão natural de Sua Identidade Celestial e Divina. Tal manifestação revela um atributo exclusivo de Elohim — a emissão consciente e íntima de poder vivificante, não por delegação, nem por pedido, oração ou invocação, mas emanando diretamente do próprio Mashiach, do Seu próprio Ser, de dentro para fora, operando por meio de um corpo físico real, em forma de homem. Um corpo adâmico, formado do pó da terra, Não é fonte de poder vivificante consciente. Assim, o texto confirma que o corpo físico real do Mashiach, em forma de homem, pertence exclusivamente a uma Ordem Superior, Celestial e Divina, sendo plenamente apto para manifestar poder, vida e redenção.
(Atos 20:28) confirma o argumento pelo aspecto corporal e sacrificial. A Escritura Sagrada afirma que Deus (Elohim) adquiriu a congregação por meio do “Seu Próprio Sangue”. Sangue é elemento corporal real e físico, não simbólico. E o sujeito do sangue, no texto, é Deus (Elohim). O fato do corpo físico do Mestre Yeshuah HaMashiach ser de Origem Superior e Celestial implica que “Ele” é ontologicamente apto para que o — Seu Sangue Precioso (1 Pedro 1:19) — de Natureza Divina, possua alcance e valor redentivo universal. Se esse corpo físico fosse derivado da linhagem adâmica, corpo terreno, formado do pó da terra, estaria necessariamente sujeito à herança de corrupção e, portanto, jamais o corpo poderia realizar expiação verdadeira, pois nenhum descendente de Adão pode remir a alma de outro, nem oferecer a Elohim resgate suficiente, pois a alma é de valor precioso (Salmos 49:7–8). Contudo, o corpo físico real do Mashiach, procede da Ordem Superior, Celestial e Divina, é possuidor do — Sangue Precioso — Puro, Santo e Sagrado — Sangue do Próprio Elohim — é eficaz e plenamente suficiente, de valor Redentivo-Expiatório Universal, fundamentado e estabelecido na realidade da Esfera Celestial e Divina; pois somente — O Sangue Precioso — do Mestre Yeshuah HaMashiach, é suficiente para pagar — O Resgate de Valor Precioso — exigido pela alma humana.
(Salmos 22:6) estabelece o argumento pelo lado corporal e sacrificial, sendo uma declaração clara de identidade, não de humilhação. O texto não expressa sentimento de inferioridade nem poesia vaga, mas uma autodeclaração objetiva. Em hebraico literal, o Mashiach declara explicitamente a Sua origem e procedência, distinguindo a ordem à qual pertence e excluindo aquela à qual não pertence, deixando claro que Não-procede da ordem humana adâmica, formada do pó da terra. O Mashiach declara Não ser homem (’ish) de origem adâmica formada do pó da terra, e sim towla, o verme — A Lagarta Escarlate Carmesim — que se fixa no madeiro, sangra e morre para alimentar e nutrir seus filhos com o próprio corpo (ver Dicionário de Strongs). Ao dizer: “Eu sou towla (תולעת) — e não ’ish (אִישׁ)”, o Mashiach estabelece uma distinção identitária ontológica. Nesse contexto, “’ish (אִישׁ)” se refere à humanidade adâmica formada do pó da terra. O Mashiach, embora em forma corporal de homem, Não-pertence à ordem adâmica, mas sim à Ordem Superior, Celestial e Divina, sendo detentor da Carne e do Sangue Precioso de Elohim [1 Timóteo 3:16 - Textus Receptus; King James Fiel 1611; Almeida Corrigida Fiel (ACF) / Atos 20:28 / 1 Pedro 1:19]. Assim, o Mashiach exclui explicitamente a ordem humana comum adâmica, como base de Sua Identidade e Natureza, definindo Sua verdadeira origem e missão. Em lugar da identidade adâmica, o texto estabelece uma Identidade Redentiva, na qual a vida procede do sacrifício voluntário e do derramamento do “Seu próprio Ser”. Portando, o Salmo trata da Origem e Natureza do Mashiach, revelando que “Ele” Não-pertence à ordem adâmica humana comum, formada do pó da terra, ratificando solenemente Sua Identidade Corporal Física Real, procedente da Ordem Superior, Celestial, Divina, Redentiva e Sacrificial; trata-se de uma revelação pré-encarnação, na qual o Mashiach já declara Não-pertencer à ordem humana adâmica, formada do pó da terra — e, pelo contrário, anuncia antecipadamente que viria com um Corpo Físico Real, de Natureza da Ordem Superior, procedente de Origem Celestial e Divina, preparado por Elohim para realizar a Redenção Expiatória Universal (Hebreus 10:5).
📌 Conclusão Final:
As Escrituras Sagradas afirmam que o Mashiach possui o “Sangue de Elohim” (Atos 20:28); portanto, o corpo que porta esse Sangue da Ordem Superior, Celestial e Divina Não-pode ser adâmico, formado do pó da terra e sujeito à corrupção. Um corpo humano adâmico com “Sangue Divino” resultaria em uma “Incoerência Ontológica” que as Escrituras Sagradas jamais ensinam. Ao contrário, o testemunho bíblico é coerente e contínuo: Elohim preparou um corpo para o Mashiach (Hebreus 10:5); toda a plenitude da divindade habita corporalmente neste corpo (Colossenses 1:19; 2:9); a Sua carne desceu do céu (João 6:51); e o “Seu Sangue Precioso” é de Elohim (Atos 20:28); demonstrando que a origem desse corpo físico real é da Ordem Superior Celestial e Divina. Por isso, o (Salmos 22:6) estabelece o argumento identitário ontológico, quando o próprio Mashiach nega ser “’ish (אִישׁ)”, excluindo-O explicitamente da ordem humana adâmica formada do pó da terra. Não há mistura de ordens, mas plena coerência: Corpo Físico Real em Forma de Homem ⇒ Pertencente e Procedente da Ordem Superior, Celestial e Divina ⇒ Detentor da Carne e Sangue Divino ⇒ Fundamento Ontológico e Condição da Redenção Expiatória Universal Segundo as Escrituras Sagradas.
💬Comentário Judaico-Teológico Conclusivo:
1. Limite metodológico e base do estudo
Ao recorrer à literatura judaica clássica e posterior, é necessário declarar desde o início o limite metodológico deste estudo: a Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebriaco / Novo Testamento Grego) é o eixo revelacional pleno, enquanto a literatura judaica é utilizada como apoio conceitual, jamais como prova direta daquilo que nela não está explicitamente afirmado. Qualquer associação entre o Mashiach e níveis elevados de existência será sempre apresentada com distinção clara entre texto literal das Escrituras Sagradas, comentário rabínico e leitura no nível SOD (סוד – os segredos profundos dos textos das Escrituras Sagradas, revelação espiritual que vai além do sentido literal e histórico).
2. Adão na Escritura e na recepção rabínica: corpo de origem terrena
No Tanakh e em sua recepção rabínica, Adão é descrito como formado do pó da terra (afar min ha’adamah), pertencente à ordem da criação material. Essa leitura é literal e constante. Os Midrashim, especialmente Bereshit Rabbah, enfatizam de forma consistente que o corpo humano pertence à terra e a ela retorna. Bereshit Rabbah 14:1 afirma explicitamente que o corpo de Adão foi formado do pó da terra, enquanto a vida lhe é concedida pelo sopro de Elohim; Bereshit Rabbah 20:10 reafirma que o destino do corpo é retornar ao pó. Assim, a recepção rabínica mantém de modo inequívoco a origem terrena do corpo humano formada do pó da terra.
Em toda a literatura rabínica clássica, o corpo de Adão é afirmado como formado do pó da terra, conforme o testemunho explícito do Tanakh: “Então YHWH Elohim formou o homem do pó da terra” (Bereshit/Gênesis 2:7), e destinado a retornar ao pó, como também está escrito: “pois tu és pó, e ao pó tornarás” (Bereshit/Gênesis 3:19). Essa compreensão é constante e Não-admite qualquer exceção ontológica quanto à origem terrena do corpo adâmico, isto é, o corpo humano é formado do pó da terra, e retornará ao pó.
3. O Mashiach no judaísmo clássico e a revelação da Brit Hadashá
O judaísmo clássico afirma de modo inequívoco que o Mashiach se manifestará corporalmente no mundo, atuando na história e sendo reconhecido no plano visível, inclusive associado à linhagem de Davi. Contudo, a literatura rabínica não define a origem ontológica da ordem do corpo físico do Mashiach — isto é, não afirma se esse corpo pertence à ordem adâmica, formada do pó da terra, nem se procede de uma Ordem Superior, Celestial e Divina.
É precisamente nesse ponto que a Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebriaco / Novo Testamento Grego) revela, de modo inequívoco, a plena revelação ontológica do Mashiach; as Escrituras Sagradas afirmam que o Mestre Yeshuah HaMashiach, antes de assumir forma corporal real de homem: subsistia na forma de Deus, em igualdade ontológica com Elohim (Filipenses 2:6); ao entrar no mundo, recebe um corpo físico real, na forma de homem, preparado pelo próprio Elohim, pertencente a uma Ordem Superior, Celestial e Divina (Hebreus 10:5); foi gerado diretamente pelo Ruach HaKodesh (Espírito de Santidade), sob a sombra do Altíssimo Eterno Elohim, por ação soberana, isto é, o que é gerado é Santo (τὸ γεννώμενον ἅγιον), e Não por origem humana adâmica formada do pó da terra (Mateus 1:20/Lucas 1:35); que toda a Plenitude Divina de Elohim habita no Mashiach (Colossenses 1;19); tem corporalmente toda a Plenitude Divina de Elohim (Colossenses 2:9); veio do céu, Celestial [Textus Receptus/Vulgata Latina] (1 Coríntios 15:47); e após manifestar-Se no mundo, em forma de homem, o Mashiach; possui a carne de Elohim (1 Timóteo 3:16); veio de cima, do alto, e não é desse mundo (João 8:23); ofereceu Sua própria Carne, que desceu do céu, para ser comida como meio de vida eterna (João 6:51); da qual procede emissão de poder real vivificante, que cura enfermos, que emana da Sua própria Natureza, do Seu próprio Ser, de dentro para fora, como atributo exclusivo de Elohim — algo que nenhum corpo adâmico, feito do pó da terra, pode possuir ou produzir (Lucas 8:46; Marcos 5:30); possui o Sangue do próprio Elohim (Atos 20:28) e; mesmo tendo descido do céu, ainda continua e está no céu, manifestando Onipresença, atributo exclusivo de Elohim, isto é, presença simultânea, plena e ativa em toda a realidade criada, em todos os lugares do universo, tanto na esfera terrena, quanto na esfera Celestial e Divina (João 3:13 ARC/Textus Receptus); manifesta Onisciência, outro atributo exclusivo de Elohim, isto é, o conhecimento pleno e imediato de todas as coisas, incluindo os pensamentos e intenções do coração, sem mediação, limitação ou aprendizado (Mateus 9:4) e, por fim, declara não ser (’ish) humano de origem adâmica formada do pó da terra, e sim towla, o verme — a lagarta escarlate carmesim — que se fixa no madeiro, sangra e morre para alimentar e nutrir seus filhos com Seu próprio corpo (Salmos 22:6). As Escrituras Sagradas também afirmam que nenhuma pessoa da linhagem adâmica, formada do pó da terra, pode remir ou fazer expiação pela alma de outra pessoa (Salmos 49:7–8).
Assim, diante de todos esses fatos comprovados textualmente e conforme afirmam as Escrituras Sagradas, nenhuma pessoa da linhagem adâmica, formada do pó da terra, é capaz de remir ou fazer expiação pela alma de outra pessoa, pois a Redenção Expiatória da alma é de valor precioso e inalcançável por meios da ordem humana adâmica, isto é, vida terrena, formada do pó da terra (Salmos 49:7–8).
A Salvação da Alma é prerrogativa exclusiva de Elohim. Portanto, quando a própria Escritura Sagrada afirma que o Mestre Yeshuah HaMashiach realiza redenção e expiação de alcance universal, isso ocorre porque Seu corpo físico real, em forma de homem, pertence à Ordem Superior, Celestial e Divina, atribuída pelo próprio Elohim, Soberano YHWH, e Não um corpo da ordem adâmica formada do pó da terra e sujeita à corrupção, isto é, somente um corpo físico real, em forma de homem, plenamente pertencente à Ordem Superior, de Natureza e Origem Celestial e Divina, procedendo diretamente e exclusivamente do Soberano YHWH; assim, o Mashiach possui absolutamente autoridade, valor e poder suficiente para operar a Redenção Expiatória da Alma diante de toda a humanidade.
4.2 - TESTEMUNHO HISTÓRICO DA VULGATA LATINA
Após a demonstração escriturística no texto da Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebriaco / Novo Testamento Grego) — especialmente nos textos explícitos e implícitos fortíssimos já analisados — é metodologicamente legítimo recorrer, no fechamento do tópico, a um testemunho histórico antigo que confirme e reitere o sentido objetivo do texto bíblico, sem introduzir nova doutrina.
A Vulgata Latina, tradução realizada a partir de manuscritos gregos, hebraicos e aramaicos antigos e consolidada como testemunha textual histórica desde a Antiguidade tardia, cumpre precisamente esse papel: confirmar linguisticamente, sem ambiguidade, aquilo que já foi estabelecido pela Escritura grega.
Esta etapa, portanto, não fundamenta o argumento, mas o corrobora.
1 Coríntios 15:47 — Texto da Vulgata Latina
Texto em Latim (Vulgata):
Primus homo de terra, terrenus; secundus homo de caelo, caelestis.
Tradução Literal:
O primeiro homem, da terra, terreno; o segundo homem, do céu, celestial.Tradução Vulgata (Pe. Antônio Pereira de Figueiredo):
“O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem, do céu, celestial.”
🧠 Análise Linguística do Latim:
A construção da Vulgata Latina é deliberadamente explicativa e semanticamente fechada, eliminando qualquer margem para ambiguidade interpretativa.
Observe-se o paralelismo duplo:
1️⃣ Procedência
de terra → da terra
de caelo → do céu
2️⃣ Qualificação ontológica
terrenus → terreno
caelestis → celestial
A Vulgata não se limita a afirmar que o “segundo homem” veio do céu (de caelo). Ela imediatamente qualifica essa procedência, afirmando que ele é caelestis — isto é, da Ordem Superior, Celestial e Divina.
Isso é crucial. No latim clássico e eclesiástico:
de caelo indica origem
caelestis indica natureza / qualidade ontológica
Assim, o texto Não-permite a leitura evasiva do tipo:
“veio do céu apenas em missão”
ou
“desceu espiritualmente, mas assumiu corpo terreno”
A própria estrutura da frase antecipa e fecha essa tentativa, afirmando que o segundo homem é do céu e, por isso mesmo, da ordem superior, celestial e divina.
📐 Nota linguística comparativa (hebraico ↔ latim)
Esse recurso linguístico da Vulgata Latina — afirmação seguida de qualificação explicativa — é plenamente compatível com o modo hebraico de construção do sentido, muito comum no Tanakh.
No hebraico bíblico, é frequente:
declarar um fato
e, em seguida, explicitar sua natureza, para evitar leituras equivocadas
Portanto, o latim da Vulgata não cria um conceito novo, mas reproduz, em sua própria língua, uma lógica semítica de reforço explicativo:
“do céu — isto é, celestial”
Isso harmoniza perfeitamente com:
1 Coríntios 15:47 (grego)
João 3:13
João 6:51
Colossenses 2:9
🧾 Valor metodológico da Vulgata Latina neste estudo
É essencial reiterar:
A doutrina do estudo foi estabelecida exclusivamente pelas Escrituras Sagradas
A Ontologia Celestial e Divina do corpo físico real, em forma de homem, do Mestre Yeshuah HaMashiach foi demonstrada pelo texto grego e confirmada pela Vulgata Latina
A Vulgata entra apenas aqui, no fechamento, como:
✔ testemunho histórico antigo
✔ confirmação linguística não ambígua
✔ reforço contra leituras modernas evasivas
A Vulgata Latina não traz adições ao texto, apenas evidencia explicitamente aquilo que já foi afirmado.
🧠 Conclusão Final:
O testemunho da Vulgata Latina confirma, de forma clara e inequívoca, que a distinção feita pelo apóstolo Paulo entre o primeiro e o segundo homem não é apenas funcional ou moral, mas é ontológica:
O primeiro homem é da terra e, por isso, é terreno (humano adâmico, formado do pó da terra)
O segundo homem é do céu e, por isso, celestial (da ordem superior e divina, em forma de homem)
Esse testemunho histórico converge plenamente com o encadeamento bíblico apresentado ao longo desse estudo, reafirmando que o corpo físico real, em forma de homem do Mestre Yeshuah HaMashiach:
não é de origem humana adâmica
não é formado do pó da terra
pertence e precede da ordem superior, celestial e divina
é compatível com Sua procedência, identidade e missão redentiva
é Elohim (Deus) manifestado em Sangue e Carne (ver Atos:20:28 / 1 Timóteo 3:16 - Textus Receptus; King James Fiel 1611; Almeida Corrigida Fiel - ACF)
Assim, o estudo se encerra sem lacunas, sem ambiguidade e sem necessidade de apelo a construções teológicas externas.
4.2 - Quadro Escritural Definitivo da Origem Celestial e Divina do Corpo Físico Real de Yeshuah Hamashiach
📌 Versículos usados (Filipenses 2:6 / Hebreus 10:5 / Mateus 1:20 / Lucas 1:35 / 1 Coríntios 15:47 / João 6:51 / Colossenses 2:9 / 1 Timóteo 3:16 / Colossenses 1:19 / João 8:23 / João 10:30 / Lucas 8:46 / Atos 20:28 / João 3:13 / Mateus 9:4 / Salmos 22:6 )
1) 📜 Filipenses 2:6
Palavras-chave:
ἐν μορφῇ θεοῦ — na forma de Deus [Elohim]
ὑπάρχων — existindo, subsistindo previamente (estado contínuo)
τὸ εἶναι ἴσα θεῷ — o ser igual a Deus [Elohim]
ἁρπαγμός — algo a ser tomado, usurpado, conquistado
ἴσα — igualdade real, não funcional
Afirmação fixa:
Condição ontológica divina prévia e igualdade não usurpada
Isso afirma que Yeshuah HaMashiach:
Já existia na forma própria de Elohim, em plena igualdade com Deus (Elohim), não por concessão, mérito ou usurpação, mas por natureza; portanto, ao assumir posteriormente a forma corporal de homem, não passa a existir nem se eleva ontologicamente, mas manifesta-se a partir de uma Existência Celestial e Divina previamente estabelecida, incompatível com qualquer origem humana adâmica, formada do pó da terra.
2) 📜 Hebreus 10:5
Palavras-chave:
εἰσερχόμενος εἰς τὸν κόσμον — ao entrar no mundo
σῶμα — corpo real
κατηρτίσω — preparaste / ajustaste adequadamente
μοι — para mim (posse pessoal)
Afirmação fixa:
Preparação deliberada de um corpo para um sujeito que entra no mundo
Isso afirma que Yeshuah HaMashiach:
Não tem Origem e Natureza procedentes do mundo terreno (plano material), e Não é gerado a partir da ordem humana adâmica, formada do pó da terra, pois o texto descreve um sujeito prévio que entra no mundo e recebe um corpo preparado especificamente para essa manifestação. A linguagem exclui definitivamente geração interna, desenvolvimento biológico ou procedência terrena adâmica, afirmando absolutamente que Sua forma corporal real de homem foi preparada por Elohim e procede exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina, como meio de manifestação histórica.
3) 📜 Mateus 1:20
Palavras-chave:
τὸ γεννηθέν — o que foi gerado (ato real, não simbólico)
ἐν αὐτῇ — nela (local de manifestação, não fonte de origem biológica)
ἐκ πνεύματος ἁγίου — do Espírito Santo / Ruach HaKodesh
ἐκ — de, a partir de (origem, procedência real)
ἅγιος — santo, separado, não comum, não humano adâmico
Afirmação fixa:
Geração real por procedência direta do Ruach HaKodesh (Espírito de Santidade)
Isso afirma que Yeshuah HaMashiach:
Foi gerado de modo real, real e efetivo por procedência direta do Ruach HaKodesh, sendo Miriam (Maria) o local da manifestação corporal, e Não a fonte da natureza biológica do que foi gerado; assim, Sua geração Não-pertence à ordem adâmica formada do pó da terra, mas procede exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina, definida desde a Sua Origem como Santa.
4) 📜 Lucas 1:35
Palavras-chave:
πνεῦμα ἅγιον — Espírito Santo / Ruach HaKodesh
ἐπελεύσεται — virá sobre (ação direta e soberana)
δύναμις ὑψίστου — poder do Altíssimo
ἐπισκιάσει — cobrirá com a sombra (envolvimento pleno da esfera celestial e deivina)
τὸ γεννώμενον ἅγιον — o que é gerado, é Santo, Puro e Sagrado
υἱὸς θεοῦ — Filho de Deus (Elohim) (identidade definida pela procedência)
Afirmação fixa:
Geração santa sob a sombra do Altíssimo, por ação soberana
Isso afirma que Yeshuah HaMashiach:
É gerado sob a sombra do Altíssimo Eterno Deus (Elohim), por ação soberana do Ruach HaKodesh (Mateus 1:20), sendo desde a origem definido como Santo e Filho de Deus; isto é, Sua geração e forma corporal física real, manifestada em forma homem, pertence absolutamente e exlusivamente à Ordem Superior, Celestial e Divina, e Não à ordem humana adâmica, formada do pó da terra.
5) 📜 1 Coríntios 15:47
Palavras-chave:
ἐκ γῆς χοϊκός — da terra, do pó
ἐξ οὐρανοῦ — do céu
(Vulgata Latina) de caelo, caelestis — do céu, celestial
Afirmação fixa:
Contraste ontológico de origem corporal: adâmica humana x celestial em forma de homem
Isso afirma que Yeshuah HaMashiach:
Não-procede da terra nem é constituído do pó, detentor de um corpo físico real, em forma de homem que procede exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina, sendo “o segundo homem, o Senhor, do céu”, em contraste direto, real e ontológico com o primeiro homem humano adâmico, formado do pó da terra.
6) 📜 João 6:51
Palavras-chave:
ἐκ τοῦ οὐρανοῦ καταβάς — que desceu do céu
ἡ σάρξ μου ἐστίν — a minha carne é
καταβαίνω — descer de cima para baixo (movimento real de procedência)
Afirmação fixa:
Procedência da Ordem Superior, Celestial e Divina aplicada diretamente à carne do Mashiach
Isso afirma que Yeshuah HaMashiach:
Define Sua própria carne como aquilo que desceu do céu, unindo procedência Celestial e Divina a uma realidade corporal no mesmo enunciado, exclui definitivamente qualquer indicação de origem humana adâmica e formação a partir do pó da terra.
7) 📜 Colossenses 2:9
Palavras-chave:
πᾶν τὸ πλήρωμα — toda a plenitude
τῆς θεότητος — da divindade
σωματικῶς — corporalmente, corpo fisico real
Afirmação fixa:
Plenitude Divina habitando em realidade corporal
Isso afirma que Yeshuah HaMashiach:
Possui um corpo físico real capaz de conter toda a plenitude da divindade de modo corporal, o que exclui coerentemente um corpo humano adâmico decaído, formado do pó da terra, confirmando uma constituição corporal da Ordem Superior, Celestial e Divina.
8) 📜 1 Timóteo 3:16
Palavras-chave:
Θεὸς — Deus / Elohim
ἐφανερώθη — foi manifestado
ἐν σαρκί — em carne
Afirmação fixa:
Deus (Elohim) manifestado em carne no Mashiach
Isso afirma que Yeshuah HaMashiach:
Possui um corpo físico real, em forma de homem, manifestando a própria natureza e essência de Elohim em carne física, de forma que a manifestação corporal é da Ordem Superior, Celestial e Divina, e é absolutamente distinta da condição humana adâmica, formada do pó da terra. A leitura clara do Textus Receptus confirma que o sujeito da manifestação é Elohim, garantindo que o corpo físico real do Mestre Yeshuah HaMashiach, pertence exclusivamente à Ordem Superior, Celestial e Divina e procede diretamente do próprio Elohim (Deus).
9) 📜 Colossenses 1:19
Palavras-chave:
πᾶν τὸ πλήρωμα — toda a plenitude
κατοικῆσαι — habitar de modo permanente
εὐδόκησεν — foi do agrado (decisão soberana)
Afirmação fixa:
Habitação permanente da plenitude em um corpo preparado
Isso afirma que Yeshuah HaMashiach:
É o local permanente da plenitude divina por decisão direta de Elohim, o que pressupõe um corpo físico real, estável e adequado para tal habitação, Não-derivado da ordem humana adâmica, formada do pó da terra, mas preparado segundo a Ordem Superior, Celestial e Divina.
10) 📜 João 8:23
Palavras-chave:
ἐκ τῶν ἄνω — de cima
ἐκ τῶν κάτω — de baixo
οὐκ εἰμὶ ἐκ τούτου τοῦ κόσμου — não sou deste mundo
ἐκ — procedência, origem
Afirmação fixa:
Contraste ontológico de procedência: mundo de baixo x ordem de cima, celestial e divina
Isso afirma que Yeshuah HaMashiach:
Declara explicitamente Não-proceder deste mundo material, nem da ordem de baixo (terrna), mas da realidade de cima, Ordem Superior, Celestial e Divina, estabelecendo uma distinção ontológica de origem que exclui pertencimento à ordem humana adâmica terrena formada do pó da terra.
11) 📜 João 10:30
Palavras-chave:
ἐγώ καὶ ὁ πατήρ ἕν — Eu e o Pai somos um
ἕν — unidade absoluta, ontológica, de essência, indivisível
ἐγώ — Eu (identidade do Mashiach)
πατήρ — o Pai Eterno [Elohim]
Afirmação fixa:
Unidade ontológica plena e indivisível entre o Mashiach e o Pai
Isso afirma que Yeshuah HaMashiach:
Declara explicitamente que possui unidade absoluta, inseparável e indivisível de essência com o Pai Eterno (Elohim), não em função, título ou autoridade delegada, mas em natureza e realidade ontológica. Essa afirmação demonstra que o Mashiach, mesmo manifestado em forma corporal de homem, subsiste na mesma esfera da Ordem Superior, Celestial e Divina do Pai (Elohim), possuindo atributos exclusivos de Elohim, sendo impossíveis de serem alcançados ou manifestados por qualquer ser criado da ordem humana adâmica, formada do pó da terra.
12) 📜 Lucas 8:46
Palavras-chave:
δύναμις — poder real, inerente
ἐξεληλυθυῖαν — que saiu / emanou (procedência interna)
ἀπ’ ἐμοῦ — de mim mesmo (origem pessoal)
ἔγνων — eu soube / conheci imediatamente
Afirmação fixa:
Emanação real de poder vivificante a partir do próprio corpo do Mashiach
Isso afirma que Yeshuah HaMashiach:
É apresentado como a fonte imediata de poder vivificante, que emanou de Seu próprio Ser, ligado diretamente ao Seu corpo físico em forma de homem. Tal emanação Não é mediada, invocada nem concedida externamente, mas procede de dentro para fora, revelando uma qualidade ontológica intrínseca incompatível com corpos de origem humana adâmica, formados do pó da terra. O texto estabelece um corpo físico real pertencente e procedente da Ordem Superior, Celestial e Divina.
13) 📜 Atos 20:28
Palavras-chave:
ἐκκλησίαν τοῦ θεοῦ — congregação de Deus (Elohim)
διὰ τοῦ ἰδίου αἵματος — por meio do Seu próprio Sangue (Sangue do próprio Elohim)
αἷμα — sangue real, corporal
ἴδιος — próprio, intrínseco
Afirmação fixa:
Corporalidade real pertencente ao próprio Elohim
Isso afirma que Yeshuah HaMashiach:
Possui sangue real e próprio de Deus (Elohim), o que implica corpo verdadeiro, Não-derivado da carne humana adâmica comum, formada do pó da terra, mas um corpo físico real pertencente à ordem superior, celestial e Divina que procede do próprio Elohim.
14) 📜 João 3:13
Palavras-chave:
ὁ ἐκ τοῦ οὐρανοῦ καταβάς — o que desceu do céu
ὁ υἱὸς τοῦ ἀνθρώπου — o Filho do Homem
ὁ ὤν ἐν τῷ οὐρανῷ — o que está no céu (permanece no céu continuamente)
καταβαίνω — descer com procedência real
ὤν — estado contínuo de existência
Afirmação fixa:
Existência celestial permamente e contínua com manifestação corporal física real
Isso afirma que Yeshuah HaMashiach:
Procede do céu e permanece continuamente no céu, mesmo enquanto se manifesta corporalmente na terra, revelando uma existência celestial e divina contínua e simultânea, expressa por uma presença contínua de Onipresença, atributo exclusivo de Elohim. A presença simultânea na terra e no céu afirma uma coexistência real entre esferas, própria da natureza de Elohim. Isso confirma que a forma corporal física real do Mashiach é da esfera e Ordem Superior, Celestial e Divina, excluindo definitivamente qualquer possibilidade de origem humana adâmica, formada do pó da terra.
15) 📜 Mateus 9:4
Palavras-chave:
εἰδὼς — conhecendo plenamente
ἐνθυμήσεις — pensamentos internos, atributo exclusivo de Deus (Elohim)
καρδίαις — corações (foro íntimo), atributo exclusivo de Deus (Elohim)
οἶδα — saber absoluto, direto
Afirmação fixa:
Manifestação de Onisciência em forma corporal de homem
Isso afirma que Yeshuah HaMashiach:
Possui conhecimento direto, imediato e absoluto dos pensamentos humanos, atributo exclusivo de Elohim segundo as Escrituras Sagradas. Tal capacidade Não-procede de percepção sensorial, dedução racional ou revelação intermediada, mas de uma condição própria da Esfera Celestial e Divina. O texto demonstra que, mesmo manifestado corporalmente na terra, o Mashiach opera com prerrogativas ontológicas impossíveis à criação humana adâmica formada do pó da terra, confirmando que Sua forma corporal física real em forma de homem procede da Ordem Superior, Celestial e Divina.
16) 📜 Salmos 22:6
Palavras-chave:
וְאָנֹכִי — mas EU (autodeclaração identitária)
תּוֹלַעַת — towla (verme - a lagarta escarlate carmesim, ligado a fixação no madeiro, sangue e sacrifício de Seu corpo para alimentar seus filhos), ver Strongs H08438
וְלֹא־אִישׁ — e não ’ish, (e não indivíduo humano/homem adâmico formado do pó da terra - ver Strongs H0376), negação ontológica
לֹא — negação absoluta de identidade/categoria (espécie, raça, ordem ontológica)
אִישׁ — indivíduo homem da ordem humana comum adâmica formada do pó da terra
Afirmação fixa:
Negação ontológica explícita de pertencimento à ordem humana adâmica, formada do pó da terra
Isso afirma que Yeshuah HaMashiach:
Declara de forma direta e gramaticalmente inequívoca que Não-pertence à categoria “’ish”, isto é, à ordem humana adâmica formada do pó da terra. Ao afirmar positivamente ser “towla” — o verme - a lagarta escarlate carmesim — e negar absolutamente ser “’ish” (indivíduo homem/humano) da ordem adâmica, o texto realiza uma exclusão de categoria ontológica, não uma metáfora poética ou emocional. Assim, (Salmos 22:6) revela que a Identidade do Mashiach pertence e procede da Ordem Superior, Celestial e Divina, manifestada no sangue, no sacrifício redentor, na expiação e na concessão de vida. Tal realidade jamais seria possível por meio da ordem adâmica formada do pó da terra, pois nenhuma pessoa pode, em hipótese alguma, remir ou fazer expiação pela a alma de outra pessoa; a Redenção, a Expiação e a Salvação da alma são atributos exclusivos de Elohim, conforme afirmam as Escrituras Sagradas em (Salmos 49:7–8).
📌 Resumo com links
📌 Bereshit Rabbah — Midrash sobre a criação de Adão e o pó da terra
https://www.sefaria.org/Bereshit_Rabbah
📌 Zohar — conceitos místicos sobre realidades superiores e ordem espiritual
https://www.sefaria.org/Zohar
📌 Mishneh Torah – Yesodei HaTorah (Rambam) — afirmações sobre Deus e corporeidade
https://www.sefaria.org/Mishneh_Torah%2C_Foundations_of_the_Torah
📌 Guia dos Perplexos (Moreh Nevuchim) — linguagem metafórica aplicada a Deus
https://www.sefaria.org/Guide_for_the_Perplexed
📌 Septuaginta (LXX) — uso do particípio ὁ ὤν em Êxodo 3:14
https://www.sefaria.org/Exodus.3.14?lang=bi
5. A Impossibilidade da Expiação por um Humano Terreno Adâmico Formado do Pó da Terra
O argumento central é irrefutável: um ser humano da ordem adâmica, formado do pó da terra (עָפָר מִן־הָאֲדָמָה -ʿāfār min-hāʾădāmāh) e sujeito à condição caída e corrupta herdada de Adão (אָדָם, ʾĀdām), Não-possui capacidade para realizar Redenção Expiatória Plena pelos pecados da humanidade. As Escrituras Sagradas afirmam de modo consistente que a ordem humana adâmica encontra-se Limitada, Impura e Incapaz diante da Santidade de Elohim. A tradição judaica clássica, em plena harmonia com o testemunho do Tanakh, confirma essa realidade ao reconhecer que nenhuma justiça, mérito ou poder provenientes da ordem adâmica formada do pó da terra, são suficientes para produzir Redenção e Expiação Plena e eficaz. Assim, as próprias Escrituras Sagradas do Tanakh estabelecem a necessidade de uma Redenção Expiatória, que seja exclusivamente proveniente da Ordem Superior, Celestial e Divina.
📜 Salmos 146:3
📜 Texto Hebraico (Texto Massorético – Biblia Hebraica Stuttgartensia)
אַל־תִּבְטְחוּ בִנְדִיבִים בְּבֶן־אָדָם שֶׁאֵין לוֹ תְשׁוּעָה
🔤 Transliteração:
’al-tivṭḥú bin·divím be·vén ’adám she·’ên lô teshu‘áh
📖 Tradução Literal:
“Não confieis em príncipes, nem no filho de Adão, em quem não há salvação.”
Tradução em Português:
"Não confieis em príncipes nem em filhos de homens, em quem não há salvação." (Almeida Revista e Corrigida - ARC)
🧠 Observação Ontológico-Corporal:
בְּבֶן־אָדָם (ben ’adam) = “filho de Adão”, designação ontológica da ordem adâmica, cuja existência corporal procede do pó da terra e permanece limitada pela mortalidade.
שֶׁאֵין לוֹ תְשׁוּעָה (she’ên lô teshu‘áh) = negação absoluta de capacidade salvífica inerente; a salvação não reside nem emerge da condição adâmica.
תְשׁוּעָה (teshu‘áh) = livramento eficaz, intervenção que rompe a limitação da morte, atributo exclusivo da esfera Celestial e Divina.
📌 O texto não descreve falha moral circunstancial, mas uma impossibilidade ontológica: a ordem humana adâmica, mesmo em sua forma mais elevada (príncipes), não possui em si a capacidade de gerar salvação.
📌 A confiança no ben ’adam (filho de Adão) é rejeitada não por sua conduta, mas por sua natureza e procedência.
🧾 Exposição Textual:
O texto inicia com um imperativo negativo, אַל־תִּבְטְחוּ (al-tivṭḥú), que significa “não confieis”, estabelecendo uma proibição baseada na natureza do objeto da confiança. A Escritura Sagrada proíbe confiar no בְּבֶן־אָדָם (beven-ʾādām), isto é, no ser humano da ordem adâmica, cuja existência corporal procede do pó da terra — עָפָר מִן־הָאֲדָמָה (ʿāfār min-hāʾădāmāh). Por essa razão, o texto declara de forma absoluta: אֵין בּוֹ תְּשׁוּעָה (ʾên bô teshūʿāh) — “não há nele salvação”. Assim, as Escrituras Sagradas afirmam que a Salvação Verdadeira Não-procede da ordem humana adâmica formada do pó da terra, mas procede da Ordem Superior, Celestial e Divina, pois a Salvação é um atributo exclusivo de Elohim.
📜 Jó 4:17–21
📜 Texto Hebraico (Texto Massorético – Biblia Hebraica Stuttgartensia):
הֲאֱנוֹשׁ מֵאֱלוֹהַּ יִצְדָּק אִם־מֵעֹשֵׂהוּ יִטְהַר גָּבֶר הֵן בַּעֲבָדָיו לֹא יַאֲמִין וּבְמַלְאָכָיו יָשִׂים תָּהֳלָה אַף שֹׁכְנֵי בָתֵּי־חֹמֶר אֲשֶׁר בֶּעָפָר יְסוֹדָם יְדַכְּאוּם לִפְנֵי־עָשׁ מִבֹּקֶר לָעֶרֶב יֻכַּתּוּ מִבְּלִי מֵשִׂים לָנֶצַח יֹאבֵדוּ הֲלֹא נִסַּע יִתְרָם בָּם יָמוּתוּ וְלֹא בְחָכְמָה
🔤 Transliteração:
ha’enósh me’Eloáh yitsdák ’im-me‘osêhu yithár gáver hên ba‘avdáv lo’ ya’amín uvemal’akháv yasím taholáh ’af shokhnê batê-khómer ’asher be‘afár yesodám yedakke’úm lifnê-‘ásh mibbóqer la‘éreḇ yukkattú mibbelí mesím lanétsakh yo’vedú halo’ nissá‘ yitrám bám yamútú velo’ beḥokhmáh
📖 Tradução Literal:
“Pode o homem ser justo diante de Eloah? Ou puro o varão diante de seu Criador? Eis que em seus servos Ele não confia, e em seus anjos põe imperfeição. Quanto mais os que habitam em casas de barro, cujo fundamento está no pó, são esmagados diante da traça. Do amanhecer ao entardecer são feridos; sem que ninguém perceba, perecem para sempre. Não é arrancado o cordão da sua tenda? Morrem, sem sabedoria.”
Tradução em Português:
“Pode algum mortal ser inocente perante Deus? Pode o homem ser puro diante do Criador?’. “Se Deus não confia nos próprios anjos e acusa seus mensageiros de insensatez, quanto menos confiará em pessoas feitas de barro! Vêm do pó e são facilmente destruídas, como traças.” (Bíblia Sagrada - Nova Versão Transformadora - NVT)
🧠 Observação Ontológico-Corporal:
אֱנוֹשׁ (’enósh) = condição humana frágil e mortal, enfatizando limitação ontológica.
מֵאֱלוֹהַּ (me’Eloáh) = diante de Eloah (Elohim), contraste direto entre a criatura e a Esfera Celestial e Divina.
וּבְמַלְאָכָיו יָשִׂים תָּהֳלָה (u·vemal’akháv yāsím taholáh) = em seus anjos é posta imperfeição; anjos são seres celestiais criados, não autoexistentes, não absolutos e incapazes de expiação ou redenção.
בָּתֵּי־חֹמֶר (batê-khómer) = casas de barro, metáfora explícita da corporeidade adâmica, formada do pó da terra.
בֶּעָפָר יְסוֹדָם (be‘afár yesodám) = fundamento no pó, origem terrena da existência corporal.
📌 O texto estabelece uma hierarquia ontológica rigorosa:
➡️ Eloah (Elohim) acima de todos
➡️ Anjos como criaturas celestiais, porém não perfeitos em si, pois neles é posta imperfeição (וּבְמַלְאָכָיו יָשִׂים תָּהֳלָה); por isso, nenhum anjo pode realizar salvação ou redenção expiatória.
➡️ Humanos como seres de corpo adâmico, formados do pó da terra (barro), frágeis e transitórios; sendo imperfeitos, nenhum homem feito do pó da terra pode produzir salvação ou redenção expiatória.
📌 Assim, o texto afirma que anjos e seres humanos (adâmico formado do pó da terra), por serem Criaturas Imperfeitas, Não-possuem capacidade ontológica para realizar Salvação, Redenção ou Expiação, as quais procedem exclusivamente de Eloah (Elohim).
📌 A fragilidade humana não é moral apenas, mas estrutural e corporal.
🧾 Exposição Textual:
O paralelismo inicial (“Pode o homem ser justo…?”) não busca resposta positiva, mas afirma uma impossibilidade ontológica: o אֱנוֹשׁ (’enósh) não possui em si padrão de justiça que o coloque em igualdade diante de Eloah (Elohim). A progressão do texto amplia o argumento: se até anjos são descritos como criaturas nas quais não se deposita confiança absoluta, quanto mais aqueles que habitam em casas de barro, cuja o corpo procede diretamente do pó da terra. A expressão בָּתֵּי־חֹמֶר (batê-khómer) define a condição corporal adâmica como temporária, vulnerável e dissolúvel, culminando na afirmação de que morrem sem sabedoria, isto é, sem domínio sobre sua própria existência. O texto, portanto, não descreve apenas a mortalidade humana, mas a inferioridade ontológica da ordem adâmica formada do pó da terra, diante da Esfera Celestial e Divina.
📜 Jó 15:14–16
📜 Texto Hebraico (Texto Massorético – Biblia Hebraica Stuttgartensia):
מָה־אֱנוֹשׁ כִּי־יִזְכֶּה וְכִי־יִצְדַּק יְלוּד אִשָּׁה הֵן בִּקְדֹשָׁיו לֹא יַאֲמִין וְשָׁמַיִם לֹא־זַכּוּ בְעֵינָיו אַף כִּי־נִתְעָב וְנֶאֱלָח אִישׁ שֹׁתֶה כַמַּיִם עַוְלָה
🔤 Transliteração:
mah-’enósh ki-yizkéh ve·khi-yitsdák yelúd ’isháh hên biqdosháv lo’ ya’amín ve·shamáyim lo-zakkú be‘enáv ’af ki-nit‘áv ve·ne’eláḥ ’ish shotéh kammáyim ‘avláh
📖 Tradução Literal:
“Que é o homem, para que seja puro? E como pode ser justo o nascido de mulher? Eis que nem em seus santos Ele confia, e os céus não são puros aos seus olhos. Quanto mais o homem abominável e corrupto, que bebe a iniquidade como água.”
Tradução em Português:
“O que é o ser humano, para se considerar puro? Pode alguém nascido de mulher ser justo? Deus não confia nem nos anjos! Aos olhos dele, nem mesmo os céus são puros. Quanto menos um ser humano detestável e corrupto, que tem sede de perversidade!” (Bíblia Sagrada - Nova Versão Transformadora - NVT)
🧠 Observação Ontológico-Corporal:
אֱנוֹשׁ (’enósh) = condição humana frágil e mortal, enfatizando limitação ontológica.
יְלוּד אִשָּׁה (yelúd ’isháh) = nascido de mulher, pertencente à ordem humana adâmica formada do pó da terra.
בִּקְדֹשָׁיו לֹא יַאֲמִין (biqdosháv lo’ ya’amín) = nem em seus santos (anjos) Ele confia, indicando imperfeição das criaturas celestiais.
שָׁמַיִם לֹא־זַכּוּ (shamáyim lo-zakkú) = os próprios céus criados não são considerados puros em si diante de Eloah (Elohim).
📌 O texto afirma uma limitação ontológica universal das criaturas, tanto celestiais quanto adâmicas formada do pó da terra.
📌 O texto estabelece uma hierarquia ontológica rigorosa:
➡️ Eloah (Elohim) acima de todos, absoluto, perfeito e fonte exclusiva de Justiça, Expiação e Salvação.
➡️ Seres celestiais (seus santos/anjos, céus criados), que não são puros em si e não recebem confiança absoluta, sendo portanto imperfeitos.
➡️ Seres Humanos, nascidos de mulher, pertencentes à ordem adâmica formada do pó da terra, frágeis e corruptíveis, descritos como abomináveis e ontologicamente incapazes.
🧾 Exposição Textual:
O texto afirma que nenhum ser da ordem criada, seja anjo ou criatura humana adâmica formada do pó da terra, possui pureza ontológica ou justiça intrínseca diante de Eloah (Elohim). Se nem mesmo os celestiais criados são plenamente confiáveis em termos de pureza, quanto menos aqueles que pertencem à ordem adâmica, marcados pela impureza, fragilidade, corrupção e mortalidade. Assim, o texto exclui de modo absoluto qualquer possibilidade de Salvação, Redenção ou Expiação eficaz procedente da ordem humana terrena formada do pó da terra. Tais atos pertencem exclusivamente a Eloah (Elohim), exigindo uma forma corporal física real, que pertence e procede da Ordem Superior, Celestial e Divina, isto é, O Mestre Yeshuah HaMashiach.
📜 Jó 25:4–6
📜 Texto Hebraico (Texto Massorético – Biblia Hebraica Stuttgartensia):
וּמָה־יִּצְדַּק אֱנוֹשׁ עִם־אֵל וּמַה־יִּזְכֶּה יְלוּד אִשָּׁה הֵן עַד־יָרֵחַ וְלֹא־יַאֲהִיל וְכוֹכָבִים לֹא־זַכּוּ בְעֵינָיו אַף כִּי־אֱנוֹשׁ רִמָּה וּבֶן־אָדָם תּוֹלֵעָה
🔤 Transliteração:
u·mah-yitsdák ’enósh ‘im-’El u·mah-yizkéh yelúd ’isháh hên ‘ad-yáreáḥ ve·lo’-ya’ahíl ve·khokhavím lo’-zakkú be‘enáv ’af ki-’enósh rimmáh u·ven-’adám tolé‘áh
📖 Tradução Literal:
“E como pode o homem ser justo diante de EL? E como pode ser puro o nascido de mulher? Eis que até a lua não resplandece, e as estrelas não são puras aos seus olhos; quanto mais o homem, que é verme [רִמָּה - rimmah - larva de decomposição], e o filho de Adão, que é larva [תּוֹלֵעָה - tolé‘áh - verme rastejante de decomposição].” [Grifos feito pelo Autor do estudo para melhor entendimento]
Tradução em Portugues:
“Como, pois, seria justo o homem perante Deus [EL/Elohim], e como seria puro aquele que nasce de mulher? Eis que até a lua não tem brilho, e as estrelas não são puras aos olhos dele. Quanto menos o homem, que é gusano [רִמָּה - rimmah - larva de decomposição], e o filho do homem, que é verme [תּוֹלֵעָה - tolé‘áh - verme rastejante de decomposição]!” [Grifos feito pelo Autor do estudo para melhor entendimento] (Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Atualizada - ARA)
🧠 Observação Ontológico-Corporal:
אֱנוֹשׁ (’enósh) = condição humana frágil e mortal, enfatizando limitação ontológica.
יְלוּד אִשָּׁה (yelúd ’isháh) = nascido de mulher, definição explícita de origem adâmica formada do pó da terra.
עַד־יָרֵחַ … וְכוֹכָבִים (’ad-yáreáḥ … ve·khokhavím) = lua e estrelas, corpos celestes criados, ainda assim não absolutamente puros diante de Eloah (Elohim).
בֶּן־אָדָם (ven-’adám) = filho de Adão, referência direta ao corpo humano formado do pó da terra.
רִמָּה / תּוֹלֵעָה (rimmáh / tolé‘áh) = larva associado à decomposição corporal, especialmente à putrefação e dissolução da carne após a morte. No hebraico bíblico, ( רִמָּה – rimmáh ) designa larvas geradas na corrupção orgânica, enquanto
( תּוֹלֵעָה – tolé‘áh ) verme rastejante de decomposição, em paralelismo poético, reforça a ideia de fragilidade, degradação e transitoriedade da corporeidade. Não se trata de uma larva neutra, mas de um organismo ligado ao processo de corrupção do corpo, simbolizando o destino corruptível do corpo humano adâmico formado do pó da terra.
🔎 Nota Teológica:
O termo hebraico תּוֹלֵעָה (tolé‘áh), no contexto de Jó, designa um verme rastejante, frequentemente entendido como larva ou gusano, isto é, um organismo que se desenvolve em matéria orgânica em decomposição. Em Jó, o emprego de “tolé‘áh” está inserido num quadro de degradação ontológica, associado à corrupção, putrefação e dissolução do corpo, funcionando como imagem da fragilidade extrema e da condição mortal da ordem adâmica.
Em português, a tradução por “gusano” é adequada, pois expressa com precisão o sentido do termo no verso: larva que se alimenta de matéria em decomposição, reforçando a ideia de decadência ontológica e da transitoriedade da criatura formada do pó da terra diante da santidade de Eloah (Elohim). (Ver comentários judaicos de Jó 25:4–6)
📌 O texto estabelece uma hierarquia ontológica rigorosa:
➡️ EL / Eloah (Elohim) acima de todos, absoluto e perfeitamente puro.
➡️ Corpos celestes criados (lua e estrelas), pertencentes à esfera celestial, porém não puros em si diante de Elohim.
➡️ Seres humanos, definidos como ’enósh e ben-’adam, seres de corpo adâmico formado do pó da terra, frágeis, transitórios e ontologicamente inferiores.
📌 Assim, o texto declara de forma inequívoca que nenhuma criatura criada possui pureza ou justiça própria diante de Eloah (Elohim): nem os corpos celestes criados, nem os anjos, nem os seres humanos pertencentes à ordem adâmica formados do pó da terra. Por serem criaturas, todos permanecem marcados por limitação e imperfeição, Não-possuindo capacidade ontológica para realizar Salvação, Redenção e Expiação eficaz. Tais atos procedem exclusivamente de Eloah (Elohim) e não podem ter origem em qualquer ordem criada.
📌 A condição humana descrita Não é apenas moral, mas estrutural e corporal, própria da ordem adâmica formada do pó da terra.
🧾 Exposição Textual:
O paralelismo interrogativo (“Como pode o ben-’adam ser justo…?”) não expressa dúvida moral, mas afirma uma impossibilidade ontológica: a criatura pertencente à ordem adâmica não possui pureza inerente diante de Eloah. O texto constrói uma progressão descendente: inicia com os seres humanos, avança para os corpos celestes criados — lua e estrelas — declarando que nem mesmo eles são puros, e retorna aos seres humanos com imagens ainda mais degradantes. Os termos רִמָּה (rimmáh), que designa larvas geradas na putrefação orgânica, e תּוֹלֵעָה (tolé‘áh), que indica o verme rastejante (gusano) de decomposição, descrevem não apenas fragilidade, mas a dissolução inevitável do corpo formado do pó da terra. A designação ben-’adam fixa essa origem terrena e corporal, contrastando-a radicalmente com a Esfera Divina. Assim, Jó 25:4–6 exclui toda pretensão de justiça, pureza ou capacidade redentiva procedente de qualquer forma de corporeidade criada, afirmando que a redenção não pode proceder da ordem humana adâmica, pois procede exclusivamente de Eloah.
📜 Isaías 64:6
📜 Texto Hebraico (Texto Massorético – Biblia Hebraica Stuttgartensia):
וַנְּהִי כַּטָּמֵא כֻּלָּנוּ וּכְבֶגֶד עִדִּים כָּל־צִדְקֹתֵינוּ וַנָּבֶל כֶּעָלֶה כֻּלָּנוּ וַעֲוֹנֵינוּ כָּרוּחַ יִשָּׂאוּנוּ
🔤 Transliteração:
va·nehí ka·ṭṭamê’ kullánu u·khe·véged ‘iddím kol-tsidqotêinu va·nnáḇel ke·‘aléh kullánu va·‘avonôtêinu ka·rúach yissá’unu
📖 Tradução Literal:
“E todos nós nos tornamos como o impuro, e todas as nossas justiças como trapo de impureza; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como o vento, nos levam.”
Tradução em Português:
“Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; e todos nós caímos como a folha, e as nossas culpas [iniquidades], como um vento, nos arrebatam.” (Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida - ARC) [Grifos feito pelo Autor do estudo para melhor entendimento]
🧠 Observação Ontológico-Corporal:
טָמֵא (ṭamê’) = impuro, contaminado; termo técnico de impureza ritual e ontológica, incompatível com a presença de Elohim.
כְּבֶגֶד עִדִּים (khe·véged ‘iddím) = trapo de impureza; expressão forte que remete a tecido ritualmente contaminado, inadequado para culto ou aproximação do sagrado.
צִדְקוֹתֵינוּ (tsidqotêinu) = nossas justiças; não pecados, mas atos considerados justos, ainda assim impuros.
נָבֵל כֶּעָלֶה (náḇel ke·‘aléh) = murchar como folha; imagem de decadência, fragilidade e transitoriedade corporal.
וַעֲוֹנֵינוּ כָּרוּחַ יִשָּׂאוּנוּ (va·‘avonôtêinu ka·rúach yissá’unu) = nossas iniquidades, pecados nos levam como vento; ausência de estabilidade, incapacidade de permanência.
📌 O texto Não-trata apenas de falha moral, mas de impureza estrutural da condição humana adâmica formada do pó da terra.
📌 O texto estabelece uma hierarquia ontológica rigorosa:
➡️ Elohim é absolutamente puro.
➡️ A ordem humana adâmica, formada do pó da terra, mesmo em suas “justiças”, é descrita como impura e contaminada.
➡️ Nenhuma justiça produzida pela ordem humana adâmica formada do pó da terra, possui valor expiatório ou purificador diante de Elohim.
📌 Assim, o texto afirma que nem mesmo os atos justos dos humanos adâmicos, alcançam pureza ontológica suficiente para aproximação, redenção ou expiação.
📌 A impureza descrita não é apenas ética, mas ontológica, corporal e estrutural, própria da condição humana adâmica formada do pó da terra.
🧾 Exposição Textual:
Isaías declara que toda a comunidade humana se encontra em condição de impureza, comparando não apenas os pecados, mas as próprias “justiças” humanas a trapos ritualmente contaminados. O uso de termos técnicos de impureza (ṭamê’, véged ‘iddím) exclui qualquer possibilidade de aceitação cultual ou expiatória proveniente da ordem adâmica formada do pó da terra. A metáfora da folha que murcha reforça a fragilidade e a transitoriedade da condição corporal humana, enquanto o vento simboliza a ausência de estabilidade ontológica. O texto, portanto, afirma de modo categórico que a Redenção e a Purificação Não-podem, em hipótese alguma, proceder da justiça da ordem adâmica formada do pó da terra, nem de qualquer mérito humano, mas procede exclusivamente de Elohim, exigindo uma pureza ontológica que transcende completamente a condição humana adâmica e que transcende completamente tudo aquilo que procede da ordem criada.
📜 Salmos 49:7–8
📜 Texto Hebraico (Texto Massorético – Biblia Hebraica Stuttgartensia):
אָח לֹא־פָדֹה יִפְדֶּה אִישׁ לֹא־יִתֵּן לֵאלֹהִים כֹּפְרוֹ וְיֵקַר פִּדְיוֹן נַפְשָׁם וְחָדַל לְעוֹלָם
🔤 Transliteração:
’āḥ lo’-fādōh yifdêh ’îsh lo’-yittēn le·’Elohím kofró ve·yēqár pidyón nafshám ve·ḥādal le‘olám
📖 Tradução Literal:
“Certamente, nenhuma pessoa pode remir (לִפְדּוֹת – lifdót) a um irmão, nem dar a Elohim o preço do seu resgate (פִּדְיוֹן – pidyón); pois o resgate da sua alma (נֶפֶשׁ – néfesh) é precioso demais, e jamais se torna suficiente.”
Tradução em Português:
“Nenhum deles pode de modo algum redimir o seu irmão, nem pagar a Deus um resgate por ele; (Pois a redenção de sua alma é preciosa, e ela cessa para sempre), ” (Bíblia Sagrada - King James Fiel 1611 - BKJ)
🧠 Observação Ontológico-Corporal:
אָח / אִישׁ (’āḥ / ’îsh) = indivíduo humano/homem comum pertencente à ordem adâmica formada do pó da terra.
לֹא־פָדֹה יִפְדֶּה (lo’-fādōh yifdêh) = não pode, de modo algum, redimir; negação absoluta de capacidade expiatória humana de ordem adâmica formada do pó da terra.
כֹּפֶר (kófer) = resgate expiatório; preço que deve possuir valor ontológico suficiente diante de Elohim.
לֵאלֹהִים (le·’Elohím) = a Elohim; a expiação válida deve ser apresentada diretamente a Elohim.
וְיֵקַר פִּדְיוֹן נַפְשָׁם (ve·yēqár pidyón nafshám) = precioso é a redenção da alma; valor ontológico elevado, acima de qualquer capacidade humana adâmica formada do pó da terra.
וְחָדַל לְעוֹלָם (ve·ḥādal le‘olám) = cessará para sempre; permanece impossível para sempre; indica cessação por impossibilidade ontológica, não por interrupção circunstancial, impossibilidade permanente.
🧾 Exposição Textual:
O texto afirma que nenhuma pessoa pode remir (פָּדָה) um irmão, pois o preço do resgate (פִּדְיוֹן) da alma (נֶפֶשׁ) é declarado de — Valor Precioso (יָקָר) — e ontologicamente inalcançável para a ordem adâmica, cessando para sempre (וְחָדַל לְעוֹלָם). Assim, o (Salmo 49:7-8) estabelece que nenhuma expiação pode proceder de sangue humano adâmico formado do pó da terra, preparando ontologicamente a revelação de um Resgate de Ordem Superior, Celestial e Divina, plenamente harmonizado com (1 Pedro 1:19), onde a redenção é atribuída exclusivamente a um — Sangue Precioso — isto é, O Sangue Precioso do Mestre Yeshuah HaMashiach — que possui — O Sangue do próprio Elohim (Atos 20:28).
📜 Jó 14:4
📜 Texto Hebraico (Texto Massorético – Biblia Hebraica Stuttgartensia):
מִי־יִתֵּן טָהוֹר מִטָּמֵא לֹא אֶחָד
🔤 Transliteração:
mi-yittēn tahór mi-ṭamé lo’ eḥád
📖 Tradução Literal:
“Quem dará [fará sair] o puro do impuro? Nenhum.”
Tradução em Português:
“Quem tira o puro do impuro? Ninguém!”
(Bíblia Sagrada - Tradução Ecumênica da Bíblia - TEB)
“Quem fará sair o puro do impuro? Ninguém!”
(Bíblia Sagrada - Ave-Maria - AVM)
“Quem pode retirar o que é puro de algo impuro? Ninguém!”
(Bíblia Judaica Completa - BJC)
“Quem do imundo tirará o puro? Ninguém!”
(Bíblia Sagrada - Almeida Corrigida Fiel - ACF)
“O ser humano, que é impuro, nunca produz nada que seja puro.”
(Bíblia Sagrada - Nova Tradução na Linguagem de Hoje - NTLH)
“Quem tem o poder de extrair algo puro e bom da impureza e da impiedade? “Ora, nenhum ser humano, com certeza!”
(Bíblia Sagrada - King James Atualizada - KJA)
🧠 Observação Ontológico-Corporal:
מִי־יִתֵּן (mi-yittēn) = quem vai dar / quem dará / quem fará sair / quem pode retirar / quem pode tirar / quem pode extrair / quem pode produzir; indicando incapacidade absoluta. A construção interrogativa não sugere mera dúvida, mas negação categórica de possibilidade. No contexto, implica incapacidade absoluta e ontológica, isto é, inexistência total de poder ou condição para que tal ato ocorra.
O verbo יִתֵּן (yittēn) carrega a ideia de fazer proceder, fazer emergir, produzir a partir de uma fonte. Assim, o texto não trata de purificação externa ou correção moral, mas de origem e procedência essencial de natureza.
טָהוֹר (tahór) = puro, limpo, moral e ontologicamente íntegro.
טָּמֵא (ṭamé) = impuro, contaminado, ritualmente e moralmente impróprio; estado de corrupção ou imperfeição.
📌 O texto estabelece um princípio ontológico absoluto:
➡️ O impuro não pode gerar o puro.
➡️ A corrupção não pode produzir pureza intrínseca.
➡️ A ordem contaminada não pode originar algo ontologicamente perfeito.
📌 Hierarquia Ontológica Implícita no Texto:
➡️ Eloah (Elohim) — único absolutamente Puro, Fonte da pureza e da vida.
➡️ Ordem criada — marcada por limitação, imperfeição e corrupção.
➡️ Ordem adâmica humana — formada do pó da terra, sujeita à corrupção, mortalidade e impureza.
O texto declara absolutamente a impossibilidade ontológica de que “algo puro” proceda de uma “fonte impura”.
📌 O princípio estabelecido é ontológico e não circunstancial:
➡️ O “puro” (טָהוֹר – tahór) definitivamente não pode proceder do “impuro” (טָּמֵא – ṭamé).
➡️ A impureza não pode gerar pureza essencial (natureza).
➡️ Uma fonte ontologicamente contaminada não pode produzir essência incorruptível, isto é, algo puro.
A cláusula final לֹא אֶחָד (lo’ eḥád) — “nem um sequer/ninguém” — elimina definitivamente qualquer exceção possível.
Portanto, o versículo de (Jó 14:4) estabelece um princípio absoluto: é impossível que algo puro por natureza tenha origem naquilo que é impuro por natureza. O impuro não pode gerar “o puro”.
Aplicando esse princípio, um ser humano adâmico formado do pó da terra — pertencente à ordem marcada por impureza e corrupção — jamais poderá gerar, produzir ou originar algo ontologicamente puro e santo por natureza. Assim, o texto exclui categoricamente que a pureza absoluta possa proceder da ordem humana adâmica corrupta e decaída.
O princípio estabelecido em (Jó 14:4) é ontológico e universal: “o puro” Não pode proceder do impuro. Se a ordem adâmica humana formada do pó da terra é marcada por impureza estrutural, corrupção e mortalidade, então do “impuro” não pode emergir pureza ontológica absoluta. Assim, qualquer manifestação de pureza perfeita e incorruptível deve necessariamente ter origem da Ordem Superior, Celestial e Divina, e Não da ordem adâmica humana decaída.
🧾 Exposição Textual:
Se a ordem adâmica formada do pó da terra é marcada pela impureza e limitação, então dela Não-pode proceder pureza ontológica absoluta, nem justiça intrínseca, nem vida incorruptível. O princípio estabelecido por (Jó 14:4) exclui categoricamente que a Salvação, a Expiação ou a Vida Eterna possam emergir e preceder da esfera humana adâmica (Salmos 49-7-8; Salmos 146:3).
Logo, a Fonte da Vida e da Pureza, Não-pode ter origem na ordem terrena contaminada e corrupta. O corpo físico real em forma de homem do Mestre Yeshuah HaMashiach, definitivamente Não-procede ontologicamente da esfera adâmica humana, pois é impossível que o “Puro” tenha origem do “Impuro”. A essência, origem e natureza ontológica do Mashiach procedem da Esfera Superior, Celestial e Divina; assim sendo, o Mashiach é manifestação visível da pureza absoluta — Santo, Imaculado, Feito Mais Alto do que os Céus, Separado dos pecadores, Sem Defeito, Incontaminado e Puro — (Hebreus 7:26 / 1 Pedro 1:19 / 1 João 3:3) procedendo diretamente do Eterno Elohim.
Dessa forma, confirma-se que o Mestre Yeshuah HaMashiach não pertence à ordem humana adâmica, ao contrário, evidencia-se de forma absoluta, que Sua Origem e Natureza ontológica procedem absolutamente e exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina.
Hebreus 7:26
📜 Texto Grego (Stephanus Textus Receptus 1550 / Scrivener 1894):
τοιοῦτος γὰρ ἡμῖν ἔπρεπεν ἀρχιερεύς, ὅσιος, ἄκακος, ἀμίαντος, κεχωρισμένος ἀπὸ τῶν ἁμαρτωλῶν, καὶ ὑψηλότερος τῶν οὐρανῶν γενόμενος.
🔤 Transliteração:
toioûtos gàr hēmîn éprepen archiereús, hósios, ákakos, amíantos, kechōrisménos apò tōn hamartōlō̂n, kaì hypsēlóteros tōn ouranō̂n genómenos.
📖 Tradução Literal:
“Porque tal Sumo Sacerdote nos era adequado: santo, íntegro, sem mácula, separado dos pecadores e tornado mais elevado do que os céus.”
Tradução em Português:
“Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus,” (Bíblias Sagrada - Almeida Revista e Atualizada - ARA)
🧠 Observação Ontológico-Corporal:
ἀρχιερεύς (archiereús) = sumo sacerdote; ofício expiatório que exige pureza absoluta.
ὅσιος (hósios) = santo, consagrado, conforme à Santidade de Elohim.
ἄκακος (ákakos) = inocente, sem maldade inerente.
ἀμίαντος (amíantos) = sem mancha, incontaminado; termo técnico de pureza sacrificial e ontológica, isto é, puro.
κεχωρισμένος (kechōrisménos) = separado, posto à parte, distinto em ordem, natureza e condição ontológica, Não-pertencente à esfera dos pecadores nem à condição adâmica formada do pó da terra.
ὑψηλότερος τῶν οὐρανῶν (hypsēlóteros tōn ouranō̂n) = mais alto do que os céus; expressão comparativa que indica posição acima de toda a ordem celestial criada, revelando procedência, natureza e ordem ontológica superiores, Não-Derivadas da criação.
📌 O conjunto lexical descreve uma pureza intrínseca e estrutural, não adquirida nem conferida, própria da condição Ontológica Celestial e Divina do Mestre Yeshuah HaMashiach, exigida para o exercício da função expiatória — isto é, pureza e santidade absoluta, sem qualquer contaminação humana adâmica formada do pó da terra.
📌 O texto estabelece uma hierarquia ontológica rigorosa:
➡️ Elohim é absolutamente Santo e Puro.
➡️ O Mashiach, descrito como Santo, Inocente e Sem Mácula, Separado dos pecadores e Feito mais Alto do que os Céus.
➡️ Os pecadores, pertencentes à ordem humana adâmica formada do pó da terra.
📌 Assim, o texto afirma que a Capacidade Expiatória do Mashiach decorre de Sua Pureza Ontológica (ἀμίαντος), algo absolutamente incompatível com a condição adâmica formada do pó da terra. Por serem criaturas imperfeitas, humanos adâmicos Não possuem capacidade ontológica para realizar Salvação, Redenção ou Expiação, as quais procedem exclusivamente de Elohim, isto é, do próprio Mestre Yeshuah Hamashiach.
📌 A separação não é apenas ética, mas estrutural e corporal, indicando uma Ordem Superior, Celestial e Divina.
🧾 Exposição Textual:
O autor afirma que “tal” Sumo Sacerdote convém à necessidade expiatória, listando qualidades que definem Pureza Absoluta: hósios (santo, piedoso, separado para Elohim), ákakos (sem maldade, sem corrupção, inocente, sem dolo, sem perversidade, incorrupto) e, de modo decisivo, amíantos (“sem mancha, sem defeito”). A sequência culmina em kechōrisménos (separado dos pecadores) e hypsēlóteros tōn ouranō̂n (feito mais alto que os céus), indicando definitivamente que sua condição Não-pertence à ordem dos pecadores humanos adâmicos da esfera terrena, mas sim da Ordem Superior, Celestial e Divina. O texto, portanto, afirma que a expiação requer um — Sacerdote Ontologicamente Puro, Santo e Sagrado — isto é, a Redenção Expiatória procede do — Mestre Yeshuah HaMashiach — pois é algo impossível ontologicamente à ordem humana adâmica formada do pó da terra — portanto, a Redenção Expiatória realiza-se exclusivamente no Mashiach, segundo a vontade de Elohim.
1 João 3:3
📜 Texto Grego (Textus Receptus – Stephanus 1550 / Scrivener 1894):
καὶ πᾶς ὁ ἔχων τὴν ἐλπίδα ταύτην ἐπ’ αὐτῷ ἁγνίζει ἑαυτόν, καθὼς ἐκεῖνος ἁγνός ἐστιν.
🔤 Transliteração:
kai pas ho échōn tēn elpída taútēn ep’ autō hagnízei heautón, kathṓs ekeînos hagnós estin.
📖 Tradução Literal:
E todo aquele que tem esta esperança nele purifica a si mesmo, assim como Ele é puro.
Tradução em Português:
“Todo aquele que nele tem essa esperança purifica a si mesmo, assim como ele é puro.” (Bíblia Sagrada - Nova Versão Internacional - NVI)
🧠 Observação Ontológico-Corporal do Grego:
πᾶς ὁ ἔχων (pas ho échōn) = todo aquele que possui continuamente; particípio presente ativo, indicando estado permanente de esperança viva.
τὴν ἐλπίδα ταύτην (tēn elpída taútēn) = esta esperança específica; referência à manifestação e à semelhança futura com o Mashiach (v.2).
ἐπ’ αὐτῷ (ep’ autō) = firmada sobre o Mashiach; a base da esperança não está no ser humano, mas na Pessoa do Filho, o Mashiach.
ἁγνίζει ἑαυτόν (hagnízei heautón) = purifica a si mesmo; verbo no presente ativo indicativo, descrevendo processo contínuo e deliberado de purificação.
καθὼς ἐκεῖνος (kathōs ekeinos) = assim como Aquele; pronome enfático que aponta diretamente para o Filho revelado, o Mashiach.
ἁγνός ἐστιν (hagnós estin) = é puro; presente absoluto, afirmando estado essencial e não progressivo.
📝 Nota Lexical-Bíblico Explicativa — (1 João 3:3):
A palavra grega ἁγνός (hagnós), traduzida como “Puro”, deriva da mesma raiz de ἅγιος (hagios), que significa “Santo”, “Separado” e “Sagrado”. Esta raiz indica:
Separação total do profano e do impuro — algo que não se mistura com contaminação ou corrupção.
Qualidade sublime ou elevada — em contextos bíblicos, está ligada a atributos de caráter que refletem a pureza moral e ritual, dignos de Elohim.
Expressa ontologia contextual explícita — embora o termo ἁγνός (Puro) não seja vocábulo técnico de metafísica e não utilize categorias como “ousia (essência) ou physis (natureza)” em (1 João 3:3), ao ser aplicado ao Mashiach na afirmação absoluta “ἁγνός ἐστιν” (“Ele é puro”), o texto declara uma condição ontológica permanente e intrínseca.
A pureza (ἁγνός) aplicada ao Mashiach em (1 João 3:3) Não-descreve processo adquirido, restaurado ou progressivo, mas condição de ser. A afirmação “ἁγνός ἐστιν” (“Ele é puro”) revela uma realidade ontológica própria e permanente.
Essa pureza não é adquirida, restaurada ou progressiva; é intrínseca e absoluta. O Mashiach não participa da condição marcada pela corrupção da humanidade adâmica, formada do pó da terra e sujeita à queda. Sua pureza o distingue ontologicamente da ordem humana caída.
✅ Conclusão da nota: O termo transmite pureza essencial/natureza e separação de tudo o que é impuro, no contexto bíblico-teológico do Mashiach, aponta para a qualidade Ontológica Sublime, Celestial, Santo, Sagrado e Puro do Mashiach.
📌 Estrutura Ontológica Escritural:
➡️ O crente: está em processo de purificação (ἁγνίζει — ação progressiva).
➡️ O Mashiach: é Puro (ἁγνός ἐστιν — estado essencial/natureza ontológica absoluta).
📌 Implicação Teológica:
1️⃣ A pureza do crente é derivada e progressiva.
2️⃣ A pureza do Mashiach é de natureza ontológica intrínseca e absoluta.
🧾 Exposição Textual:
O Textus Receptus preserva uma construção clara e teologicamente precisa. O particípio (ὁ ἔχων - ho echōn) “aquele que tem” indica continuidade existencial: aquele que vive na esperança escatológica manifesta essa esperança através da “purificação progressiva” (ἁγνίζει - hagnizei). Esta ação ocorre no ser humano adâmico, no caso de (1 João 3:3) “ocorre no crente”, como uma resposta ativa e gradual, e não como um estado estático. Enquanto o Mashiach é “Puro” em Sua Natureza ontológica, o discípulo se purifica, movendo-se progressivamente e continuamente em direção à LUZ do Mestre Yeshuah HaMashiach. Em contraste com o Mashiach, a expressão ἐκεῖνος ἁγνός ἐστιν (ekeinos hagnos estin) — “ELE É PURO” — apresenta uma afirmação absoluta sobre a Sua Divindade: “Ele” não se submete a processos de purificação, pois o Mashiach é absolutamente a própria “Fonte da Pureza”. Enquanto o ser humano adâmico formado do pó da terra (no contexto deste versículo “o crente e discípulo), opera no campo do agir, o Mashiach subsiste no campo do Seu Ser, o presente indicativo ἐστιν (estin) não descreve um processo de conquista adquirida, restaurada ou progressiva, mas antes, da natureza ontológica imutável do Mashiach. Assim, no contexto bíblico-teológico, essa “Pureza Absoluta” o distingue ontologicamente da condição humana adâmica sujeita à corrupção, evidenciando que o Mashiach definitivamente Não-pertence à ordem humana adâmica marcada pela queda e corrupção, mas manifesta uma realidade de “Pureza Incorruptível e Superior”.
A esperança não eleva o ser humano adâmico à pureza absoluta, mas O chama à conformidade com o Mestre Yeshuah HaMashiach, cuja Sua “Pureza” ontológica procede exclusivamente da Ordem Superior, Celestial, Divina e Eterna.
1 João 3:3 - Escritura em Latim - Vulgata Latina
📜 Texto Latim (Jeromeߴs A.D. 405 Biblia Sacra Vulgata Latina - Latin Vulgate):
et omnis qui habet spem hanc in eo sanctificat se sicut et ille sanctus est
📖 Tradução Literal:
E todo aquele que tem esta esperança nele, santifica a si mesmo, assim como também Ele é santo.
Tradução em Português:
“E todo o que nele tem esta esperança santifica-se a si mesmo, assim como também ele é santo.”
(Bíblia Sagrada - Vulgata Latina Pe. Antônio Pereira de Figueiredo)
🧠 Observação Ontológico-Corporal do Latim:
🔎 Et omnis qui habet
omnis = todo, cada um (universalidade absoluta).
qui habet = que tem / que possui.
habet está no presente do indicativo ativo → indica posse contínua, estado permanente de esperança viva.
Equivalente funcional ao grego πᾶς ὁ ἔχων (particípio presente contínuo).
🔎 hanc spem
hanc = esta (acusativo feminino singular, demonstrativo específico).
spem = esperança (acusativo de spes).
Indica esperança concreta, definida — não conceito abstrato, mas expectativa escatológica específica (v.2).
🔎 in eo
Literalmente: “nele”.
in + ablativo indica localização ou fundamento.
A esperança está fundamentada na Pessoa do Mashiach.
🔎 sanctificat se
sanctificat = santifica, torna santo, consagra.
Verbo no presente ativo indicativo → ação progressiva, processo deliberado.
se = a si mesmo (reflexivo).
⚠️ Aqui está a diferença importante do latim em relação ao grego:
O grego usa ἁγνίζει (purifica) → raiz ligada à pureza ritual/moral.
A Vulgata Latina traduz por sanctificat (santifica) → raiz ligada a separação sagrada, consagração.
O latim amplia levemente o campo semântico: não apenas purificação, mas consagração progressiva à esfera do sagrado.
🔎 sicut et ille sanctus est
sicut = assim como.
ille = ele/aquele (pronome enfático, aponta diretamente para o Mestre Yeshuah HaMashiach. Aqui, ille (Ele) não é pronome neutro.
A palavra, ille (Ele) distingue o Mashiach da ordem humana adâmica comum formada do pó da terra.
⚠️ Ontologicamente, ille (Ele) estabelece: diferença qualitativa, não apenas diferença funcional. O texto não diz apenas “como ele”, mas “como Aquele” — o Ser distinto.
sanctus est = é santo.
⚠️ est = presente absoluto do verbo esse (Ser). Não indica processo, mas estado permanente.
Estrutura gramatical:
sanctus = predicativo do sujeito
est = verbo esse (ser), 3ª pessoa singular, presente indicativo
Construção: Sujeito (ille) + Predicativo (sanctus) + Verbo de essência (est)
Essa é a forma clássica de afirmação ontológica no latim.
📝 Nota Lexical-Bíblico Explicativa — “Sanctus”
A palavra em latim “Sanctus” não é um adjetivo comum; ela deriva de sancire, que significa “tornar inviolável, , estabelecer como Sagrado”. No contexto bíblico, isso estabelece uma barreira intransponível: o que é “Sanctus” (Santo) está fora do alcance da corrupção, da queda e da ordem humana adâmica formada do pó da terra.
O Contraste Absoluto de Naturezas:
A Negação do Processo (O que Ele NÃO é): O texto da Vulgata é cirúrgico ao não utilizar verbos de mudança.
Não diz Sanctificatur (Ele está sendo santificado).
Não diz Sanctificatus est (Ele foi santificado por alguém).
Não diz Factus est sanctus (Ele se tornou santo com o tempo).
Conclusão: O Mestre Yeshuah HaMashiach não possui uma santidade "adquirida" ou "restaurada". O Mashiach Não-precisou passar por nenhum processo para chegar à pureza.
A Afirmação da Essência (O que Ele É): Ao usar a construção “ille sanctus est”— Ele é Santo — a gramática do latim trava o sentido no campo da Ontologia (Ser).
Ille (Ele): Aponta para uma ordem de existência superior, absolutamente separada da ordem humana adâmica.
Est (É): É o presente absoluto. Define uma qualidade que é inseparável do Seu Ser. O "Est" (É) define que a Santidade do Mashiach Não é algo que “Ele” alcançou ou adquiriu, antes, é a própria substância inseparável da Sua existência Celestial, Divina e Eterna, distinguindo-O de forma definitiva ontologicamente da natureza humana adâmica, formada do pó da terra.
Enquanto o ser humano adâmico (o discípulo/crente) opera no campo da santificação (uma tentativa progressiva de se aproximar do Sagrado), o Mestre Yeshuah HaMashiach subsiste ontologicamente na Esfera da Santidade, isto é, O Mashiach é a Própria Fonte do Sagrado.
Isso torna explícito que o Mestre Yeshuah Mashiach definitivamente Não-pertence à ordem humana adâmica caída. “Ele” é "Inviolável" (Sanctus) “SANTO” por Natureza, o Mashiach é a manifestação que procede exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina; o qual nunca conheceu a impureza de (Jó 14:4). O Mestre Yeshuah HaMashiach é a expressão plena e absoluta da “Pureza”, pois Sua Santidade é a Sua própria substância Celestial, Divina e Eterna."
📌 Estrutura Ontológica do Texto na Vulgata:
➡️ O crente: sanctificat se → santifica-se (processo e ação progressivo).
➡️ O Mashiach: sanctus est → é Santo (estado ontológico absoluto).
📌 Implicação Teológica (Latim):
1️⃣ A santificação do discípulo é progressiva e participativa.
2️⃣ A santidade do Mashiach é intrínseca de natureza ontológica, não derivada, não adquirida.
3️⃣ O verbo est estabelece estado permanente de Ser.
Enquanto o discípulo opera no campo do agir (sanctificat), o Mashiach subsiste no campo do Ser (sanctus est).
🧾 Exposição Textual:
O texto da Vulgata Latina de (1 João 3:3) estabelece uma barreira intransponível entre a Natureza do Mestre Yeshuah HaMashiach e o esforço do discípulo/crente. O texto latino é cirúrgico ao separar a ação humana adâmica, formada do pó da terra e da Natureza da Ordem Superior, Celestial e Divina do Mashiach através da construção “sanctificat se, sicut et ille sanctus est”. A Vulgata Latina expõe dois campos distintos:
O Campo do Agir (Sanctificat se): No ser humano, a santidade é um verbo reflexivo de ação. O discípulo/crente "santifica a si mesmo" (purifica-se). Isso indica que a pureza no ser humano adâmico Não é natural, mas um processo de resposta ativa, gradual e progressiva à esperança fundamentada no Mashiach.
O Campo do Ser (Sanctus est): Sobre o Mashiach, o texto usa o verbo de estado "est" (é). O Mashiach Não se submete ao processo de santificação; O Mashiach é, em Sua essência, “Sanctus” — Santo e Sagrado — no latim, “Sanctus” carrega o peso da separação absoluta e do pertencimento exclusivo à Esfera Celestial e Divina.
Enquanto o discípulo/crente opera na esfera da transformação progressiva, o Mestre Yeshuah HaMashiach subsiste na Esfera da Natureza Ontologica Imutável. Essa afirmação absoluta — (ille sanctus est) “Ele é Santo” — confirma que o Mashiach Não compartilha da impureza da ordem humana adâmica (Jó 14:4), mas manifesta a Pureza Incorruptível da Ordem Superior, Celestial, Divina e Eterna.
1 Pedro 1:19
📜 Texto Grego (Stephanus Textus Receptus 1550 / Scrivener 1894):
ἀλλὰ τιμίῳ αἵματι, ὡς ἀμνοῦ ἀμώμου καὶ ἀσπίλου, Χριστοῦ.
🔤 Transliteração:
allà timíō haímati, hōs amnoû amṓmou kaì aspílou, Christoû.
📖 Tradução Literal:
“Mas com sangue precioso, como de cordeiro sem defeito e sem mancha, de Cristo.”
Tradução em Português:
“mas pelo precioso sangue de Cristo [Mashiach], como de um cordeiro sem mancha e sem defeito,” (Bíblia Sagrada – Nova Versão Internacional – NVI) [Grifos feito pelo Autor do estudo para melhor entendimento]
🧠 Observação Ontológico-Corporal:
αἷμα (haíma) = sangue; vida oferecida, elemento indispensável para expiação real.
τίμιος (tímios) = precioso, de valor incomparável e impagável; indica singularidade ontológica do sacrifício (Atos 20:28 - Sangue de Elohim).
ἀμνός (amnós) = cordeiro; linguagem sacrificial direta, evocando a exigência de pureza e santidade absoluta.
ἄμωμος (ámōmos) = sem defeito; termo técnico sacrificial que indica ausência total de imperfeição estrutural.
ἄσπιλος (áspilos) = sem mancha, incontaminado; reforço enfático de pureza absoluta, isto é, sem qualquer contaminação humana adâmica formada do pó da terra.
📌 O paralelismo ἄμωμος καὶ ἄσπιλος não é redundante, mas cumulativo:
➡️ ausência de defeito
➡️ ausência de contaminação
➡️ pureza e santidade total, estrutural e ontológica
📌 O conjunto lexical descreve uma pureza intrínseca, não adquirida, exigida para o sacrifício expiatório — isto é, pureza e santidade absoluta, sem qualquer contaminação adâmica formada do pó da terra.
📌 O texto estabelece uma hierarquia ontológica rigorosa:
➡️ Elohim como fonte da redenção.
➡️ A exigência de um Sacerdote ontologicamente puro está diretamente ligada ao valor do Sangue oferecido. Se, conforme (Salmos 49:7–8), a salvação da alma é declarada de — Valor יָקָר (yāqār) Precioso — altíssimo, inalcançável impagável pela ordem humana adâmica formada do pó da terra; deste modo, fica estabelecido que que somente — O Sangue Precioso — do Mestre Yeshuah HaMashiach possui valor suficiente para realizar a redenção da alma humana, uma vez que — Seu Sangue Precioso — foi derramado para realizar a Expiação Universal. É exatamente isso que a Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebriaco / Novo Testamento Grego) afirma ao declarar que a Redenção procede do — Sangue Precioso — do Mashiach (1 Pedro 1:19), oferecido por Aquele que é Santo, Puro, Sem Mácula, Sem Defeito, Sagrado e feito mais alto que os Céus (Hebreus 7:26/ 1 João 3:3). Assim, o — Valor יָקָר (yāqār) Precioso — da alma exige um Resgate da Ordem Superior, Celestial e Divina, correspondendo perfeitamente à revelação das Escrituras Sagradas no Tanakh (Salmos 49:7-8), confirma-se que a Redenção Expiatória da Alma é absolutamente inacessível à ordem humana adâmica, formada do pó da terra.
➡️ A ordem humana adâmica, é marcada por defeito, contaminação, corrupção, perversidade e incapacidade expiatória.
🧾 Exposição Textual:
O apóstolo Pedro define o meio da redenção não como prata ou ouro, mas como — Sangue Precioso — qualificando-o imediatamente por meio de linguagem sacrificial rigorosa. A dupla descrição — “sem defeito” e “sem mácula” — exclui qualquer possibilidade de imperfeição estrutural ou contaminação adâmica. O Mestre Yeshuah HaMashiach é apresentado como o único sacrifício válido porque sua condição corporal física — Carne e Sangue — pertence à Ordem Superior, Celestial e Divina. O texto, portanto, confirma que a Expiação Exige Pureza Ontológica Absoluta, condição impossível à carne e sangue adâmico formado do pó da terra, sendo tal obra realizada exclusiva e plenamente pelo Mashiach, conforme a vontade de Elohim.
💬Comentário Bíblico-Teológico:
A impossibilidade ontológica da expiação pela ordem humana adâmica e a necessidade de um Resgate de Ordem Superior, Celestial e Divina
As Escrituras Sagradas apresentam um testemunho progressivo, cumulativo e plenamente convergente acerca da incapacidade absoluta da humanidade pertencente à ordem adâmica formada do pó da terra de realizar Expiação, Redenção ou Salvação. Essa incapacidade Não é descrita meramente em termos morais, éticos ou comportamentais, mas de forma ontológica, isto é, vinculada à própria condição estrutural do corpo físico humano procedente do pó da terra (עָפָר).
As Escrituras Sagradas do Tanakh afirmam, de modo inequívoco que não há salvação no homem (Salmos 146:3), não por deficiência circunstancial, mas porque o בֶּן־אָדָם (ben-’adám — “filho de Adão / pertencente à ordem adâmica”) carece, por natureza e procedência, de תְּשׁוּעָה (teshu‘áh — “livramento, salvação real”) — isto é, não possui capacidade efetiva de resgate ou salvação em si mesmo. O ser humano, ainda que elevado socialmente ou moralmente, permanece limitado por sua origem terrena adâmica, por sua fragilidade, por sua corrupção e por sua mortalidade. Assim, a confiança no ser humano é rejeitada, não por sua conduta individual, mas por sua condição ontológica, isto é, por não compartilhar da pureza, do poder e da natureza que procedem exclusivamente de Elohim.
O livro de Jó aprofunda esse argumento ao estabelecer uma hierarquia ontológica rigorosa entre Eloah (Elohim) e toda criatura. Em (Jó 4:17–21; 15:14–16; 25:4–6), o texto afirma que nem mesmo os anjos e os céus criados são considerados absolutamente puros diante de Elohim. Se até seres da esfera celestial criada Não-possuem pureza intrínseca suficiente, quanto menos o ser humano, descrito como “’enósh” (condição humana frágil e mortal), e “nascido de mulher”, habitantes de “casas de barro”, cujo fundamento está no pó da terra. Essa linguagem não é meramente poética, mas ontológica: ela define a condição estrutural corporal adâmica como frágil, transitória, corruptível e incapaz de se sustentar diante da santidade absoluta de Elohim.
(Isaías 64:6) reforça esse diagnóstico ao declarar que toda a comunidade humana adâmica se encontra em estado de impureza, e que até as justiças humanas são comparadas a vestes ritualmente contaminadas. O profeta não está tratando apenas de pecados evidentes, mas da inadequação estrutural da justiça produzida pela ordem adâmica. Mesmo aquilo que o ser humano considera justo, Não-possui Pureza Ontológica suficiente para aproximação, Purificação ou Expiação diante de Elohim. A impureza descrita é, portanto, corporal, ontológica e estrutural, própria da condição humana adâmica formada do pó da terra.
Em (Jó 14:4) estabelece-se um princípio ontológico absoluto: o “PURO” não pode proceder do impuro. A ordem humana adâmica, formada do pó da terra, é marcada por impureza, corrupção e mortalidade; isto é, Não-pode produzir e gerar pureza ontológica absoluta, nem vida pura e incorruptível. Assim, a Salvação, Expiação e Vida Eterna Não-podem jamais emergir da esfera humana adâmica caída e corrupta (Salmos 49:7-8; 146:3). Assim sendo, as Escrituras Sagradas declaram de forma explícita que o Mestre Yeshuah HaMashiach é o Único — Santo, Imaculado, Separados dos pecadores, Sem Defeito e Puro (Hebreus 7:26 / 1 Pedro 1:19 / 1 João 3:3), evidenciando que a Sua “Pureza Perfeita” procede exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina.
Em (1 João 3:3) estabelece uma distinção ontológica clara: o particípio (ὁ ἔχων) “aquele que tem” e o verbo (ἁγνίζει - hagnizei) indicam a “purificação progressiva” do crente/discípulo dentro da condição humana adâmica formada do pó da terra. Em contraste, a declarando o estado absoluto e permanente do Mashiach (ἐκεῖνος ἁγνός ἐστιν) — ELE É PURO — Sua pureza Não é conquista, nem adquirida, nem restaurada, mas é Ontologicamente Intrínseca e Imutável. Enquanto o ser humano adâmico (crente e discípulo neste contexto) opera no agir (processo progressivo), o Mashiach subsiste no Ser (natureza imutável). Assim, o texto distingue a humanidade adâmica sujeita à corrupção, da realidade intrínseca e incorruptível do Mashiach, cuja “Sua Pureza” procede exclusivamente da Ordem Superior, Celestial, Divina e Eterna.
A Vulgata Latina corrobora e amplia o mistério da separação das ordens ontológicas: enquanto o ser humano adâmico formado do pó da terra, busca a santidade, o Mashiach repousa na plenitude do Seu próprio Ser. Em (1 João 3:3) a Vulgata Latina corrobora com a distinção ontológica entre a duas ordens, utilizando uma estrutura gramatical que separa cirurgicamente a ação do ser humano adâmico (discípulo/crente), da Natureza Ontologica do Mashiach. Nela, enquanto o discípulo opera no campo do (sanctificat se), um processo progressivo de purificação e santificação, o Mashiach subsiste no presente absoluto do (sanctus est) “É Santo”; o uso do verbo (est) no presente indica estado permanente, revelando que a “Santidade” Não-procede da ordem humana adâmica, mas antes, corresponde a uma realidade da Ordem Superior, isto é, esta construção gramatical do latim evidencia que a “Santidade” do Mestre Yeshuah HaMashiach é Sua própria substância intrínseca e essencial da Sua Natureza Ontológica, o qual procede exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina.
Esse testemunho culmina de forma decisiva em (Salmos 49:7–8), onde o texto declara que nenhuma pessoa pode resgatar (remir/redimir) um irmão, nem oferecer a Elohim o preço do seu resgate. A razão apresentada é absoluta: o resgate da alma é declarado de — Valor Precioso — demais, inalcançável, impagável, e por isso “jamais se torna suficiente” no que diz respeito à capacidade humana adâmica. A expressão hebraica indica impossibilidade permanente, não suspensão temporária. O texto estabelece, assim, que Nenhuma Expiação pode proceder de sangue humano adâmico formado do pó da terra, pois o valor exigido para a redenção da alma excede completamente a capacidade ontológica de qualquer criatura; portanto, tal obra só pode proceder exclusivamente de Elohim, como expressão direta de Sua natureza Santa e de Sua iniciativa Soberana; isto é, apenas o Mestre Yeshuah HaMashiach está apto a realizar a Redenção Expiatória da Alma, pois — Sua Carne e Sangue Precioso — procedem diretamente de Elohim (1 Timóteo 3:16 - Textus Receptus; King James Fiel 1611 BKJ; King James Atualizada KJA; Almeida Corrigida Fiel ACF / Atos 20:28 / 1 Pedro 1:19).
Portanto, as Escrituras Sagradas do Tanakh afirmam a realidade da redenção, mas negam absolutamente que ela possa emergir da ordem humana adâmica formada do pó da terra, demonstrando que tal obra exige procedência exclusiva da Ordem Superior, Celestial e Divina. A preciosidade da alma exige um preço igualmente de — Valor Precioso — isto é, um resgate que Não-pertença à ordem criada e impura e corrupta, mas que proceda exclusivamente da Ordem Superior da Esfera Celestial e Divina.
A Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebriaco / Novo Testamento Grego) confirma plenamente esse eixo revelacional. Em (Hebreus 7:26) afirma que “o Sumo Sacerdote adequado à obra expiatória é Aquele que é Santo, Inocente, Sem Mácula, Separado dos pecadores e Feito Mais Alto do que os Céus”. Essa descrição não se limita a atributos éticos, mas revela uma condição ontológica distinta, incompatível com a linhagem da ordem adâmica formada do pó da terra. A separação dos pecadores do Mestre Yeshuah HaMashiach é estrutural, e a elevação acima dos céus, evidenciando uma procedência que transcende toda a criação, pertencendo a uma Ordem Superior e absolutamente distinta da ordem terrena (plano material), isto é, procede exclusivamente da Esfera Superior, Celestial e Divina.
Em perfeita harmonia, (1 Pedro 1:19) declara que a Redenção Não-ocorre por meio de elementos corruptíveis, mas exclusivamente por um — Sangue Precioso — descrito com linguagem sacrificial rigorosa como “sem defeito” e “sem mancha”. Esses termos excluem qualquer possibilidade de imperfeição estrutural ou contaminação humana adâmica formada do pó da terra. O valor expiatório do sangue Não é funcional nem simbólico, mas ontológico. Trata-se de um — Sangue Precioso — que corresponde exatamente ao — Valor Precioso — exigido para a redenção da alma, como afirmam de forma inequívoca as Escrituras Sagradas em (Salmos 49:7-8).
Essa afirmação alcança sua revelação ainda mais poderosa em (Atos 20:28), onde o Sangue da Redenção é Identificado como pertencente ao próprio Elohim. Assim, as Escrituras Sagradas estabelecem de forma inequívoca que somente um — Sangue Precioso — Corporalmente Físico e Real, procedente da Ordem Superior, de Origem e Natureza Celestial e Divina possui valor Expiatório suficiente para realizar a Redenção; isto é — O Sangue Precioso — do Mestre Yeshuah HaMashiach (1 Pedro 1:19).
Portanto, as Escrituras Sagradas afirmam que nenhuma pessoa pode remir (פָּדָה — padáh — resgatar, redimir, salvar, libertar mediante resgate) um irmão, pois o preço do resgate (פִּדְיוֹן) da alma (נֶפֶשׁ) é declarado ser de — Valor Precioso (יָקָר) — e ontologicamente inalcançável (impagável) para a ordem humana adâmica, e jamais se torna suficiente (וְחָדַל לְעוֹלָם). Assim, o (Salmo 49:7–8) estabelece que nenhuma expiação pode proceder de sangue humano adâmico formado do pó da terra; desse modo, estabelece ontologicamente a revelação de um Resgate Expiatório da Ordem Superior, Celestial e Divina, plenamente harmonizado com (1 Pedro 1:19) onde a redenção é atribuída exclusivamente a um sangue — O Sangue Precioso — do Mestre Yeshuah HaMashiach; isto é — O Sangue do Próprio Elohim — (Atos 20:28).
💬 Comentário Judaico-Teológico Conclusivo:
As Escrituras Sagradas afirmam de forma consistente e convergente que a ordem humana terrena adâmica, possui limites absolutos diante de Elohim, especialmente no que diz respeito à pureza, à justiça e à capacidade redentiva. Esses limites não são apresentados como circunstanciais, morais ou apenas comportamentais, mas como estruturais, inerentes à própria condição do ser humano formado do pó da terra.
O testemunho judaico declara que o ser humano, nascido de mulher, Não é ontologicamente puro diante de Elohim, conforme expresso em (Jó 25:4–6), onde a comparação entre o ser humano e os seres celestiais evidencia a fragilidade e a impureza da condição humana adâmica formada do pó da terra. Essa mesma realidade é aprofundada em (Jó 15:14–16) e (Jó 4:17–21), textos que reforçam que nenhum ser humano adâmico formado do pó da terra, pode ser considerado justo ou puro diante da Santidade Divina de Elohim.
Isaías avança ainda mais ao afirmar que até mesmo as justiças humanas — aquelas consideradas nobres — são comparadas a vestes contaminadas. O texto não relativiza a justiça humana; antes, declara sua insuficiência absoluta diante de Elohim (Isaías 64:6). Isso estabelece que a limitação humana não reside apenas em seus pecados, mas na incapacidade de sua própria justiça em satisfazer as exigências da Santidade Divina do Eterno.
Esse diagnóstico encontra seu ponto mais explícito em (Salmos 49:7–8), onde a Escritura Sagrada exclui categoricamente a possibilidade de qualquer humano adâmico remir a alma de outro ou oferecer a Elohim o preço do resgate. O texto não sugere dificuldade, mas impossibilidade absoluta: o resgate da alma é de — Valor Precioso — demais para a ordem adâmica humana, tornando-se inalcançável e impagável para sempre. Assim, fica estabelecido que nenhuma expiação plena pode proceder de sangue humano pertencente à ordem adâmica formada do pó da terra. Além disso, a própria Torá (Torah) declara que o oferecimento de sangue humano é prática abominável diante de Elohim, algo que o Eterno Elohim explicitamente rejeita e proíbe (Levítico 18:21 / Deuteronômio 12:31; 18:10 / Jeremias 7:31 / Ezequiel 23:37-39 ).
(Salmos 146:3) reforça essa mesma verdade ao advertir que não se deve confiar em príncipes nem em filho de Adão, pois neles Não há salvação. As Escrituras Sagradas novamente afirmam Não-tratar de falha circunstancial, mas de ausência real de capacidade ontológica redentiva. Os filhos de Adão Não-possuem em si poder, autoridade ou meio para produzir salvação.
Desse modo, o testemunho conjunto das Escrituras Sagradas estabelece três limites intransponíveis da ordem humana adâmica terrena:
(1) o ser humano Não é ontologicamente puro e santo diante de Elohim (Jó 25:4–6);
(2) nem mesmo sua justiça é aceitável como fundamento expiatório (Isaías 64:6);
(3) o ser humano adâmico formado do pó da terra Não-possui definitivamente qualquer capacidade redentiva expiatória sobre a alma de outro (Salmos 49:7–8; Salmos 146:3).
É neste ponto decisivo, que o testemunho judaico, à luz do Tanakh, harmoniza-se plenamente com a revelação progressiva da Brit Hadashá, demonstrando que somente uma forma corporal física real, procedente a uma Ordem Superior, Celestial e Divina — e Não-oriunda da ordem terrena humana adâmica — poderia realizar a redenção da alma humana. isto é, a forma corporal física real do Mestre Yeshuah HaMashiach, cuja origem Não é terrena adâmica, mas sim da Ordem Superior, Celestial e Divina, como expressão direta e imediata procedente do próprio Elohim. Essa conclusão encontra perfeita harmonia com (Hebreus 7:26) que descreve o Mashiach como separado dos pecadores; também o texto de (1 Pedro 1:19) que atribui a Redenção Expiatória exclusivamente ao — Sangue Precioso — do próprio Mashiach; e temos a confirmação dessa revelação em (Atos 20:29) que identifica — O Sangue Precioso — do Mashiach como o próprio — Sangue de Elohim — portanto, a Escritura interpreta a Escritura, excluindo definitivamente a possibilidade da redenção proceder da ordem humana adâmica comum formada do pó da terra e afirmando a necessidade de uma intervenção Redentiva Expiatória da Ordem Superior e da Natureza e Origem Celestial e Divina; isto é, — O Sangue Precioso — do Mestre Yeshuah HaMashiach — o qual é o próprio — Sangue de Elohim — (1Pedro 1:19 / Atos 20:28).
📚 Citações dos Comentários Judaicos Clássicos — Resumo Conceitual com Base nas Fontes Tradicionais
🔹 Jó 25:6
Rashi (Rabbi Shlomo Yitzḥaqi)
📍Rashi sobre Iyov 25:6
Rashi entende רִמָּה (rimmáh) e תּוֹלֵעָה (tolé‘áh) como termos que expressam a indgnidade e fragilidade da condição humana diante da grandeza divina. A ênfase está na pequenez do ser humano perante Eloah (Elohim), não havendo leitura ritual ou sacrificial no comentário.
🔹 Isaías 64:6
Rashi (Rabbi Shlomo Yitzḥaqi)
📍 Rashi sobre Isaías 64:6
Rashi explica que “בֶּגֶד עִדִּים” (bégued ‘iddím, “veste de impureza ritual” ou “veste de impureza menstrual”) indica que as justiças humanas são comparadas a algo ritualmente impuro, inadequado para aproximação diante da santidade divina.
Ibn Ezra (Rabbi Abraham Ibn Ezra)
📍 Ibn Ezra sobre Isaías 64:6
Ibn Ezra interpreta o versículo como declaração da condição moral de Israel, reconhecendo que as ações humanas, mesmo consideradas justas, não são plenamente puras diante de Elohim.
Radak (Rabbi David Kimchi)
📍 Radak sobre Isaías 64:6
Radak enfatiza que aquilo que o humano considera justiça, permanece insuficiente quando confrontado com a santidade absoluta do Eterno Elohim.
🔹 Salmos 49:7–8 (49:8–9 na numeração hebraica)
Rashi (Rabbi Shlomo Yitzḥaqi)
📍 Rashi sobre Tehillim 49
Rashi afirma que um humano não possui capacidade de redimir a alma de outro, nem de oferecer a Elohim o resgate necessário.
Ibn Ezra (Rabbi Abraham Ibn Ezra)
📍 Ibn Ezra sobre Tehillim 49
Ibn Ezra enfatiza a impossibilidade humana de pagar o valor exigido para o resgate da alma.
Radak (Rabbi David Kimchi)
📍 Radak sobre Tehillim 49
Radak explica que o valor do resgate da alma é elevado demais para estar ao alcance humano.
🔹 Salmos 146:3
Rashi (Rabbi Shlomo Yitzḥaqi)
📍 Rashi sobre Tehillim 146:3
Rashi explica que o versículo adverte contra confiar em um humano, pois ele não possui em si poder de salvação ou libertação definitiva.
Ibn Ezra (Rabbi Abraham Ibn Ezra)
📍 Ibn Ezra sobre Tehillim 146:3
Ibn Ezra observa que o ser humano não detém capacidade própria para conceder livramento pleno.
Radak (Rabbi David Kimchi)
📍 Radak sobre Tehillim 146:3
Radak enfatiza que a salvação não está nas mãos de um humano, mas pertence somente a Elohim.
💬Conclusão Judaico Revelacional (A Harmonia Entre o Tanakh ↔ Brit Hadashá)
O testemunho conjunto das Escrituras Sagradas do Tanakh, confirmado de maneira consistente pelos comentários judaicos clássicos, estabelece de forma inequívoca que a ordem humana terrena / ordem adâmica é estruturalmente incapaz de produzir expiação plena, eficaz e eterna. Rashi, Ibn Ezra e Radak, ao comentarem Isaías (64:6), Salmos (49:7–8) e Salmos (146:3), convergem no reconhecimento de que a ordem humana adâmica Não-possui pureza suficiente, nem justiça aceitável, nem poder real para redimir (resgatar/salvar) a alma humana — limites que não se restringem ao comportamento moral, mas à própria condição adâmica formada do pó da terra.
Essa conclusão não representa uma ruptura, mas um preparo revelacional. As Escrituras Sagradas do Tanakh, Não-apenas descreve a insuficiência da ordem adâmica; mas exige implicitamente uma solução que transcenda a ordem humana terrena. Ao negar e excluir qualquer possibilidade de salvação, redenção ou resgate procedente da ordem humana adâmica formada do pó da terra, as Escrituras Sagradas do Tanakh estabelecem de forma inequívoca a necessidade de uma Ordem Superior, Celestial e Divina, apta a realizar ontologicamente aquilo que é impossível à ordem humana adâmica.
É exatamente nesse ponto que a Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebriaco / Novo Testamento Grego) Não-contradiz, mas sim cumpre e esclarece o testemunho anterior. O autor de Hebreus declara que o Mashiach, em forma corporal de homem, possui uma condição ontológica distinta — Puro, Santo, Sem Mácula e feito mais Alto que os Céus (Hebreus 7:26) — em contraste e oposição à impureza estrutural da ordem adâmica formada do pó da terra apresentada em (Jó 4:17–21; 14:4; 15:14–16; 25:4–6) e (Isaías 64:6). A Santidade, neste contexto, não é meramente ética, mas correspondente a uma qualidade da Ordem Superior, Celestial e Divina, ontologicamente distinta da condição humana adâmica formada do pó da terra.
Do mesmo modo, a afirmação da Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebriaco / Novo Testamento Grego) de que a Redenção Expiatória ocorre por meio de um — Sangue Precioso — em (1 Pedro 1:19), deve ser lida como resolução revelacional da impossibilidade absoluta declarada no Tanakh — particularmente em (Salmos 49:7–8) — segundo a qual nenhuma pessoa pertencente à ordem humana adâmica pode remir a alma ou oferecer a Elohim o preço do resgate e a Salvação (Salmos 146:3). A Escrituras Sagradas do Tanakh afirmam, que o preço do resgate da alma é declarado como de — Valor Precioso — demais, altíssimo, inalcançável, impagável para qualquer capacidade da ordem humana; por isso, somente um sangue que Não-pertence à ordem humana adâmica, formada do pó da terra, tem autoridade para realizar plenamente esse resgate — isto é, um sangue procedente da Ordem Superior, Celestial e Divina — O Sangue Precioso — do próprio Mestre Yeshuah HaMashiach.
Esse encadeamento conduz a uma revelação ainda mais profunda, quando as Escrituras Sagradas em “Atos dos Apóstolos” identifica esse sangue Não-apenas como — Sangue Precioso — mas evidenciando de maneira explícita como o próprio — Sangue de Elohim — (Atos 20:28). Aqui, a Escritura Sagrada remove absolutamente qualquer ambiguidade remanescente: a Redenção da Alma Não-pode proceder da ordem humana adâmica, formada do pó da terra, por ser ontologicamente insuficiente para satisfazer o — Valor Precioso — desse resgate (Salmos 49-7-8), o que torna necessária uma intervenção Divina, por meio da qual Elohim provê um corpo físico real, em forma de homem, procedente da Ordem Superior, Celestial e Divina, revelada e manifestada no Mestre Yeshuah HaMashiach (1 Timóteo 3:16).
Assim, a revelação é plenamente harmonizada: as Escrituras Sagradas do Tanakh estabelece a negação e exclusão absoluta da capacidade Redentiva Expiatória por parte da ordem humana adâmica formada do pó da terra; os comentários judaicos clássicos confirmam essa limitação estrutural; e a Brit Hadashá manifesta a solução Divina Revelacional introduzida por Elohim, que supre ontologicamente Aquilo que é necessário para a Redenção Expiatória, revelada e manifestada no Mestre Yeshuah HaMashiach.
Dessa forma, a Obra Expiatória do Mestre Yeshuah HaMashiach, Não é uma exceção improvisada, nem uma inovação teológica tardia, mas o desfecho necessário do encadeamento escritural. O que é definitivamente impossível à ordem humana adâmica, formada do pó da terra, é realizado por Aquele que é Santo, Puro e Sem Mácula, feito mais Alto que os Céus (Hebreus 7:26 / 1 João 3:3), cujo — Sangue Precioso — (1 Pedro 1:19) é identificado como o próprio — Sangue de Elohim — (Atos 20:29) cumprindo plenamente, sem violação alguma, tudo o que as Escrituras Sagradas já haviam declarado desde o princípio.
Portanto, o Mestre Yeshuah HaMashiach só pôde realizar a Redenção Expiatória, porque Não-pertence à ordem humana adâmica, formada do pó da terra, mas é procedente da Ordem Superior, Celestial e Divina, manifestado em forma de homem, possuindo Santidade, Pureza Ontológica e Autoridade Redentiva Expiatória própria da Sua Natureza Celestial e Divina.
6.1 - (Salmo 22:6): Towla: O Verme — A Lagarta Escarlate Carmesim
Uma Análise Bíblica e Judaica Sobre Corpo Físico Real Celestial e Divino, Sacrificial e Divino de Yeshuah HaMashiach e da Sua Identidade, Natureza e Origem Não-Adâmica (Não Proveniente do Pó da Terra)
🔹 Nota sobre a terminologia hebraica:
A palavra hebraica que (Salmos 22:6) utiliza para “verme” é תּוֹלַעַת (tolaʿat), que aparece no texto em sua forma feminina. Em algumas passagens das Escrituras Sagradas do Tanakh encontra-se também a forma masculina תּוֹלָע (towlaʿ). Em nosso estudo, optamos por utilizar a forma “towla”, por facilitar a memorização e a escrita, sem comprometer o sentido do texto. Essa escolha visa facilitar a leitura, a referência e a aplicação nos tópicos, mantendo o contexto hebraico.
📜 Salmos 22:6 — Texto Hebraico Massorético
Texto hebraico:
וְאָנֹכִי תוֹלַעַת וְלֹא־אִישׁ חֶרְפַּת אָדָם וּבְזוּי עָם
🔤 Transliteração:
Ve’anokhí tola‘át ve·lo’-’ísh ḥerpát ’adám u·vezúy ‘ám
📖 Tradução Literal:
“Mas eu, verme, e não homem, opróbrio da humanidade, e desprezado do povo.”
Tradução em Português:
Mas eu sou verme, e não homem [não humano adâmico formado do pó da terra], opróbrio dos homens [humanos/humanidade] e desprezado do povo. (Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida - ARC) [Grifos feito pelo Autor do estudo para melhor entendimento]
🔎 Análise técnica das palavras-chave
🔹 תוֹלַעַת (towla / tolaʿat)
Strong: H8438
Designa a lagarta escarlate carmesim, não um verme comum.
Associada ao sacrifício, ao carmesim e à geração de vida por meio do sangue, corpo e morte.
Aqui, não expressa apenas humilhação, mas uma identidade sacrificial redentiva, distinta da condição adâmica. (Salmos 49:7-8)
🔹 אִישׁ (’ish)
Strong: H376
Refere-se ao homem enquanto indivíduo humano, pertencente à condição comum da humanidade, da ordem adâmica formada do pó da terra.
A Negação “e não ’ish” (e não ser humano) exclui absolutamente o sujeito da condição humana ordinária, isto é, da ordem adâmica formada do pó da terra.
🔹 אָדָם (Adam)
Strong: H120
Representa a humanidade como espécie, a ordem adâmica formada do pó da terra.
Surge no termo “opróbrio de adam”, indicando que o sujeito sofre rejeição por parte da humanidade adâmica, não como pertencente a ela.
🔹 חֶרְפָּה (Ḥerpáh) — “opróbrio”
Expressa desonra pública, vergonha imposta externamente.
Indica rejeição social e ontológica por parte dos humanos adâmicos formados do pó da terra.
🔹 בְּזוּי (Bezuy) — “desprezado”
Denota alguém considerado sem valor, rejeitado e tratado como indigno.
Reforça o estado de rejeição total diante do povo, diante dos humanos formados do pó da terra.
📌 Síntese exegética
O versículo constrói um contraste deliberado:
✔️ towla x ’ish
✔️ Identidade sacrificial redentiva x condição humana adâmica → modo de existência ordenado para gerar vida por meio do sacrifício x humanidade adâmica formada do pó da terra
✔️ Procedência Não-adâmica x procedência adâmica → origem Celestial e Divina x humanidade adâmica formada do pó da terra
🧾 Exposição Textual:
Assim, (Salmos 22:6) não comunica apenas humilhação, mas uma distinção ontológica clara, que prepara o terreno para a revelação do Mashiach evidenciando Sua procedência da Ordem Superior Celestial e Divina, manifestado em forma de homem para realizar absolutamente O propósito Sacrificial Eterno.
💬Comentário Bíblico-Teológico:
A palavra hebraica que (Salmos 22:6) utiliza para “verme” é תּוֹלַעַת (tolaʿat), ou em sua forma masculina תּוֹלָע (towlaʿ), não trata-se de um termo genérico para um inseto comum, mas sim de uma designação específica, que no dicionário léxico de Strongs (H8438), a palavra feminina תּוֹלַעַת (tolaʿat) refere-se à fêmea da Lagarta Escarlate Carmesim, conhecida como coccus ilicis (Kermes ilicis). Este pequeno inseto tem um ciclo de vida único e profundamente simbólico: quando está pronta para dar vida à próxima geração, a fêmea se prende de forma permanente ao tronco de uma árvore (geralmente um carvalho). Ela deposita seus ovos e depois cobre-os com o próprio corpo, protegendo-os até a Sua morte. Ao morrer, seu corpo seco libera um fluido que produz um corante carmesim ou escarlate intenso.
Este corante não era um produto qualquer no mundo bíblico. Era a Tinta Sagrada usada para tingir as cortinas do Tabernáculo (Êxodo 26:1), as vestes sacerdotais (Êxodo 28:5-6) e o fio utilizado nos ritos de purificação de leprosos e casas (Levítico 14:4, 49). Portanto, a palavra (towla / tolaʿat) carrega em si dois significados poderosos e interligados: é o inseto Sacrificial que morre para proteger e gerar vida, e é também a própria cor da Expiação e da Consagração – o Carmesim que representava — O Sangue Precioso — da Aliança e da Purificação (1 Pedro 1:19 / Atos 20:28).
O salmista contrasta este “verme” — a lagarta escarlate carmesim — com duas palavras diferentes para homem/humanidade. Ele diz “e não אִישׁ (’ish)” (“e não homem/ser humano adâmico”). A palavra hebraica אִישׁ (’ish) (Strongs H376) refere-se ao ser humano como indivíduo, uma pessoa, em contraste muitas vezes com a Divindade. Ao declarar “e não אִישׁ (’ish)”, o Mashiach afirma e ratifica que Não-pertence à ordem adâmica, formada do pó da terra, evidenciando que Sua Origem procede exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina. Embora a palavra אָדָם (adam) não apareça explicitamente na negação do Mashiach, ela está presente no contexto imediato — opróbrio dos homens (אָדָם - Adam) — que expressa um significado mais amplo dentro do contexto: אָדָם - Adam (Strong H120) é a humanidade como espécie, a natureza adâmica compartilhada por todos os descendentes do primeiro homem “Adão”, formado do pó da terra. O Mashiach, entretanto, sofre o desprezo dessa humanidade adâmica — desonrado pelos humanos formados do pó da terra, categoria à qual Ele jamais pertenceu. Sendo assim, o Mashiach foi rejeitado pelos humanos adâmicos, formados do pó da terra, uma categoria da qual “Ele” jamais fez parte, permanecendo totalmente separado em Sua Natureza Ontológica.
O verme (Towla) — A Lagarta Escarlate Carmesim — portanto, revela um Arquétipo Sacrificial Ontológico, estabelecido por Elohim, no qual a vida é gerada por meio da entrega do próprio corpo, do — Sangue Precioso — derramado, e da morte expiatória redentiva, algo ontologicamente impossível à ordem adâmica formada do pó da terra (Jó 4:17–21; 15:14–16; 25:4–6 / Salmos 49:7–8 / Isaías 64:6). É nessa Ontologia Sacrificial que o Mestre Yeshuah HaMashiach realiza e Se manifesta.
O Mashiach tomou forma de homem, mas nunca pertenceu à ordem humana adâmica, formada do pó da terra (Filipenses 2:6‑8). O Mestre Yeshuah HaMashiach se manifesta semelhantemente aos humanos em aparência, na forma corporal física de homem, porém Ontologicamente o Mashiach pertence à Ordem Superior, e procede exclusivamente da Esfera Celestial e Divina, cumprindo e realizando o propósito Redentivo Expiatório Eterno, algo impossível à humanidade comum adâmica (Jó 4:17‑21; 15:14‑16; 25:4‑6 / Salmos 49:7‑8 / Isaías 64:6). A declaração “eu sou verme, e não homem/humano adâmico” é, portanto, uma negação dupla: O Mashiach Não é um indivíduo humano comum (’ish, adam, adâmico), e, por implicação, Não é pertencente da natureza humana terrestre adâmica(adam), formada pó da terra. O Mashiach manifesta-se em uma categoria Ontológica Absolutamente distinta: a do Towla — A Lagarta Escarlate Carmesim — um Arquétipo Sacrificial Ontológico, estabelecido por Elohim, no qual a vida é gerada por meio da entrega do próprio corpo físico real da Ordem Superior, Celestial e Divina, do — Sangue Precioso — derramado, e da morte Redentiva Expiatória no Mashiach.
Portanto, o Mashiach revela-Se como Aquele cuja procedência, essência e substância procedem da Ordem Superior, Celestial e Divina, assumindo um propósito Sacrificial Eterno, no qual a morte é vencida para a geração da vida eterna. Assim, o Mestre Yeshuah HaMashiach oferece de Si mesmo o Carmesim da Redenção — O Seu Sangue Precioso — cujo é identificado como o próprio — Sangue de Elohim — como confirmado pela Brit Hadashá em (1 Pedro 1:19 / Atos 20:28).
6.2 - ILUSTRAÇÃO BIOLÓGICA E TIPOLÓGICA (HENRY MORRIS)
"Quando a fêmea da lagarta escarlate estava pronta para desovar, ela prendia seu corpo ao tronco de uma árvore, fixando-se de maneira tão firme e permanente para jamais sair. Os ovos depositados por baixo de seu corpo eram desta forma protegidos até que as larvas fossem chocadas e fossem capazes de assumir o seu próprio ciclo vital. Quando a mãe morria, o fluido carmesim manchava seu corpo e a madeira em volta. Dos corpos mortos destas lagartas escarlates fêmeas eram extraídas as tintas comerciais da antiguidade de cor escarlate.
Que ilustração isso nos dá acerca de Cristo [Mashiach], morrendo no madeiro, derramando seu precioso sangue para que conduzisse 'muitos filhos à glória' (Hebreus 2:10)! Ele morreu por nós, para que pudéssemos viver por meio dele! O Salmo 22:6 descreve Jesus [Yeshuah Hamashiach] como verme e nos apresenta-nos este quadro de Cristo [Mashiach] (cf. Isaías 1:18)." (Henry Morris, "Biblical Basis for Modern Science", Baker Book House, 1985, p. 73)
✨ Conexão Teológica‑Escritural:
📖 Isaías 1:18 (NVT):
“Venham, vamos resolver este assunto”, diz o SENHOR. “Embora seus pecados sejam como o escarlate, eu os tornarei brancos como a neve; embora sejam vermelhos como o carmesim, eu os tornarei brancos como a lã.” (Bíblia Sagrada - Nova Versão Transformadora - NVT)
A raiz hebraica תּוֹלַעַת (tôlaʿat / towla), utilizada em Salmos 22:6 para designar o “verme da lagarta escarlate carmesim”, reaparece em Isaías 1:18, não como o verme em si, mas como a cor “carmesim”, simbolizando a profundidade do pecado humano: tão vermelho como “carmesim” que requer transformação para tornar-se branco “como lã”. Esse paralelo evidencia uma conexão teológica profunda entre os textos.
Em (Isaías 1:18), o vermelho carmesim simboliza o peso do pecado humano e a necessidade de sua remoção; já em (Salmos 22:6), o mesmo tema se manifesta, como uma auto‑descrição do Mashiach sofredor, que se identifica como o (towla - o verme da lagarta escarlate) que libera o — Precioso Carmesim — “a tinta/corante sagrada” do Tabernáculo (Êxodo 26:1; Êxodo 25:4), representando o Sacrifício e a Redenção Expiatória. Nesse contexto, o carmesim é o próprio — Sangue Precioso — do Mashiach (1 Pedro 1:19/Atos 20:28), derramado como sacrifício expiatório para purificar o pecado da humanidade.
De forma poética, (Isaías 1:18) retoma o mesmo carmesim, agora simbolizando o pecado humano, que embora intenso e manchante, pode ser transformado em branco — sinal da restauração e do perdão providos por Elohim. Este é um exemplo notável de paronomásia, uma linguagem em que utiliza palavras com sons semelhantes ou raízes relacionadas, usados poeticamente para criar uma conexão lógica ou espiritual. No hebraico poético, esse recurso — conhecido como “lashon nofel al lashon” (“uma língua que recai sobre a outra”) — permite que o mesmo som ou imagem conecte conceitos distintos, entrelaçando o pecado e a redenção de forma revelacional. Essa conexão explica por que o “carmesim” é central nas ordenanças do Tabernáculo (Êxodo 26:1): no santuário, a cor “carmesim” que aponta para a gravidade da transgressão é a mesma cor “carmesim” que adorna o caminho para a presença do Eterno Elohim.
Em (Isaías 1:18), o vermelho “carmesim” simboliza o pecado humano; em (Salmos 22:6), o mesmo “carmesim” é o — Sangue Precioso — do Mashiach (1 Pedro 1:19/Atos 20:28), derramado como sacrifício para purificação. Assim, a “língua” do julgamento em (Isaías 1:18) converge com a “língua” do sacrifício do (Salmo 22:6), mostrando poeticamente que o “carmesim” que evidencia a mancha do pecado é também o “carmesim” que purifica o pecado. Em suma: a cor “Carmesim” que antes simbolizava a Transgressão (o pecado), agora revela a Redenção Expiatória (a purificação). Essa relação evidencia a unidade estrutural e temática das Escrituras Sagradas: tanto Isaías quanto o Salmo, falam da condição humana manchada e da intervenção divina para purificação e redenção, prenunciando o cumprimento Redentivo Expiatório que se manifestaria plenamente no Mestre Yeshuah Mashiach, conforme revelado nas Escrituras Sagradas da Brit Hadashá.
6.3 - DECLARAÇÃO ONTOLÓGICA FUNDAMENTAL (SALMO 22:6)
🔹 Nota sobre a terminologia hebraica:
A palavra hebraica que (Salmos 22:6) utiliza para “verme” é תּוֹלַעַת (tolaʿat), que aparece no texto em sua forma feminina. Em algumas passagens das Escrituras Sagradas do Tanakh encontra-se também a forma masculina תּוֹלָע (towlaʿ). Em nosso estudo, optamos por utilizar a forma “towla”, por facilitar a memorização e a escrita, sem comprometer o sentido do texto. Essa escolha visa facilitar a leitura, a referência e a aplicação nos tópicos, mantendo o contexto hebraico.
📖 Salmos 22:6 (ARC):
“Mas eu sou verme (תּוֹלָע - towla), e não homem (אִישׁ - ’ish); opróbrio dos homens (אָדָם - adam) e desprezado do povo."
Significado Radical:
O Mashiach define Sua Natureza como “verme” (a lagarta escarlate sacrificial/carmesim) e NEGA ser “homem” (אִישׁ - ’ish, ser humano formado do pó da terra, adâmico). O Mashiach se distingue completamente da ordem humana adâmica, formada do pó da terra, declarando que Sua natureza, origem e substância são de ordem distinta.
Paralelos Tipológicos Exatos (Do "Verme" ao Cordeiro):
Sua Natureza é "Towla", não “’ish/Adam” → Corpo Celestial, não terreno, “Mas eu sou verme (towla), e não homem (’ish)…” (Salmos 22:6 ARC). O Towla (Lagarta Escarlate Carmesim) representa uma Natureza Sacrificial Celestial e Divina, e Não “’ish/adâmica” (formado do pó da terra).
Fixa-se ao madeiro → Crucificação
"Pois me rodearam os cães... traspassaram-me as mãos e os pés." (Salmos 22:16 ARC). Como o Towla (Lagarta Escarlate Carmesim) prende-se ao madeiro, o Mashiach foi fixado ao madeiro.Morre para proteger/produzir vida → Expiação Vicária
"Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões... e pelas suas pisaduras fomos curados." (Isaías 53:5 ARA). Como o Towla (Lagarta Escarlate Carmesim) morre para proteger os ovos, o Mashiach morre para gerar Vida Espiritual, Vida Eterna para Humanidade.Seu corpo produz corante carmesim → Sangue Precioso que purifica
“o sangue de Jesus Cristo [Yeshuah HaMashiach], seu Filho, nos purifica de todo pecado.” (1 João 1:7 ARC). Como o corpo do Towla (Lagarta Escarlate Carmesim) gera o corante escarlate carmesim, o corpo do Mashiach fornece o — Sangue Precioso — da Purificação (1 Pedro 1:19 / Atos 20:28).O corante consagra objetos sagrados → Sangue que Santifica
“...quanto mais o sangue de Cristo [Mashiach], que , pelo Espírito Eterno… purificará a vossa consciência..." (Hebreus 9:14 ARC). Assim como o corante carmesim (escarlate) consagrava as cortinas do Tabernáculo – “E o tabernáculo farás de dez cortinas de linho fino torcido, e de azul, e de púrpura, e de carmesim..." (Êxodo 26:1 ARC) – e as vestes sacerdotais – "E tomarão... e o carmesim, e o linho fino, e farão o éfode de ouro..." (Êxodo 28:5-6 ARC) — O Sangue Precioso do Mashiach — Santifica e Purifica o crente.Gera nova vida através da morte → Ressurreição e vida eterna
"Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas, se morrer, dá muito fruto." (João 12:24 ARC) — unido a — "Disse-lhe Jesus [Yeshuah HaMashiach]: Eu sou a Ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive e crê em mim, nunca morrerá." (João 11:25-26 ARC). Assim como a morte do Towla (a Lagarta Escarlate Carmesim) produz vida, a morte do Mashiach produz Ressurreição e Vida Eterna, pois seu — Sangue Precioso — derramado gera vida ontológica e Redenção Eterna, e estabelece a conexão da humanidade adâmica, formada do pó da terra , com à Ordem Superior, Celestial e Divina, em plena Santidade com Elohim.
6.4 - “Eu Sou Verme, e Não ’Ish (Homem/Ser Humano Adâmico)” - Respondendo à Objeção Judaica sobre o Sacrifício Humano e Revelando a Natureza da Ordem Superior, Celestial e Divina do Corpo Físico do Mashiach
🔹 Nota sobre a terminologia hebraica:
A palavra hebraica que (Salmos 22:6) utiliza para “verme” é תּוֹלַעַת (tolaʿat), que aparece no texto em sua forma feminina. Em algumas passagens das Escrituras Sagradas do Tanakh encontra-se também a forma masculina תּוֹלָע (towlaʿ). Em nosso estudo, optamos por utilizar a forma “towla”, por facilitar a memorização e a escrita, sem comprometer o sentido do texto. Essa escolha visa facilitar a leitura, a referência e a aplicação nos tópicos, mantendo o contexto hebraico.
6.1) Introdução: O Grande Mal-Entendido
A objeção mais comum e aparentemente sólida do judaísmo rabínico contra a fé em Yeshuah HaMashiach é direta: “Meu Elohim não aceita sacrifício humano!”. Segundo a Torá (Torah) passagens como (Levítico 18:21 / Deuteronômio 12:31; 18:10), que condena práticas pagãs, esta objeção surge de um pressuposto fundamentalmente equivocado sobre a Natureza Ontológica do Mashiach.
Este estudo demonstrará que essa objeção desaba completamente quando confrontada com a própria revelação das Escrituras Sagradas Hebraicas, especialmente através da análise profunda do (Salmo 22:6) e da literatura judaica sobre o (תּוֹלַעַת - tolaʿat / Towla) — o verme — o lagarta escarlate carmesim.
O (Salmo 22:6) não é uma metáfora de humilhação superficial. É uma declaração Ontológica Codificada. O Mashiach é o “Towla” — A Lagarta Escarlate Carmesim — um Arquétipo Sacrificial Ontológico, de “Natureza Sacrificial, Celestial e Divina” que, ao se manifestar, voluntariamente assume “a função da Lagarta Escarlate Carmesim”. O Corpo Físico Real do Mestre Yeshua HaMashiach definitivamente NÃO-procede do “pó da terra” (afar min-ha'adamah), NÃO-pertence a linhagem humana adâmica; O Mashiach procede exclusivamente da Substância da Ordem Superior, Celestial e Divina, em quem habita corporalmente toda a plenitude da Divindade de Elohim (Colossenses 2:9‑10), que ao ser “fixado ao madeiro” na crucificação, produz — O Sangue Precioso — o Sangue Carmesim Celestial Divino da Redenção Expiatória Eterna — o qual é o próprio — Sangue de Elohim — (1 Pedro 1:19 / Atos 20:28).
O Mestre Yeshuah HaMashiach jamais pertenceu à ordem humana comum adâmica, formada do pó da terra. O Mashiach é o “Towla” — A Lagarta Escarlate Carmesim — cuja missão é sacrificial, isto é, o Mashiach foi manifestado em carne, gerado da — Carne do próprio Elohim — (Mateus 1:20 / 1 Timóteo 3:16 -Textus Receptus; King James Fiel 1611 BKJ; ACF), revelando uma natureza corporal real em forma de homem, que gera a Vida Eterna, cumprindo e realizando Sua missão Redentiva Expiatória — um ato que transcende absolutamente a ordem humana adâmica, formada do pó da terra, e consequentemente sendo incapaz de redimir a si mesma (Salmos 49:7-8).
6.2) Por que o Judaísmo Rabínico Não Percebe Isso?
Separação Artificial das Tradições
Historicamente, o judaísmo rabínico mainstream estabeleceu uma blindagem interpretativa ao priorizar o estudo do Talmud (exegese da lei prática) e o comentário de Rashi (o sentido literal ou Pshat) em detrimento das tradições profundas e midráshicas mais antigas.
Essa mudança de ênfase, consolidada especialmente na Idade Média, visava distanciar a leitura do Tanakh de interpretações alegóricas ou messiânicas que guardassem semelhança com a fé cristã. Como resultado, tradições profundas encontradas no Zohar ou em Midrashim antigos — que frequentemente apontam para um Mashiach sofredor ou de natureza divina — acabaram restritas a círculos fechados, sendo sistematicamente evitadas no ensino rabínico comum para preservar a identidade judaica contra o avanço do cristianismo.
O Talmud: focado na exegese da lei prática e na conduta ritual (Halachá — codificação da Lei Oral focada na conduta prática)
O comentário de Rashi: a interpretação medieval que estabeleceu o (Pshat — o sentido literal e simples do texto)
6.3) Definição Restrita do Conceito de "Mashiach"
Para o judaísmo rabínico, o Mashiach é principalmente:
Um conceito político-nacional: um rei da linhagem de Davi que restaura o reino de Israel
Não um conceito cósmico-expiatório: não é visto como “o Cordeiro que tira o pecado do mundo, sem defeito, sem mancha (mácula) e com o Sangue Precioso (João 1:29 / 1 Pedro 1:19).
Eles esperam um libertador de potências estrangeiras, não um libertador do Pecado e da Morte.
6.4) O Trauma Teológico da Cruz
Para um judeu do primeiro século, a crucificação representava a maldição máxima:
“Porquanto o pendurado é maldição de Elohim.” (Deuteronômio 21:23)
A ideia de que o Mashiach pudesse ter sido crucificado era um escândalo lógico e insuperável. Eles não conseguiram ver além do “escândalo” para perceber a glória da troca profetizada:
“Mas Cristo [Mashiach] nos resgatou da maldição pronunciada pela lei [Torah] tomando sobre si a maldição por nossas ofensas. Pois as Escrituras dizem: “Maldito todo aquele que é pendurado num madeiro”. Por meio de Cristo Jesus [Yeshuah HaMashiach], os gentios foram abençoados com a mesma bênção de Abraão, para que recebêssemos, pela fé, o Espírito prometido.” (Gálatas 3:13-14 - Bíblia Sagrada - Nova Versão Transformadora - NVT) [Grifos feito pelo Autor do estudo para melhor entendimento]
6.5) A Necessidade de um Sacrifício que Transcende a Ordem Humana Adâmica Formada do Pó da Terra
O Princípio da Substituição Inadequada:
A própria estrutura do sistema sacrificial da Torá (Torah) revela uma lógica interna inescapável: um sacrifício expiatório eficaz deve vir de uma fonte Pura, Santa, Sagrada e Superior a Áquela mesma que precisa ser purificada. Como poderia uma natureza contaminada pelo pecado — a natureza adâmica formada do “pó da terra” — poderia oferecer de si mesma a solução para sua própria contaminação? A Torá (Torah), ao exigir sacrifícios de animais perfeitos, estabelece um padrão que, em última instância, aponta para a necessidade de um sacrifício que transcende a própria ordem adâmica (Salmos 49:7-8).
6.6) A Exigência da Torá: Sangue Puro (Tamim)
A Torá (Torah) estabelece repetidamente que os sacrifícios expiatórios requerem animais "sem defeito" (תמים - tamim):
“Nenhuma coisa em que haja defeito oferecereis, porque não seria aceita a vosso favor.” (Levítico 22:20 ARC)
“O cordeiro, ou cabrito, será sem mácula (תמים), um macho de um ano…” (Êxodo 12:5 ARC)
O termo תמים (tamim) não significa apenas “sem falhas físicas visíveis”. Em seu sentido pleno, denota “pureza total, perfeição, completude e integridade ontológica”. Um animal “tamim” (perfeito, sem defeito, integridade e adequação ontológica para o sacrifício) era aquele que correspondia perfeitamente ao padrão ideal de sua criação, apto para representar uma oferta digna de ascender ao Altar Divino.
Este princípio é um conceito da Torá (Torah) de sacrifícios “tamim”, que devem ser íntegros e completos para serem aceitáveis diante de Elohim (Levítico 22:20 / Êxodo 12:5). Um sacrifício que cumpre plenamente esse padrão de perfeição representa o ideal de oferta digna diante do Eterno Elohim.
Partindo desse conceito, levantamos uma reflexão profunda sobre as Escrituras Sagradas: se um animal para expiação temporária deve ser “tamim”, qual seria a natureza de um sacrifício capaz de efetuar uma Expiação Definitiva e Eterna? A lógica do princípio revelacional da expiação sugere que tal sacrifício deve possuir perfeição absoluta e transcendente — uma perfeição que transcende absolutamente a ordem criada humana adâmica, formada do pó da terra, isto é, correspondendo à Plenitude da Santidade de Elohim, plenamente manifestada no Mestre Yeshuah HaMashiach, mediante Seu corpo real em forma de homem, onde toda a Plenitude da Divindade Habita Corporalmente (Colossenses 1:19; 2:9), que redime pelo Seu — Sangue Precioso — (1 Pedro 1:19), e sustenta a congregação, adquirida com o próprio — Sangue de Elohim — (Atos 20:28), revelando assim Sua Natureza Ontológica da Ordem Superior, Celestial, Divina, Sacrificial e Eterna.
6.7) Reflexão da Natureza Celestial e Divina do Mestre Yeshuah Hamashiach
Partindo do que a Torá (Torah) exige — sangue de animais tamim para expiação temporária — surge uma reflexão escritural mais ampla:
Se sacrifícios animais eram exigidos como tipos e sombras de expiação, e se esses sacrifícios não tinham poder de efetivar a redenção eterna por si mesmos, então qual seria a natureza de um sacrifício capaz de realizar uma Expiação Definitiva e Eterna?
A lógica teológica cristológica sugere que esse sacrifício deve possuir perfeição absoluta, transcendendo a ordem criada e adâmica formada do pó da terra — algo que em sua totalidade não poderia ser fornecido por criaturas formadas do pó da terra.
Nesse contexto, a Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebriaco / Novo Testamento Grego) afirma que:
Em Yeshuah HaMashiach habita corporalmente toda a plenitude da divindade (Colossenses 1:19; 2:9);
O Mashiach redime pelo Seu Sangue Precioso (1 Pedro 1:19);
E sustenta a congregação, adquirida pelo próprio Sangue de Elohim (Atos 20:28).
Assim, enquanto a Torá (Torah) usa “sacrifícios animais tamim” como um sistema cerimonial de expiação, as Escrituras Sagradas da Brit Hadashá afirmam que o — Sangue Precioso — do Mashiach (1 Pedro 1:19), procede da Ordem Superior, Celestial e Divina, sendo o próprio — Sangue de Elohim — (Atos 20:28), o qual o Mestre Yeshuah HaMashiach realiza aquilo que nenhum sacrifício animal jamais poderia fazer: a Expiação Sacrificial, Definitiva e Eterna, plenamente conforme com a Santidade de Elohim.
6.8) Resposta Definitiva à Objeção Judaica
Quando um judeu objetar:
“Meu Elohim não aceita sacrifício humano!”
A resposta, de acordo com as Escrituras Sagradas, é:
“Concordo plenamente. E é justamente por isso que o MestreYeshuah HaMashiach teve de ser mais que um homem comum.”
📌 A objeção se baseia em um princípio correto da Torá (Torah), mas aplicado a uma premissa equivocada.
De fato, a Torá (Torah) rejeita explicitamente sacrifícios humanos (cf. Levítico 18:21; Deuteronômio 12:31). Elohim nunca aceitou que um ser humano da ordem adâmica comum, formado do pó da terra, fosse oferecido como expiação.
Todavia, a objeção rabínica tradicional presume que o Mestre Yeshuah HaMashiach seria apenas um homem comum, integralmente pertencente à ordem adâmica, formada do pó da terra. Se assim fosse, a objeção estaria correta.
As Escrituras Sagradas da Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebraico / Novo Testamento Grego) afirmam o contrário: o Mashiach é Aquele em quem Elohim Se manifestou em carne física real — A Carne do Próprio Elohim — (1 Timóteo 3:16 ACF), em forma de homem, proveniente de uma Ordem Superior, na qual Habita Toda Plenitude Corporal Celestial e Divina de Elohim, possuindo — O Sangue Precioso — (1 Pedro 1:19), que procede do próprio — Sangue de Elohim — (Atos 20:28); tornando o Mestre Yeshuah Hamashiach — O ÚNICO — capaz de cumprir e realizar a Expiação Redentora, Definitiva e Eterna — algo absolutamente impossível à natureza humana adâmica formada do pó da terra (Salmos 49:7-8).
7. Por que o Mestre Yeshua HaMashiach nunca chamou Maria de “mãe” e sim de “mulher” nas Escrituras Sagradas?
7.1) O uso do termo “mulher” em (João 2:4):
📜 Texto Grego (Stephanus Textus Receptus 1550 / Scrivener’s Textus Receptus 1894):
λέγει αὐτῇ Ἰησοῦς· Τί ἐμοί καὶ σοί, γύναι; οὔπω ἥκει ἡ ὥρα μου.
🔤 Transliteração:
légei autē̂ Iēsoûs: Tí emoí kaì soí, gýnai? oúpō hē̂kei hē hṓra mou.
📖 Tradução Literal:
“Disse-lhe Jesus: ‘Que para mim e para ti, mulher? Ainda não chegou a Minha hora.’”
Tradução em Português:
“Respondeu Jesus: ‘Que temos nós em comum, mulher? A minha hora ainda não chegou’.” (Nova Versão Internacional – NVI)
Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. (Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida - ARC)
“JESUS diz-lhe: Mulher, que tenho em comum contigo? Ainda não chega a minha hora.” (Bíblia Textual BTX – bvbooks)
“יהושע disse-lhe: Mulher, o que existe entre Mim e ti? Ainda não chegou a Minha hora.” (Bíblia Israelita Verdadeiro Nome 4ª Edição Especial – A Ressurreição do Messias)
“Yeshua disse a ela: 'O que temos em comum, mulher? Minha hora ainda não chegou.'” (João 2:4 Peshitta Ocidental Glenn David Bauscher – The Original Aramaic New Testament in Plain English – 8th Edition 2013)
“Et dicit ei Jesus: Quid mihi et tibi est, mulier? Nondum venit hora mea.” Tradução: “E Jesus lhe disse: 'Mulher, que tenho eu contigo? Minha hora ainda não chegou.'” (João 2:4 Vulgata Latina)
🧠 Observação de Distinção de Esfera Ontológica:
Ἰησοῦς (Jesus) = sujeito da oração, agente da ação verbal (λέγει), aquele que toma a iniciativa da declaração. No texto do Textus Receptus, a construção sintática coloca ὁ Ἰησοῦς como sujeito explícito antes da fala, reforçando que a resposta parte de sua própria autoridade discursiva.
γύναι (mulher) = vocativo de γυναί.
Termo geral para “mulher” ou “senhora”, usado como forma respeitosa de tratamento. Não é o termo específico para “mãe” (μήτηρ). Indica tratamento formal e pessoal, sem utilizar o título maternal explícito. Conforme Strong (G1135), o termo significa “mulher de qualquer idade, seja virgem, casada, viúva, esposa noiva” , não sendo o termo técnico para “mãe” (μήτηρ). Thayer define γυνή como “mulher adulta” e reconhece o uso vocativo como forma respeitosa de tratamento. BDAG confirma que γυνή, quando usado em vocativo, funciona como forma respeitosa de endereçamento, sem implicar desrespeito. LSJ registra o uso normal de γύναι no grego clássico e koiné como forma comum de tratamento feminino. Assim, lexicalmente, o termo indica tratamento formal e respeitoso, mas não utiliza o título maternal explícito, isto é, “mãe” (μήτηρ).
ἐμοί (emoi) = dativo singular de ἐγώ (“eu”).
Significa “a mim” ou “para mim”. Indica esfera de interesse, envolvimento ou referência pessoal do agente na situação.
σοί (soí) = dativo singular de σύ (“tu”).
Significa “a ti” ou “para ti”. Ao aparecer em paralelo direto com ἐμοί na fórmula idiomática “τί ἐμοὶ καὶ σοί” (“que há entre mim e ti?”) , cria uma oposição explícita entre duas esferas pessoais distintas, marcando separação de envolvimento e delimitação de responsabilidade no assunto tratado. Segundo Strong (G4671), σοί significa “a ti” ou “para ti”. Thayer e BDAG reconhecem que, quando usado em paralelo com ἐμοί na expressão τί ἐμοὶ καὶ σοί, o dativo σοί não indica apenas referência pessoal, mas cria uma oposição formal entre duas esferas distintas de envolvimento: a do agente divino (ἐμοί, “a mim”) e a da interlocutora (σοί, “a ti”), evidenciando que a decisão, responsabilidade e autoridade permanecem exclusivamente com o Mashiach.
A expressão (τί ἐμοὶ καὶ σοί / ti emoi kai soi) significa “que há entre mim e ti?” é reconhecida por BDAG como fórmula idiomática de origem semítica, equivalente à construção hebraica “מה לי ולך” (“que há entre mim e ti?”), sendo classificada como expressão de distanciamento relacional que delimita claramente separação de esfera, participação e autoridade sobre o assunto tratado. LSJ também confirma que a construção funciona como uma fórmula de separação relacional no discurso, reforçando a distinção estrutural entre as partes.
ὥρα (hṓra) = “hora”, “tempo determinado”, “momento fixado”. No contexto do Evangelho de João, frequentemente se refere ao momento designado dentro do plano divino, especialmente relacionado à manifestação pública da missão do Mashiach.
📝 Nota de Encadeamento Teológico (João 2:4):
O texto de João 2:4, analisado à luz dos léxicos e do Textus Receptus, evidencia uma distinção clara de esfera, autoridade e função entre o Mashiach e Maria. O vocativo γύναι indica respeito formal, mas definitivamente, sem atribui título maternal (μήτηρ), enquanto a expressão (τί ἐμοὶ καὶ σοί / ti emoi kai soi) “que há entre mim e ti?”, estabelece a distinção clara do nível de atuação e esfera, e define os limites exatos da responsabilidade de cada parte.
🔹 Síntese crítica:
O texto grego (TR) + léxicos confirmam distinção de esfera, autoridade e função.
🧾 Exposição Textual:
O texto evidencia de forma clara a distinção de esfera e autoridade entre o Mashiach e a interlocutora pela expressão “τί ἐμοί καὶ σοί, γύναι”. A escolha lexical e a construção grega indicam:
Relação de respeito e formalidade, sem uso de título maternal (μήτηρ) e sem implicar desrespeito, conforme evidenciado pelo vocativo γύναι (Strong G1135, Thayer, BDAG, LSJ).
Separação entre a esfera de autoridade e função do Mashiach e a esfera terrestre de Maria, demonstrando que a responsabilidade e decisão sobre a manifestação de Sua missão permanecem exclusivamente com “Ele”.
Confirmação de que a hora da manifestação redentora (ὥρα / hṓra) não depende de laços biológicos ou familiares, mas do momento designado pelo plano divino e pela autoridade do Mashiach (Strong G5610, Thayer, BDAG).
A expressão idiomática τί ἐμοὶ καὶ σοί / ti emoi kai soi (“que há entre mim e ti?”) cria uma oposição explícita de envolvimento e delimitação de responsabilidade, reforçando a distinção de esfera funcional entre as partes.
📌 Análise bíblico-teológico:
A expressão τί ἐμοί καὶ σοί (“que tenho eu com você”) não indica falta de afeto, nem desrespeito; caso contrário, o Mashiach estaria violando o mandamento da Torá de honrar os pais — (Êxodo 20:12: “Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá”). O que este termo revela é, antes, uma distinção clara e necessária entre ordens ontológicas diferentes de existência: o Mashiach apesar de ter forma corporal de homem, Seu corpo físico real é da Ordem Superior, Celestial e Divina (como vimos em todo o estudo), e a condição humana de Maria é adâmica formada do pó da terra, isto é, o Mestre Yeshuah Mashiach Não-possui nenhum vínculo biológico com Maria, pois o Mashiach foi gerado pelo Ruach HaKodesh (Espírito de Santidade) como afirmado nas Escrituras Sagradas em (Mateus 1:20); isto é, Não-gerado por Maria, pois se o Mashiach fosse gerado da ordem humana adâmica formada do pó da terra, como todo ser humano nascido de mulher, o Mashiach seria impuro e corrupto, pois nada que venha da imundícia adâmica pode ser puro (ver Jó 14:4; 4:17–21; 15:14; 25:4) e, portanto, o Mashiach seria incapaz de realizar a Redenção Expiatória Universal. Pelo contrário, o Mashiach é Santo, Puro, Imaculado — Separado dos pecadores (κεχωρισμένος ἀπὸ τῶν ἁμαρτωλῶν), isto é, absolutamente sem vínculo algum, apartado da condição humana adâmica e, expressando a separação ontológica total do Mashiach — que está exaltado na esfera Celestial e Divina, em plena harmonia com Sua natureza intrínseca da ordem superior (Hebreus 7:26); pois na sua boca nunca se achou engano, mentira e nele não há pecado (Isaías 53:9 / 1 João 3:5 / 1 Pedro 2:22).
Ao chamá-la de “mulher”, o Mestre Yeshuah HaMashiach não desrespeita Maria, pois ela foi escolhida por Elohim para portar em seu útero o corpo físico real, Celestial e Divino do Mashiach, que foi gerado exclusivamente pelo Ruach HaKodesh (Espírito de Santidade), conforme revelado em (Mateus 1:20), mostrando que não há vínculo biológico humano com Maria, mantendo intacta a Ordem Celestial e Divina da Sua geração; diante disto, temos o seguinte quadro: Maria é apenas a tutora/guardiã do Mashiach, e Não a sua mãe biológica; assim, o Mashiach cumpre perfeitamente o mandamento da Torá (Êxodo 20:12 / Mateus 5:17) e, evidencia que a Sua relação com Maria não possui qualquer vínculo biológico, humano, adâmico e terreno, sendo, por outro lado, exclusivamente funcional e ontológica, ligada à missão e à Esfera Celestial e Divina do Mashiach. O uso de γύναι (‘mulher’) em vez de ‘mãe’ evidencia que a relação do Mashiach com Maria Não é baseada em vínculo humano adâmico, mas, sim, em sua função e Missão Divina, sublinhando que o Seu corpo físico real, em forma de homem, procede exclusivamente à Ordem Superior, Celestial e Divina, o qual evidencia a Sua autonomia ontológica.
📌Nota Explicativa – Hebreus 7:26 – Separado dos pecadores (κεχωρισμένος ἀπὸ τῶν ἁμαρτωλῶν)
O particípio perfeito passivo grego κεχωρισμένος em Hebreus 7:26 deriva do verbo χωρίζω (Strong G5563), que significa “separar / pôr à parte”. Nenhum léxico possui entrada independente para κεχωρισμένος, pois é uma forma derivada do verbo listado. Segundo o Léxico Grego-Português do Novo Testamento – Baseado em Domínios Semânticos, de Johannes Louw e Eugene Nida, a frase em (Hebreus 7:26) (κεχωρισμένος ἀπὸ τῶν ἁμαρτωλῶν) evidencia que esta expressão e tradução “separado dos pecadores” também pode implicar (estar implícita) a exaltação de Cristo no mundo celestial, refletindo sua elevação e distinção ontológica em relação à criação e à condição humana adâmica, formada do pó da terra. O verbo χωρίζω (chōríō) significa (separar, colocar espaço entre, isolar, apartar); o particípio perfeito passivo κεχωρισμένος (kechōrisménos) indica estado de separação permanente, distinção total de esferas ou naturezas, isto é, a separação total do Mashiach dos pecadores e da ordem humana adâmica, expressando a Separação Ontológica Absoluta do Mashiach, o qual está exaltado na Esfera Celestial e Divina, em plena harmonia com Sua Natureza Intrínseca da Ordem Superior.
Portanto, a presente tradução do trecho do estudo em análise é: “
Pelo contrário, o Mashiach é Santo, Puro, Imaculado — Separado dos pecadores (κεχωρισμένος ἀπὸ τῶν ἁμαρτωλῶν), isto é, absolutamente sem vínculo algum, apartado da condição humana adâmica e, expressando a separação ontológica total do Mashiach — que está exaltado na esfera Celestial e Divina, em plena harmonia com Sua natureza intrínseca da ordem superior (Hebreus 7:26); pois na sua boca nunca se achou engano, mentira e nele não há pecado (Isaías 53:9 / 1 João 3:5 / 1 Pedro 2:22).”
Referências Lexicais Abreviadas no Texto:
O particípio perfeito passivo grego κεχωρισμένος (kechōrisménos) em (Hebreus 7:26) deriva do verbo χωρίζω (chōríō), que significa “separar / pôr à parte / apartar”.
Louw & Nida 63.29: χωρίζω – separar / afastar um do outro
– κεχωρισμένος ἀπὸ τῶν ἁμαρτωλῶν – “separado dos pecadores”. Nesta frase de (Hebreus 7:26) pode estar implícita, também, a exaltação de Cristo [Mashiach] no mundo Celestial. (Publicado por Sociedade Bíblica do Brasil - SBB, Página 548)Strong G5563: χωρίζω – separar / pôr à parte
Thayer: χωρίζω – colocar à parte, separar, afastar
BDAG: χωρίζω – separar, isolar, apartar
LSJ: χωρίζω – separar, dividir, pôr à parte; particípio perfeito passivo κεχωρισμένος
Léxicos completos citados:
Johannes Louw & Eugene Nida – Léxico Grego-Português do Novo Testamento – Baseado em Domínios Semânticos
Strong’s Exhaustive Concordance of the Bible – G5563, χωρίζω
Thayer, Joseph H. – Greek-English Lexicon of the New Testament
BDAG (Bauer-Danker-Arndt-Gingrich) – A Greek-English Lexicon of the New Testament and Other Early Christian Literature
LSJ (Liddell-Scott-Jones) – A Greek-English Lexicon
➡️ Conclusão Ontológico-Corporal:
O Mestre Yeshua HaMashiach utiliza a palavra “mulher” (γύναι) para revelar Sua separação ontológica, pertencendo exclusivamente à Esfera Celestial e Divina, enquanto Maria, como tutora/guardiã pertence à ordem humana adâmica, formada do pó da terra. Isto reforça que Sua missão e Seu corpo físico real pertencem à Ordem Superior, Celestial e Divina.O uso da palavra “mulher” (γύναι) exclui definitivamente qualquer associação com vínculo biológico, maternal e humano adâmico, evidenciando absolutamente, a autonomia Ontológica e Santidade Divina do Mashiach.
7.2) O uso do termo “mulher” em (João 19:26–27):
📜 Texto Grego (Stephanus Textus Receptus 1550 / Scrivener’s Textus Receptus 1894):
Καὶ Ἰησοῦς ἰδὼν τὴν μητέρα καὶ τὸν μαθητὴν ὃν ἠγάπα, ἑστὼς παρὰ τῇ μητρί, λέγει τῇ μητρί, Γύναι, ἰδού ὁ υἱός σου. Τότε λέγει τῷ μαθητῇ, Ἰδού ἡ μήτηρ σου. Καὶ ἀπὸ ἐκείνης τῆς ὥρας ὁ μαθητὴς αὐτὴν ἔλαβε εἰς ἴδιόν.
🔤 Transliteração:
Kaì Iēsoûs idṑn tēn mētéra kaì tòn mathētḗn hoṇ ēgápa, hestṓs parà tē̂ mētṛí, légei tē̂ mētṛí, Gýnai, idoú ho huiós sou. Tóte légei tō̂ mathētῗ, Idoú hē mḗtēr sou. Kaì apó ekeínēs tês hṓras ho mathētḗs autḕn élabe eis ídion.
📖 Tradução Literal:
“E Jesus, vendo a mãe e o discípulo que amava, estando junto da mãe, diz à mãe: “Mulher, eis o filho teu.” Então diz ao discípulo: “Eis a tua mãe.” E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua própria casa.”
Tradução em Português:
“Quando Jesus viu sua mãe ali,ao lado do discípulo a quem ele amava, disse-lhe: “Mulher, este é seu filho”. E,ao discípulo, disse: “Esta é sua mãe”. Daquele momento em diante, o discípulo a recebeu em sua casa.”(Bíblia Sagrada - Nova Versão Transformadora - NVT)
🧠 Observação Ontológico-Corporal:
Ἰησοῦς (Jesus) = sujeito direto, agente da ação; atua de forma totalmente autônoma, guiado por Sua Missão Celestial e Divina.
γύναι (mulher) = vocativo usado pelo Mashiach, mesmo referindo-se a Maria, em lugar de “mãe” (μήτηρ), indicando relação funcional, respeitosa e de distanciamento relacional, reforçando distinção de esfera e separação ontológica, sem vínculo biológico ou maternal.
μήτηρ (mētēr / mãe) = igualmente funcional; o discípulo é colocado sob a tutela de Maria, no plano funcional e espiritual, não como filho biológico, dentro da ordem humana adâmica formada do pó da terra.
υἱός (huiós / filho) = igualmente funcional; o discípulo é colocado sob a tutela de Maria, não como filho biológico, mas dentro da ordem humana adâmica formada do pó da terra.
ἀπὸ ἐκείνης τῆς ὥρας (desde aquela hora) = marca o início de um vínculo funcional e espiritual, estabelecido sob orientação e propósito divino, sem implicar vínculo biológico; o termo ὥρα (hṓra) enfatiza o momento designado do plano divino, reforçando a atuação autônoma e ontológica do Mashiach.
📌 Análise Textual e Bíblico-Teológico:
A atribuição “mãe” e “filho” no versículo não é pronunciada pelo mestre Yeshuah HaMashiach, mas relatada pelo narrador João como função espiritual e relacional. Isso evidencia que Maria e o discípulo pertencem à mesma ordem humana adâmica formada do pó da terra, enquanto o Mashiach permanece totalmente fora dessa esfera, atuando como agente ontológico e revelacional. O Mashiach reconhece funcionalmente a relação de mãe e filho entre Maria e o discípulo, mas não cria vínculo biológico ou familiar com nenhum dos dois. A expressão γύναι (“mulher”) usada pelo Mashiach demonstra respeito e formalidade, sem qualquer familiaridade biológica, deixando clara a completa separação entre Sua Origem e Natureza pertencentes à Ordem Superior, Celestial e Divina, em contraste com a esfera humana adâmica de Maria. Essa passagem confirma que vínculos funcionais e de cuidado espiritual entre humanos adâmicos, não substituem a Origem Ontológica do Mashiach, nem condicionam sua Missão Celestial e Divina.
O texto evidencia ainda que qualquer responsabilidade ou cuidado espiritual iniciado pelo Mashiach não o inclui, mostrando sua autonomia e supremacia da Ordem Superior, Celestial e Divina sobre os vínculos humanos adâmicos. A construção revela de forma inequívoca que relações humanas adâmicas são reconhecidas e atribuídas funcionalmente, mas a Origem Ontológica e a ação do Mashiach permanecem totalmente separadas da ordem terrena adâmica formada do pó da terra.
Nos momentos finais antes de entregar Seu Espírito ao Pai, o Mestre Yeshuah HaMashiach realiza um ato profundamente revelacional: o Mashiach transfere funcionalmente a responsabilidade de Maria, que até então estava sob Sua proteção direta, para o discípulo amado. Esse gesto evidencia de forma clara que Maria não é mãe biológica do Mashiach, pois nenhum vínculo biológico humano permitiria que o “posto de mãe” fosse delegado a outra pessoa.
O Mashiach, portanto, demonstra que Suas relações com os humanos da esfera adâmica, são estritamente funcionais e espirituais, Não-biológicas, reafirmando Sua total separação ontológica da ordem humana adâmica, formada do pó da terra. O Mashiach estabelece uma relação de cuidado e responsabilidade dentro da esfera humana adâmica, mas permanece definitivamente fora dela, sem qualquer dependência de vínculos familiares e laços biológicos. Assim, a transferência da tutela de Maria para o discípulo constitui uma evidência direta da Sua natureza não-adâmica, mostrando que o Mashiach respeita e interage com humanos adâmicos de forma funcional, e ao mesmo tempo deixa de forma explícita que a Sua Origem, Natureza e Missão, procedem exclusivamente à Esfera da Ordem Superior, Celestial e Divina.
➡️ Conclusão Ontológica-Corporal:
O versículo reafirma que o Mestre Yeshuah HaMashiach possui um corpo físico real, em forma de homem pertencente à Ordem Superior, Celestial e Divina, sem qualquer vínculo com a esfera humana adâmica formada do pó da terra. Tanto Sua ação quanto Sua Missão estão totalmente subordinadas à Autoridade e Propósito Celestial e Divino, e não a laços familiares ou normas humanas adâmicas. Ao dizer a Maria “Mulher, este é teu filho” e ao discípulo “Esta é a tua mãe” (João 19:26–27 NVT), o Mashiach estabelece que Maria assume a função de tutora e guardiã funcional do discípulo dentro da esfera humana adâmica, evidenciando que ela não é mãe biológica do Mashiach. A atribuição de “mãe” e “filho”, como narrado por João (em relação a Maria e ao discípulo), evidencia que a Natureza e a Origem Corporal Física Real do Mashiach pertencem exclusivamente à Ordem Superior, Celestial e Divina, e que quaisquer vínculos entre humanos adâmicos, permanecem estritamente funcionais, subordinados à Esfera Celestial e Divina — confirmando, assim, a supremacia da Ordem Superior, Celestial e Divina sobre todos os vínculos humanos adâmicos.
7.3) Versículos de Apoio (Mateus 12:46–50 / Lucas 2:48–50; 11:27–28)
Nos evangelhos, observamos que o Mestre Yeshuah HaMashiach mantém clara a distinção entre a esfera humana adâmica e Sua própria ontologia da Ordem Superior, Celestial e Divina, demonstrando que Sua autonomia e a prioridade de Sua Missão Divina se sobrepõem a todos os vínculos familiares.
Mateus 12:46–50 (ARC):
“E, falando ele ainda à multidão, eis que estavam fora sua mãe e seus irmãos, pretendendo falar-lhe. E disse-lhe alguém: Eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te. Porém ele, respondendo, disse ao que lhe falara: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos? E, estendendo a mão para os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos; porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai, que está nos céus, este é meu irmão, e irmã, e mãe.” (Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida - ARC)
Em (Mateus 12:46–50), quando a Maria e seus filhos se aproximaram para falar com o Mestre Yeshuah HaMashiach,o texto registra que o “Ele” declarou: “Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos? E, estendendo a mão para os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos; porque qualquer que fizer a vontade de meu Pai, que está nos céus, este é meu irmão, e irmã, e mãe.” Este episódio evidencia, de forma explícita, que o Mestre Yeshuah HaMashiach Não-prioriza vínculos biológicos e familiares adâmicos, ao contrário, “Ele” redefine a proximidade com base na obediência à Vontade do Pai Celestial, estabelecendo uma relação fundamentada na submissão espiritual à mesma Autoridade Superior. Assim, a proximidade com o Mashiach Não é determinada por origem biológica, mas pelo reconhecimento da Autoridade da Ordem Superior e pela participação em Sua Missão Celestial e Divina.
Lucas 2:48–50 (ARC):
“E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?” (Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida - ARC)
Em (Lucas 2:48–50), ao ser encontrado no Templo, o Mestre Yeshuah HaMashiach responde aos tutores/guardiões que O procuravam: “Por que é que me procuráveis? Não sabeis que convém tratar dos negócios de Meu Pai?” (ARC) nesse texto novamente fica claro que tanto Sua Missão, quanto Sua Origem e Natureza Intrínseca procedem da Ordem Superior, Celestial e Divina, permanecendo totalmente separados da esfera humana adâmica de Seus tutores/guardiões terrenos — José e Maria — pois o Mashiach Não os reconhece como “pai e mãe” — evidenciando que o Mashiach Não-possui vínculo algum biológico com eles. Ao mesmo tempo, reafirma que que Sua prioridade é cumprir a Missão Divina do Eterno Pai Celestial (Elohim) e Não se submeter a vínculos humanos adâmicos, ainda que atue de forma obediente e respeitosa dentro da esfera funcional humana adâmica.
Lucas 2:48–50 (ARC):
“E aconteceu que, dizendo ele essas coisas, uma mulher dentre a multidão, levantando a voz, lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste! Mas ele disse: Antes, bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.” (Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida - ARC)
Em (Lucas 11:27–28), uma mulher exclama: “Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste!”, o Mestre Yeshuah Hamashiach responde: “Antes, bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus [Elohim] e a guardam.” Neste caso, o Mashiach corrige a compreensão humana adâmica, mostrando que a verdadeira filiação ou maternidade espiritual não depende do vínculo biológico, mas da escuta e obediência à Palavra de Elohim, vinculando a relação ao plano funcional e espiritual, e não à ordem humana adâmica.
Em todos esses textos, percebemos um padrão consistente: o Mestre Yeshuah HaMashiach respeita e interage com os humanos da esfera adâmica, mas tanto Sua Missão, quanto a Sua Origem e Natureza, isto é, o Seu corpo físico real, em forma de homem, procedem exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina, permanecendo totalmente separado da esfera humana adâmica, isto é, “separado dos pecadores” — conforme declaram expressamente as Escrituras Sagradas: (κεχωρισμένος ἀπὸ τῶν ἁμαρτωλῶν - kechōrisménos apò tōn hamartōlōn) “tendo sido separado dos pecadores” (Hebreus 7:26). Assim, as relações do Mashiach com os humanos adâmicos, formados do pó da terra, permanecem sempre subordinadas à Autoridade Celestial e Divina, sendo de natureza espiritual e funcional, jamais biológica, evidenciando assim a separação ontológica do Mashiach em relação à ordem humana adâmica. A mesma dinâmica observada em (João 2:4 e João 19:26–27) se confirma: o Mashiach reconhece os humanos adâmicos dentro de sua esfera funcional, sem se incluir na ordem adâmica, reafirmando de forma inequívoca que Seu corpo físico real, em forma de homem, definitivamente Não-possui vínculo algum com a ordem humana adâmica, pois Sua Origem e Natureza procedem exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina.
8. Versículos Adicionais de Apoio:
1.) João 1:1
“No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus e a Palavra era Deus.” (Bíblia Sagrada - Nova Versão Internacional - NVI)
A Palavra (O Verbo) existia desde o princípio, plenamente Divino, mostrando que o Mashiach possui procedência Celestial e Divina, Não-derivada da ordem adâmica formada do pó da terra. Sua realidade ontológica é Eterna e independente da criação terrestre, evidenciando a Sua Natureza e Origem Superior, Celestial e Divina antes da manifestação física.
2.) João 1:2
“Aquele que é a Palavra estava com Deus no princípio.”
(Bíblia Sagrada - Nova Versão Internacional - NVI)
A Palavra (O Verbo) estava com Deus (Elohim) desde o princípio, confirmando que existência do Mashiach é Eterna e Não-derivada da criação humana adâmica formada do pó da terra. o Mashiach já possuía realidade Ontológica Própria da Ordem Superior, reafirmando Sua procedência da Esfera Celestial e Divina, antes mesmo de assumir forma corporal física real, em forma de homem.
3.) João 1:3
“Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.”
(Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida - ARC)
O texto declara que absolutamente “tudo o que foi criado, veio à existência por meio do Mashiach”, estabelecendo Sua autoridade e poder sobre toda a realidade criada. O Mashiach Não é apresentado como parte da criação — isto é, Não como um ser cuja existência tenha começado no tempo, nem como alguém inserido na ordem do que foi criado, mas absolutamente distinto da categoria dos seres produzidos pela criação — mas como o Agente eterno por meio de quem toda a criação passou a existir. Antes mesmo de Sua manifestação corporal física real em forma de homem, o Mashiach já exercia função ativa na origem de todas as coisas. Assim, Sua procedência ontológica, jamais pertenceu à ordem criada nem à esfera humana adâmica, formada do pó da terra, ao contrário, Sua Existência e Natureza Ontológica procedem exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina.
4.) João 1:14
“E o Verbo [Palavra] se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida - ARC) [Grifo feito pelo Autor do estudo para um melhor entendimento]
As Escrituras Sagradas da Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebriaco / Novo Testamento Grego) afirmam que o Mashiach possui a Glória do Pai em Sua própria manifestação corporal. Isso é ontologicamente impossível para um corpo adâmico formado do pó da terra. Portanto, o corpo físico e a “carne” assumida pelo Mestre Yeshuah HaMashiach “Logos” (O Verbo / A Palavra) pertence à Ordem Superior, Celestial e Divina, preparada para conter, revelar e sustentar a Glória de Elohim. A encarnação não rebaixa o “Logos” (O Verbo / A Palavra) à condição humana adâmica, mas sim introduz no mundo um corpo físico real, em forma de homem, procedendo da Ordem Superior, Celestial e Divina, e sendo plenamente compatível ontologicamente com a Glória do Eterno Pai Celestial (Elohim).
5.) Colossenses 1:15
“o qual é imagem [visível] do Deus invisível, o primogênito de toda a criação;”
(Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida - ARC) [Grifos feito pelo Autor do estudo para melhor entendimento]
As Escrituras Sagradas da Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebraica / Novo Testamento Grego) afirmam que o Mashiach é a (εἰκὼν – eikōn) “Imagem do Elohim invisível”, isto é, a manifestação visível e perfeita Daquele que é invisível. Tal declaração ultrapassa completamente a condição adâmica, pois nenhum ser formado do pó da terra pode revelar plenamente a Essência do Elohim invisível.
Ao chamar o Mashiach de “primogênito de toda a criação” (πρωτότοκος πάσης κτίσεως – prōtótokos pásēs ktíseōs), o texto estabelece Sua Supremacia e Autoridade sobre tudo o que foi criado desde o princípio. Assim, (Colossenses 1:15) reafirma que o Mestre Yeshuah HaMashiach procede exclusivamente e ontologicamente da Ordem Superior, Celestial e Divina, e definitivamente Não-pertence à esfera humana adâmica, formada do pó da terra.
6.) Hebreus 1:3
“O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da Majestade, nas alturas” (Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida - ARC)
O Filho é o resplendor da “Glória de Elohim” expressando absolutamente a “Imagem de Elohim”, sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder. Ao fazer por Si mesmo a purificação dos nossos pecados, o Mestre Yeshuah HaMashiach demonstra que somente um corpo físico real da Ordem Superior, Celestial e Divina possui Autoridade e capacidade para realizar a Redenção Expiatória real e eficaz — algo impossível para qualquer ser humano adâmico, formado do pó da terra, conforme afirma (Salmos 49:7–8), “que nenhuma pessoa pode redimir outra”. Essa ação evidencia que o corpo físico real, em forma homem do Mestre Yeshuah HaMashiach, jamais poderia proceder da ordem humana adâmica, ao contrário, o Mashiach procede absolutamente da Esfera Superior, Celestial e Divina, reafirmando Sua Soberania e Exclusividade na Redenção Expiatória.
7.) Hebreus 1:4
“pois é muito superior aos anjos, e o nome que herdou também é superior ao deles.” (Bíblia Sagrada - Nova Versão Internacional - NVI)
(Hebreus 1:4) declara que o Mestre Yeshuah Hamashiach “tendo-se tornado superior aos anjos, herdou um Nome mais excelente do que eles”; isto é, o Mashiach. Ainda que o versículo trate da exaltação manifestada após a obra redentora, a superioridade afirmada não é compatível com a condição de um mero humano comum adâmico. Na estrutura das Escrituras Sagradas, os anjos pertencem à esfera celestial e são superiores à humanidade adâmica; portanto, a afirmação de que o Mashiach ocupa posição acima deles implica distinção de ordem ontologica. Assim, mesmo que a ontologia não seja explicitamente definida no versículo, o encadeamento lógico-teológico conduz à conclusão de que Sua Identidade e Natureza Intrínseca, Não se enquadra na categoria dos seres humanos formados do pó da terra, mas transcende absolutamente a esfera humana adâmica comum.
📝Nota Explicativa – O Nome que o Mashiach herdou (Nome Superior) (Hebreus 1:4)
O versículo de (Hebreus 1:4) afirma que o Mashiach herdou um nome superior ao dos anjos, indicando autoridade, dignidade e soberania únicas. Esse nome é YESHUAH (ישועה), revelado pelo profeta Isaías como a própria Personificação da SALVAÇÃO:
“Nunca mais se ouvirá de violência na tua terra, de desolação ou destruição nos teus termos; mas aos teus muros chamarás SALVAÇÃO [ישועה/Yeshuah], e às tuas portas louvor.” (Isaías 60:18 - Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida - ARC)
“Naquele dia, se cantará este cântico na terra de Judá: Uma cidade forte temos! SALVAÇÃO [ישועה/Yeshuah] lhe tem posto por muro e antemuro!” (Isaías 26:1 - Bíblia Textual BTX)
O profeta Isaías apresenta “ישועה/Yeshuah” como pessoa, não como conceito ou abstração, mas sim como a personificação da própria SALVAÇÃO (ישועה/Yeshuah). O Nome do Mashiach revelado em (Isaías 60:18; 26:1) contém o Yod (י) no início e o He (ה) no final de Seu Nome, as letras Yod (י) e o He (ה) formam YAH (יה), o Nome Divino do Eterno, demonstrando que o Mashiach carrega a presença e autoridade do Soberano YHWH. Essa conexão confirma-se com o Talmud: “O Mundo Presente (עולם הזה / Olam HaZeh) é associado à letra He (ה) — representando o mundo físico e visível que subsiste sob a autoridade de Elohim; O Mundo Vindouro (עולם הבא / Olam HaBa) é associado à letra Yod (י) — representando a realidade espiritual e eterna que se mantém como desígnio divino.” (Talmud — Menachot 29b); Isso mostra que, se o corpo físico real do Mashiach, em forma de homem, pertence à Ordem Superior, Celestial e Divina, o Seu Nome também precisa refletir essa mesma Origem e Natureza.
As Escrituras Sagradas do Tanakh, em (Zacarias 14:9) afirma que, no dia da manifestação plena do Reino, YHWH será um e Seu nome será um — “E o SENHOR [YHWH] será rei sobre toda a terra; naquele dia haverá um SENHOR [YHWH], e seu nome será um.” (Bíblia Sagrada - King James Fiel 1611) - [Grifos feito pelo Autor do estudo para melhor entendimento]. Isso implica que uma manifestação real da Presença e Autoridade de YHWH — isto é, o Mashiach encarnado na Terra — precisa carregar o Nome do Pai, porque a unidade do Nome está intrinsecamente ligada à Autoridade e à Identidade Divina.
Em (Jeremias 23:5-6) as Escrituras Sagradas anunciam a vinda de um “Rei Justo” da linhagem de Davi: — “Eis que vêm dias, diz YHWH, em que levantarei a Davi um Renovo Justo… e este será o Seu Nome com que o chamarão: YHWH é a nossa justiça (יְהוָה צִדְקֵנוּ / YHWH Tzidkenu).” [Tradução Literal do Hebraico] — O versículo mostra que o Mashiach Não é um humano comum formado do pó da terra da ordem adâmica, mas cuja Justiça, Poder Salvador e Seu Nome provêm diretamente do Soberano YHWH. Ao carregar o Nome do Eterno, ação e missão na terra do Mashiach procedem da Ordem Superior, Celestial e Divina, e Não da esfera humana adâmica. Assim, o Seu corpo físico real, em forma de homem, cuja Identidade, Salvação e o Seu Nome permanecem intrinsecamente ligadas à Autoridade e Justiça do Soberano YHWH, garantindo que a redenção venha de um fonte da Ordem Superior, Celestial e Divina, e Não da ordem humana adâmica formada do pó da terra.
Portanto, o Mashiach Não-poderia ter um nome qualquer, tampouco um nome humano comum, pois o Mashiach é Superior aos anjos e Seu Nome também é (Hebreus 1:4); assim sendo, o Seu Nome precisa incorporar ontologicamente o Nome do Soberano YHWH (יהוה). Essa realidade é plenamente evidente no Nome “ישועה/Yeshuah”, onde o Yod (י) e o He (ה) do Nome do Eterno Pai Celestial YAH (יה) estão contidos em Seu Nome, revelando que o Mestre Yeshuah HaMashiach Não poderia possuir um Nome de origem adâmica formada do pó da terra, mas antes, Seu Nome procede absolutamente da Ordem Superior, Celestial e Divina, manifestando toda a Plenitude, Presença e Autoridade do Soberano YHWH na Terra.
A declaração “porque o Meu Nome está nele (שְׁמִי בְּקִרְבּוֹ)” em (Êxodo 23:21), refere-se ao Mashiach, a figura enviada à frente do povo, na qual o próprio Soberano YHWH afirma habitar o Seu Nome no Mashiach. O hebraico não indica delegação, representação ou autoridade concedida externamente, mas definitivamente interioridade ontológica do Nome do Soberano YHWH. Isso significa que o Mashiach carrega o Nome do Eterno como parte constitutiva de Sua Identidade, em seu Ser, e não como um título funcional. Essa revelação se harmoniza com Isaías (Isaías 60:18; 26:1), que apresenta a Salvação como realidade personificada — (ישועה/Yeshuah) — cujo próprio Nome contém o Yod (י) no início e o He (ה) no final, formando YAH (יה), assim, temos o Nome do Eterno Pai Celestial incorporado ontologicamente no Nome do Mashiach (ישועה/Yeshuah - Salvação). O texto de (Jeremias 23:5-6) confirma essa mesma realidade ao identificar o Renovo davídico pelo Nome Divino — “YHWH é a nossa justiça (יְהוָה צִדְקֵנוּ / YHWH Tzidkenu)”. Assim sendo, o Mashiach não pode possuir um nome de origem humana adâmica formada do pó da terra, nem sequer um nome de ordem angelical, pois o Nome do Mashiach “está acima de todo nome” (Filipenses 2:9), indicando que o Nome — ישועה/Yeshuah — procede absolutamente da Ordem Superior, Celestial e Divina, na qual o Nome do Soberano YHWH habita de forma intrínseca no Ser do Mashiach.
Portanto, afirmar que o Mashiach manifesta a autoridade intrínseca e ontológica do Soberano YHWH é coerente com o encadeamento escritural apresentado. O Nome que o Mestre Yeshuah HaMashiach herdou definitivamente Não é externo, emprestado ou representativo apenas; é expressão absoluta da Plenitude, Presença e Autoridade Eterna do próprio Soberano YHWH.
📌Futuramente será desenvolvido um estudo detalhado sobre o Nome do Mashiach, conforme revelado pelos profetas Zacarías (“YHWH Tzidkenu”) e Isaías (“ישועה/Yeshuah”) entre outros, abordando seu significado, composição hebraica, conexão com o Nome Divino YAH (יה), implicações ontológicas e da Sua procedência. Este estudo também considerará tradições rabínicas correlatas — como a reflexão do Talmud (Tratado Menachot 29b) sobre as letras Yod (י) e He (ה) e sua relação com a criação e os “dois mundos” (Olam HaZeh / Olam HaBa) — para aprofundar a relação entre o Nome do Mashiach e a manifestação de Sua forma corporal física real, em forma de homem.
8.) Hebreus 1:5
“E ao introduzir o Primogênito no mundo, outra vez diz: E todos os anjos de Deus o adorem.”
(Bíblia Sagrada - Almeida Século 21 - A21)
O texto declara: “καὶ προσκυνησάτωσαν αὐτῷ πάντες ἄγγελοι Θεοῦ” — “e todos os anjos de Deus O adorem”. O verbo προσκυνησάτωσαν (proskynēsátōsan) indica Adoração Reverente, ato prestado somente Àquele que possui dignidade e Ontologia Divina. O título Πρωτότοκος (Primogênito) Não expressa criação, mas posição suprema e preeminência. Se todos os anjos são convocados a adorá-Lo, então o Mashiach absolutamente Não-pertence à ordem angelical, e tampouco pertence à ordem humana adâmica formada do pó da terra. A adoração celestial confirma Sua Superioridade Ontológica e revela que o corpo físico real em forma de homem do Mestre Yeshuah HaMashiach, procede exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina. Assim, a Presença e Autoridade de Elohim não apenas O acompanham, mas se manifestam no Mashiach de modo constitutivo, acima de toda criatura formada do pó da terra.
9.) Hebreus 1:8–9
“Mas sobre o Filho diz: O teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos, e o cetro do teu reino é cetro de equidade. Amaste a justiça e odiaste o pecado; por isso Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros;” (Bíblia Sagrada - Almeida Século 21 - A21)
O versículo afirma que o próprio Elohim proclama o Mashiach por duas vezes como (ὁ Θεός - ho Theós) — “Ó Deus” (Elohim) — confirmando Sua Natureza Ontologicamente Celestial e Divina, distinta de todos os seres criados (incluindo os humanos adâmicos formados do pó da terra. O trono eterno (ὁ θρόνος σου, ho thrónos sou) e o cetro de equidade (ῥάβδος εὐθύτητος, rhábdos euthýtētos) reforçam Sua Autoridade Eterna da Ordem Superior. A expressão “ἔχρισέν σε ὁ Θεὸς ὁ Θεός σου” — “Deus, o teu Deus te ungiu” — confirma que a missão de justiça e Salvação do Mashiach, Não-procede da ordem adâmica formada do pó da terra, estabelecendo assim, que o Mashiach procede da Ordem Superior, Celestial e Divina, assegurando que toda Sua ação Redentiva Expiatória e Autoridade Intrínseca e Ontológica procedam diretamente do Eterno e Soberano YHWH.
📌 Veja o comentário completo no tópico 4 do nosso estudo, em “comentário bíblico-teológico”.
10.) João 16:28
“Saí do Pai e vim ao mundo; outra vez, deixo o mundo e vou para o Pai.”
(Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida - ARC)
A Escritura Sagrada confirma que o Mestre Yeshuah HaMashiach “saí do Pai”, isto é, deixou Sua morada Celestial e Divina, literalmente desceu do Céu para assumir um corpo físico real, em forma de homem, preparado pelo próprio Elohim, a fim de habitar entre os humano adâmicos formados do pó da terra, mantendo Sua Natureza e Origem Celestial e Divina plenamente intacta. Mesmo operando entre humanos da ordem adâmica, a Natureza e Origem do Mashiach permanecem da Ordem Superior, Celestial e Divina, evidenciando que Sua presença e ação no mundo é absolutamente distinta da ordem adâmica humana formada do pó da terra, entretanto o Mashiach manifesta uma realidade corporal física real, que procede exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina.
11.) Atos 3:15
“Vocês mataram o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os mortos, do que nós somos testemunhas.” (Bíblia Sagrada - Nova Almeida Atualizada - NAA)
O Mashiach é chamado ἀρχηγός ζωῆς (arkhēgós zōēs) — Autor e Fonte da Vida — indicando que Sua existência e poder vital Não-derivam da ordem adâmica formada do pó da terra. Sua existência, essência e autoridade procedem intrinsecamente de Elohim, constituindo Sua identidade ontológica. O Mashiach é Aquele que é a fonte incriada e sustentadora de toda a existência (ἀρχηγός - arkhēgós). Ontologicamente, o Mestre Yeshuah HaMashiach Não-apenas "tem" vida, o Mashiach é a próprio “Vida”, o que torna Sua morte um ato de esvaziamento voluntário e Sua ressurreição uma necessidade intrínseca de Sua Natureza Celestial e Divina. O testemunho apostólico confirma que o Mestre Yeshuah HaMashiach transcende toda criatura, sendo fonte de vida eterna e manifestação plena do Ser Divino e manifestando na Terra toda a Plenitude, Presença, Autoridade e Essência do Soberano YHWH.
12.) Mateus 19:4
📜 Texto Grego (Textus Receptus — Stephanus / Scrivener):
ὁ δὲ ἀποκριθεὶς εἶπεν αὐτοῖς· Οὐκ ἀνέγνωτε, ὅτι ὁ ποιήσας ἀπ’ ἀρχῆς ἄρσεν καὶ θῆλυ ἐποίησεν αὐτούς;
🔤 Transliteração:
Ho dè apokritheìs eîpen autoîs: Ouk anégnōte, hóti ho poiḗsas ap’ archês ársen kaì thḗlu epoiēsen autoús?
📖 Tradução Literal:
“E ele, respondendo, disse-lhes: Não lestes que aquele que fez desde o princípio os fez macho e fêmea?”
Traduções em português:
“E ele, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido, que Aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez,”
(Bíblia Sagrada - King James Fiel 1611)
O versículo evidencia que o Mestre Yeshuah Mashiach, ao falar de Si mesmo na terceira pessoa, como (ὁ ποιήσας ho poiḗsas) “Aquele que fez”, identifica-se claramente como o Autor da criação, conferindo Autoridade e Natureza Ontológica Divina à Sua ação. No grego, a construção com o artigo definido ὁ (ho) + particípio ativo (ποιήσας / poiḗsas) funciona como um marcador de identidade e de ação deliberada: indica que se trata de um agente específico e plenamente responsável pelo “ato de criar”, não de forma impessoal ou genérica, e é um recurso que frequentemente se encontra quando a própria pessoa se “refere a si mesma em terceira pessoa” para enfatizar autoridade e soberania. Essa escolha gramatical reforça que a criação é do próprio agente celestial, isto é, o próprio Mashiach, atuando com pleno domínio e soberania. Ao afirmar que “Ele, Mashiach” fez o “macho e fêmea” (ἄρσεν καὶ θῆλυ / ársen kaì thḗly) no princípio, o texto sublinha que a criação é exclusiva, intencional, ordenada e perfeita, evidenciando que ação e palavra do Mashiach, procedem da Sua própria Natureza Celestial e Divina.
Ao usar as palavras “Aquele que” (ὁ ποιήσας / ho poiḗsas), o Mestre Yeshuah Mashiach revela que “Ele” se colocou como presente e ativo no princípio, assumindo plenamente o papel de Criador, Autor da Vida e Sustentador da toda realidade, conforme confirma o Apóstolo Paulo: “[...] o Autor da vida” (Atos 3:15), estabelecendo de maneira absoluta a Natureza da Ordem, Celestial e Divina do Mashiach e sendo plenamente soberano sobre toda a criação, estabelecendo Sua autoridade e presença ontológica como agente Divino e Eterno, sendo o Mestre Yeshuah HaMashiach o Sustentador de todas as coisas (Colossenses 1:16).
13.) Números 23:19
📜 Texto hebraico (Massorético):
לֹא אִישׁ אֵל וִיכַזֵּב וּבֶן־אָדָם וְיִתְנֶחָם הֲהוּא אָמַר וְלֹא יַעֲשֶׂה וְדִבֶּר וְלֹא יְקִימֶנָּה
🔤 Transliteração:
Lo ’ish ’El vi·khazzév u·ven-’adam ve·yitnaḥém ha·hu’ ’amár ve·lo ya‘aséh ve·dibér ve·lo yeqiménnah
📖 Tradução Literal:
“Elohim não é homem (אִישׁ), para mentir, nem filho de Adão (אָדָם), para se arrepender; acaso Ele diria e não faria? Ou falaria e não confirmaria a Sua palavra?”
Traduções em português:
“Deus não é homem [(’ish) - homem adâmico formado do pó da terra], para que minta; nem filho de homem [ Filho de (אָדָם) Adam/Adão - ser humano adâmico formado do pó da terra] , para que se arrependa; porventura, diria ele e não o faria? Ou falaria e não o confirmaria?” (Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida - ARC) [Grifo feito pelo Autor do estudo para um melhor entendimento]
“Deus não é um ser humano para que minta ou mude de opinião. Por acaso ele não faz o que diz, ou não cumpre o que promete?” (Bíblia Versão Fácil de Ler - VFL) - [Grifo feito pelo autor do estudo para um melhor entendimento]
As Escrituras Sagradas em (Números 23:19) afirmam: “Deus não é um ser humano para que minta ou mude de opinião” (VFL). No texto hebraico, אִישׁ (’ish) designa o homem humano comum enquanto indivíduo, literal e masculino, formado do pó da terra, enquanto בֶּן־אָדָם (ben-adam) enfatiza a descendência e condição adâmica, isto é, um ser humano comum derivado de Adão, ambos são humanos adâmicos formados do pó da terra. Isso fica evidente e claro através da tradução da — Bíblia Versão Fácil de Ler (VFL) — “Deus não é um ser humano para que minta ou mude de opinião. Por acaso Ele não faz o que diz, ou não cumpre o que promete?” — A linguagem evidencia que a Natureza de Deus [Elohim] e Suas ações permanecem da Ordem Superior e Divina, totalmente distintas da condição humana adâmica formada do pó da terra.
Assim, é estabelecido que qualquer Manifestação Divina Não-pode proceder da ordem humana adâmica formada do pó da terra, pois a ordem humana adâmica está sempre sujeita a falsidade, vulnerável a mentiras, enganos e mudanças de intenção, contudo, as Escrituras Sagradas afirmam que o Mestre Yeshuah HaMashiach jamais “cometeu pecado algum, nem na Sua boca se achou engano e mentira” (1 Pedro 2:22), evidenciando que o corpo físico real do Mestre Yeshuah HaMashiach é da Ordem Superior, Celestial e Divina; caso contrário, o Mashiach teria cometido pecado, engano e mentira como qualquer humano adâmico formado do pó da terra, pois “Na verdade, não há homem justo sobre a terra, que faça bem e nunca peque” (Eclesiastes 7:20 ARC).
14.) João 8:58
“Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou.”
(Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida - ARC)
“Jesus afirmou-lhes: «Fiquem sabendo que, antes de Abraão nascer, já eu era aquele que sou.» (Bíblia Sagrada - A Bíblia para Todos Edição Comum - BPT09)
“Disse lhes Yeshua: Verdadeiramente, verdadeiramente eu lhes digo que, antes que Avraham existisse, eu era,”
(Peshitta - O Novo Testamento Aramaico - por Tsadok Ben Derech )
Texto Hebraico - João 8:58 (Bíblia Hebraica “Hebrew Bible” using Ginsburg edition of the Bomberg/ben Chayyim Masoretic Old Testament and the Franz Delitzsch translation of the New Testament - TBS - 1966):
📜 Texto hebraico:
וַיֹּאמֶר לָהֶם יֵשׁוּעַ אֱמֶת אֱמֶת אֲנִי אוֹמֵר לָכֶם בְּטֶרֶם הָיֹות אַבְרָהָם אֲנִי הוּא׃
Transliteração:
Vayomer lahem Yeshua: Emet emet, ani omer lachem Beterem hayot Avraham, ani hu.
Tradução Literal do Hebraico:
“E disse a eles Yeshua: ‘Em verdade, em verdade eu digo a vocês, antes que Abraão existisse, Eu Sou Ele”
Esse texto da Escritura Sagrada revela em um nível ainda mais elevado, sobre a origem da essência intrínseca e da natureza ontológica do Mashiach. Ao declarar “antes que Abraão existisse, Eu Sou/Eu Era/Eu Sou Ele” (“ego eimi” no grego; “ana itai” no aramaico; e “Ani Hu” no hebraico), o Mestre Yeshuah HaMashiach não apenas afirma anterioridade temporal, mas se identifica com uma forma de existência intrínseca e uma natureza ontologicamente contínua, não condicionada pelo tempo; isto é, o Mashiach é Atemporal e Eterno. Abraão representa o início histórico do povo crente, enquanto Adão representa o início da humanidade; ao se posicionar antes de ambos, o Mashiach se exclui da linhagem humana adâmica (formada do pó da terra). O Mashiach não tem Sua origem na história criada; o Mashiach entra na história, do Alto para baixo, do céu para a terra, do Plano Superior, Celestial e Divino para o plano material (terreno e físico).
Para ler e baixar nosso estudo completo sobre a expressão em hebraico “Ani Hu” (Eu Sou Ele), acesse: https://archive.org/details/significado-da-expressao-eu-sou-ele-ani-hu-ena-na-ego-eimi-i-am-he-ik-ben-het
ou https://yeshuahamashiachyhwh.wordpress.com/2025/03/31/o-proposito-e-significado-da-expressao-eu-sou-ele-ani-hu-ena-na-ego-eimi-ego-sum-i-am-he
15.) João 17:5
“E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.”
Essa mesma lógica é aprofundada quando o Mashiach fala de Sua Glória Preexistente em (João 17:5). Ali, o Mestre Yeshuah HaMashiach reivindica a Glória que lhe pertencia “antes que o mundo existisse”, anterior a Sua manifestação e entrada do alto (céu) pra baixo, nesse plano terreno e material. Tal afirmação não se encaixa em uma linhagem adâmica (formada do pó da terra), pois o mundo, inclusive Adão — já pertence a essa ordem criada. O Mestre Yeshuah HaMashiach se revela como Aquele que antecede a criação da ordem humana adâmica formada do pó da terra, estando totalmente excluído desse plano criado, material e terreno; isto é, o Mashiach procede exclusivamente da Esfera Superior, Celestial e Divina, diretamente de Elohim (João 1:14 / Atos 20:28 / 1 Timóteo 3:16 - Textus Receptus / ACF / BKJ / KJA / NVA)
16.) 🔴 TEXTO EXPLÍCITO — Hebreus 7:16
📜 Texto Grego (Stephanus Textus Receptus 1550 / Scrivener’s Textus Receptus 1894):
ὃς οὐ κατὰ νόμον ἐντολῆς σαρκικῆς γέγονεν, ἀλλὰ κατὰ δύναμιν ζωῆς ἀκαταλύτου
🔤 Transliteração:
hos ou katà nómon entolês sarkikês gégonen, allà katà dýnamin zōês akatalýtou
📖 Tradução Literal:
“O qual não se tornou [sacerdote] segundo a lei de mandamento carnal, mas segundo o poder de uma vida indissolúvel.”
Tradução em Português:
“Este não foi feito sacerdote em conformidade com a lei sobre a linhagem física [descendência biológica humana adâmica formada do pó da terra] dos sacerdotes à maneira de Levi, mas pelo poder da sua vida imortal [ontologia que procede exclusivamente da ordem superior, celestial e divina, vida indissolúvel e eterna].” (Bíblia Sagrada - A Bíblia para Todos Edição Comum - BPT09) [Grifos feito pelo Autor do estudo para melhor entendimento]
🧠 Observação Ontológico-Corporal:
οὐ κατὰ νόμον ἐντολῆς σαρκικῆς
“não segundo lei de mandamento carnal”
νόμος = norma legal, princípio regulador estabelecido
ἐντολή = mandamento formalmente instituído
σαρκική = relativo à carne (esfera carnal, natural, humana, adâmica, linhegem hereditária — derivado de σάρξ “carne”)
📌 O texto exclui explicitamente que o sacerdócio do Mashiach tenha origem física na ordem carnal regulada por genealogia e linhagem levítica.
Não é baseado em descendência tribal.
Não é baseado em sucessão hereditária.
📌O texto exclui como fundamento constitutivo qualquer princípio regulado por genealogia carnal.
γέγονεν (“se tornou / foi constituído”)
perfeito de γίνομαι
Indica: ação ocorrida com estado resultante permanente
📌 Não é origem por descendência legal carnal, mas condição estabelecida por outra base.
O verbo mostra constituição real, porém não fundamentada na carne.
ἀλλὰ κατὰ δύναμιν
“mas segundo poder”
δύναμις = poder ativo, força eficaz, princípio operante
📌 Contraste direto e estrutural com “mandamento carnal”.
Não segundo norma genealógica.
Mas segundo poder ativo.
ζωῆς ἀκαταλύτου
“vida indissolúvel”
ζωή = vida real, vida em sentido pleno
ἀκατάλυτος = indestrutível, que não pode ser dissolvida, anulada ou destruída
📌 O fundamento não é carne sujeita à dissolução, mas vida que não pode ser destruída.
A carne pertence à esfera da sucessão e da fragilidade. A vida indissolúvel pertence à esfera do que não sofre dissolução.
📌 Estrutura ontológica de contraste do versículo:
➡️ não segundo lei carnal formada do pó da terra
➡️ não segundo mandamento de ordem hereditária adâmica
➡️ não segundo descendência levítica e adâmica
Mas:
➡️ segundo poder absoluto do Mashiach
➡️ segundo vida indestrutível do Mashiach
➡️ segundo princípio ontológico do Mashiach, cuo Sua origem e natureza procedem exclusivamente da ordem superior, celestial e divina, isto é, absolutamente superior à carne adâmica formada do pó da terra
📌 Estrutura ontológica de contraste ontológico do versículo:
Sacerdócio levítico:
➡️ Não segundo lei carnal – não fundamentado em normas legais humanas adâmicas ou regulamentos de sucessão; a lei carnal refere-se à ordem material da carne e linhagem levítica.
➡️ Não segundo mandamento de ordem hereditária – não derivado de genealogia ou transmissão sanguínea; a constituição sacerdotal não depende de descendência humana adâmica formada do pó.
➡️ Não segundo princípio regulado por sucessão – não sujeito à substituição, morte ou continuidade biológica; não segue a cadeia mortal da carne.
Sacerdócio do Mashiach:
➡️ Segundo poder ativo – fundamentado em força operante real, princípio eficaz que não provém da carne; uma dinâmica de autoridade e constituição ontológica independente da ordem carnal.
➡️ Segundo vida indestrutível (ζωῆς ἀκαταλύτου) – vida que não pode ser dissolvida, destruída ou interrompida; extrapolando o grego, refere-se à existência estruturada fora da esfera carnal e mortal.
➡️ Segundo fundamento não sujeito à dissolução – base ontológica que garante permanência, intransmissível, eterna, não dependente de sucessão humana ou da fragilidade da carne.
📌 O sacerdócio levítico depende de regras humanas, linhagem levítica (adâmica) e sucessão mortal. O sacerdócio do Mashiach não depende de descendência nem de carne, mas de poder ativo, vida indestrutível e fundamento eterno. Evidenciando de forma absoluta que o Mestre Yeshuah HaMashiach procede exclusivamente a uma ordem ontológica superior, divina e eterna.
📌 Resumo conceitual ontológico:
O versículo estabelece dois sistemas de constituição radicalmente distintos:
Ordem carnal → regulada por genealogia, mortalidade e sucessão levítica; pertencente à esfera carnal humana adâmica formada do pó da terra.
Ordem do Mashiach → vida indissolúvel, constituição ontológica da ordem superior, não sujeita à morte, transmissão ou dissolução; fundamento exclusivo da Esfera Celestial, Divina e Eterna.
📌 Reforço ontológico contextual imediato (Hebreus 7:15):
O texto declara que surge “outro sacerdote segundo a semelhança de Melquisedeque”.
A palavra utilizada é “ἕτερος” (heteros) — outro de natureza distinta, não é apenas outro da mesma categoria. É outro de ordem ontológica diferente, distinta e superior.
📌 Isso reforça que não há simples substituição funcional dentro da ordem levítica, mas manifestação de sacerdócio pertencente a outra ordem e absolutamente distinta, isto é, mudança de ordem ontológica de origem e da natureza, confirmando que o Mestre Yeshuah HaMashiach procede exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina.
🧾 Exposição Textual:
O versículo afirma que o sacerdócio do Mashiach não se funda em lei carnal, mandamento hereditário ou sucessão levítica, que regulam o sacerdócio humano adâmico. O verbo (γέγονεν - gégonen) – “se tornou / foi constituído” indica constituição real, mas Não-baseada na carne ou na descendência humana adâmica mortal. Ao contrário, o Mashiach é constituído segundo poder ativo que emana da Sua própria naturaza (δύναμις – dýnamis: poder ativo, força eficaz) e vida indissolúvel (ζωῆς ἀκαταλύτου – zōês akatalýtou): “vida indestrutível, que não pode ser dissolvida”, fundamento ontológico eterno e independente da carne.
O contraste mostra dois sistemas: a ordem levítica → limitada, mortal e adâmica formada do pó da terra; e da ordem superior do Mashiach → Indissolúvel, Indestrutível, Celestial, Divina e Eterna. (Hebreus 7:15) reforça que surge “outro sacerdote” (ἕτερος – héteros): “outro de natureza distinta”; isto é, de categoria e ordem distinta, Não-apenas substituição funcional. Isso confirma que o sacerdócio do Mashiach pertence e procede exclusivamente da ordem ontológica Superior, da Esfera Celestial e Divina.
O sacerdócio do Mashiach Não-pertence à descendência levítica humana adâmica carnal, formada do pó da terra; mas antes, o Mashiach procede da Sua própria essência intrínseca e natureza ontológica. A Escritura Sagrada distingue claramente uma mudança estrutural da lei, Não-apenas troca de indivíduos. O sacerdócio do Mashiach revela autoridade, permanência e vida indissolúvel; isto é, atributos exclusivos da Ordem Superior Eterna. Portanto, (Hebreus 7:16) evidencia que o Mashiach Não pertence a ordem da carne humana adâmica; o qual evidencia que o Mestre Yeshuah HaMashiach procede exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina.
17.) 🔴 TEXTO EXPLÍCITO — Hebreus 9:11–12
📜 Texto Grego (Stephanus TR 1550 / Scrivener TR 1894):
Χριστὸς δὲ παραγενόμενος ἀρχιερεὺς τῶν μελλόντων ἀγαθῶν διὰ τῆς μείζονος καὶ τελειοτέρας σκηνῆς, οὐ χειροποιήτου, τοῦτ’ ἔστιν οὐ ταύτης τῆς κτίσεως
οὐδὲ δι’ αἵματος τράγων καὶ μόσχων, διὰ τοῦ ἰδίου αἵματος εἰσῆλθεν ἐφάπαξ εἰς τὰ ἅγια, αἰωνίαν λύτρωσιν εὑράμενος
🔤 Transliteração:
Christòs dè paragenómenos archiereùs tōn mellóntōn agathṓn dià tēs meízonos kaì teleiotéras skēnēs, ou cheiropoiḗtou, toût’ éstin ou taútēs tēs ktíseōs
oudè di’ haímatos trágōn kaì móschōn, dià toû idíou haímatos eisēlthen ephápax eis tà hágia, aiōnían lýtrōsin heuráménos
📖 Tradução Literal:
“Mas Cristo, vindo como sumo sacerdote das coisas boas que estão por vir , por meio da tenda maior e mais perfeita, não feita por mãos, isto é, não desta criação.”
“E não pelo sangue de bodes e bezerros, mas pelo Seu próprio sangue, entrou uma vez nos santos , encontrando redenção eterna.”
Tradução em português:
Mas Cristo, vindo como sumo sacerdote dos bens já presentes, por meio do tabernáculo maior e mais perfeito [“tabernaculou entre nós” - João 1:14], não erguido por mãos humanas [Mas o Santuário… era o Seu próprio Corpo - João 2:21], isto é, não desta criação, e não por meio do sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue [o Sangue Precioso do próprio Elohim - 1 Pedro 1:19 e Atos 20:28], entrou de uma vez por todas no lugar santíssimo e obteve eterna redenção. (Bíblia Sagrada - Almeida Século 21 - A21) [Grifos feito pelo Autor do estudo para melhor entendimento]
🧠 Observação Ontológico-Corporal:
Χριστὸς (Christòs) — “Cristo / Mashiach”
📌 Sujeito ontológico direto do versículo
Nome específico do sujeito que age.
Não é título genérico; refere‑se à pessoa do Mashiach.
➡️ Indica que a ação sacerdotal e redentiva procede d’Ele mesmo, não de instituição humana.
παραγενόμενος (paragenómenos) — “vindo / chegando”
🔤 Particípio aoristo masculino de παραγίνομαι
📌 Entra em cena no mundo da criação terrestre, mas não como parte desta criação.
Expressa chegada real ao mundo, ação temporal, sem alterar a ontologia do sujeito, isto é, do Mashiach.
Marca a transição do Mashiach da esfera celestial e divina para atuar na esfera criada (mundo material/terreno), indicando uma procedência externa, o Mashiach entra nesta realidade terrena vindo de outra esfera.
➡️ Não indica origem adâmica nem pertencimento à criação; apenas sinaliza que o Mashiach se manifestou temporalmente no mundo criado, mantendo Sua ordem superior, celestial e divina.
📌 Observações Lexicais e Ontológicas:
Expressa chegada real ao mundo criado — ação factual e temporal, não simbólica.
Não altera a ontologia do Mashiach — permanece com substância intrínseca e natureza superior, celestial e divina.
Transição da esfera celestial/divina para a esfera criada — o verbo indica atuação no mundo material, mas não origem nem dependência dele.
Não indica origem adâmica nem pertencimento à criação — o Mashiach continua ontologicamente separado da ordem mortal.
Mantém a totalidade da ordem superior — mesmo manifestando-se na criação, sua essência e sacerdócio permanecem celestiais, divinos e eternos.
✅ Síntese: O grego de παραγενόμενος (paragenómenos) “vindo / chegando” — evidencia que a entrada do Mashiach no mundo criado é unicamente temporal e funcional, ou seja, o Mashiach se manifesta para atuar na esfera criada (mundo material terreno). Essa manifestação não altera Sua natureza ontológica. O Mashiach vem atuar no mundo criado, mas seu corpo/tabernáculo, sacerdócio, carne e sangue permanecem da Ordem Superior, Celestial e Divina, definitivamente completamente separado, sem qualquer conexão ou derivação com a linhagem adâmica.
🔹Nota Explicativa: Substância, Natureza e Santidade do Mashiach:
A carne e o sangue do Mashiach pertencem exclusivamente à Ordem Superior, Celestial e Divina; o qual procedem diretamente do próprio Elohim, conforme (1 Timóteo 3:16 - Textus Receptus / ACF / BKJ / KJA / NVA) e (Atos 20:28), revelando que Sua substância essencial e natureza corporal não deriva da ordem humana adâmica. Este corpo físico, pleno e real, em forma de homem, opera ontologicamente a redenção e o sacerdócio celestial, permanecendo completamente separado dos pecadores, em consonância com (Hebreus 7:26), evidenciando a santidade/pureza intrínseca e Sua natureza eterna.
ἀρχιερεὺς τῶν μελλόντων ἀγαθῶν (archiereùs tōn mellóntōn agathṓn) — “sumo sacerdote das coisas boas que hão de vir”
📌 Função ontológica concreta
ἀρχιερεὺς = sumo sacerdote, termo técnico do sacerdócio real, não figura simbólica.
τῶν μελλόντων ἀγαθῶν = domínio sobre aquilo que é futuro e celestial, não terrestre.
➡️ Marca o ofício sacerdotal eterno e eficaz, ligado à ordem superior.
μείζονος καὶ τελειοτέρας (meízonos kaì teleiotéras) — “maior e mais perfeito”
📌 Referência lexical ao “tabernáculo/tenda”
μείζονος = mais grande (superior em magnitude e autoridade).
τελειοτέρας = mais perfeito (completude ontológica).
➡️ aponta para uma realidade de autoridade superior, completa e verdadeira — que o texto contextualiza como o espaço de atuação sacerdotal do Mashiach.
🔤 Comparativo de τελείος (teleíos) = “perfeito, completo, acabado, plenamente formado”
📌 Não apenas “mais eficiente” ou “superior”, mas indica plena completude ontológica, totalidade funcional e suficiência intrínseca.
Lexicalmente, o comparativo τελειοτέρας (teleíos) indica que este tabernáculo é superior a qualquer tabernáculo anterior (ex.: o do sistema levítico), tanto em autoridade, escopo sacrificial quanto em plenitude da eficácia redentiva.
A palavra também carrega nuance de completude ontológica: não é só físico, mas sua perfeição inclui a habilidade de conter a plenitude da divindade e operar a redenção.
σκηνῆς (skēnēs) — “tabernáculo / tenda”
📌 Substantivo feminino singular, genitivo (possessivo / qualificativo)
Refere-se ao espaço ou habitação para a atuação sacerdotal.
No contexto de Hebreus 9:11‑12, não indica uma construção feita por mãos humanas, mas o próprio corpo físico do Mashiach, que é o tabernáculo vivo da própria divindade.
➡️ Serve como espaço de atuação sacrificial e redentiva, totalmente superior à criação terrena.
📌Nota Explicativa Ontológica-Corporal:
O Tabernáculo é o próprio corpo físico real, em forma de homem, do Mestre Yeshuah Mashiach, habitado pela plenitude corporal de Elohim, não derivado da ordem adâmica, não mortal, não criado do pó da terra.
O tabernáculo maior e perfeito de (Hebreus 9:11) não é simbólico, mas corporal e real, correspondendo ao corpo físico do Mashiach, que habita a plenitude de Elohim.
João 1:14 — (Καὶ ὁ λόγος σὰρξ ἐγένετο καὶ ἐσκήνωσεν ἐν ἡμῖν - Kaì ho Lógos sàrx egéneto kaì eskḗnōsen en hēmîn) “E a Palavra se fez carne e tabernaculou [habitou] entre nós”
📌 Isto evidencia, de forma inequívoca, que o Mestre Yeshuah Mashiach se fez carne (encarnou) em forma de homem, e Seu próprio corpo físico é o tabernáculo vivo da divindade, não derivado da ordem criada humana adâmica.
1️⃣ἐσκήνωσεν (eskḗnōsen) — “tabernaculou / habitou”
Forma: particípio ou verbo aoristo de σκηνόω (skēnóō), “fazer tenda, habitar como tenda”.
Sentido ontológico: ação de habitar de modo real e concreto, como uma tenda.
Indica que o Mashiach tomou um corpo para habitar entre os seres humanos, mas não como parte da criação humana adâmica, formada do pó da terra.
É uma chegada temporal e funcional, isto é, o Mashiach manifestou-se da Esfera Celestial e adentrou na esfera criada do mundo terreno material, do alto para baixo, do céu pra terra, mantendo a Sua substância intrínseca e natureza ontológica da ordem superior, celestial e divina, intactas e inalteradas.
📌 Nota Explicativa Ontológica-Corporal:
O texto grego de (João 1:14) estabelece que o Logos/A Palavra “se fez carne” (σὰρξ ἐγένετο — sarx egeneto) e, nessa condição corporal, “tabernaculou” (ἐσκήνωσεν — eskēnōsen) entre nós; portanto, o ato de tabernacular está diretamente ligado à realidade corporal física real do Mashiach; isto é, o “Tabernáculo” não é apresentado como algo separado, mas como a própria manifestação corporal do Mashiach.
Essa compreensão é confirmada explicitamente em (João 2:19–21), onde o próprio Mashiach declara:
Jesus respondeu: «Destruam este santuário e eu em três dias o hei de levantar.» E retorquiram-lhe: «Foram precisos quarenta e seis anos para construir este santuário e tu vens dizer-nos que o podes levantar em três dias?» Mas o Santuário de que Jesus falava era o Seu próprio Corpo. (Bíblia Sagrada - A Bíblia para Todos Edição Comum - BPT09)
Assim, o testemunho das Escrituras Sagradas estabelece que o corpo físico do Mestre Yeshuah HaMashiach é o verdadeiro Tabernáculo/Santuário/Templo: em (João 1:14) o Mashiach “tabernaculou corporalmente entre nós”, e em (João 2:19–21) o próprio corpo físico do Mashiach é afirmado como o (ναός - Naós) — Santuário/Templo — isto é, o lugar real da Presença de Elohim, correspondente a parte interna e Sagrada do Santuário, o Lugar Santíssimo, conhecido também como “Santo dos Santos”. Portanto, conforme (Hebreus 9:11), o “Tabernáculo” não constitui mera figura externa ou simbólica, mas a própria realidade corporal física do Mashiach, na qual Elohim habita de modo concreto, pleno e absoluto.
O ato de tabernacular refere-se ao que o texto grego descreve pelo verbo ἐσκήνωσεν (eskḗnōsen — “tabernaculou, armou tenda, habitou como tabernáculo”), indicando que o Mashiach estabeleceu sua habitação de modo corporal entre os homens, isto é, o “Tabernáculo” é o próprio corpo físico manifestado em forma de homem do Mestre Yeshuah HaMashiach, assim como a Presença de Elohim habitava no tabernáculo. Dessa forma, o verbo não descreve apenas uma presença temporária, mas a manifestação real da habitação divina em forma corporal e física real, correspondendo ao conceito de σκηνή (skēnḗ — “tenda, tabernáculo”), o lugar onde Elohim habita.
2️⃣ σκηνῆς (skēnēs) — “tabernáculo / tenda”
Forma: substantivo feminino, singular genitivo de σκηνή (skēnē) — “tabernáculo, tenda,”.
Uso: (Hebreus 8:2) → “τῆς σκηνῆς τῆς ἀληθινῆς” → “do tabernáculo verdadeiro”
Uso: (Hebreus 9:11) — “μείζονος καὶ τελειοτέρας σκηνῆς” → “de uma tenda maior e mais perfeita”.
📌Sentido Ontológico:
➡️ Espaço de atuação sacerdotal, real e perfeito.
➡️ Indica habitação da Divindade, não feita por mãos humanas, portanto não pertencente à ordem criada adâmica terrena
📌Análise Lexical e Ontológica do “Tabernáculo” σκηνῆς (skēnēs):
✔ Hebreus 8:2
σκηνῆς (skēnēs) — “do tabernáculo verdadeiro”
✔ Hebreus 9:11
σκηνῆς (skēnēs) — “do tabernáculo maior e perfeito”
➡️ Mesma palavra
➡️ Mesma raiz
➡️ Mesma forma gramatical
Substantivo base:
σκηνή (skēnē) — substantivo feminino, “tabernáculo” ou “tenda”, que serve de fundamento lexical para σκηνῆς (skēnēs) em (Hebreus 8:2 e 9:11).
📌 Nota Explicativa Ontológica-Corporal:
Enquanto (João 1:14) afirma que o Mashiach se fez carne e (ἐσκήνωσεν) “tabernaculou em entre nós”; (Hebreus 8:2 e 9:11) revela que esse “Tabernáculo” é o mesmo “Tabernáculo” de (João 1:14); e (João 2:21) confirma que este corpo físico do Mashiach é o verdadeiro ναός — (Santuário / Tabernáculo / Templo) — da habitação corporal da Plenitude e da Presença Divina de Elohim; isto é, o — Tabernáculo Verdadeiro e Perfeito — é o próprio corpo físico real em forma de homem do Mestre Yeshuah HaMashiach. A Escritura Sagrada afirma que esse — Tabernáculo/Santuário Corporal — οὐ χειροποιήτου (não é feito por mãos humanas) e οὐ ταύτης τῆς κτίσεως (não é desta criação), evidenciando uma separação ontológica total da ordem humana adâmica. O corpo físico do Mashiach não é derivado e formado do pó da terra, pelo contrário, o próprio Mashiach constitui a Sua habitação física, ou seja, o corpo físico do Mashiach é o próprio — Tabernáculo Verdadeiro e Perfeito — ontologicamente e intrinsecamente único em Sua própria Substância Essencial, habitando toda a Plenitude e Presença Divina de Elohim (Colossenses 2:9).
📌 Conexão Linguística Ontológica-Corporal:
Diante das evidências do texto grego, é plenamente legítimo afirmar com base no próprio vocabulário bíblico: O verbo ἐσκήνωσεν (eskḗnōsen — “tabernaculou, armou tenda, habitou como tabernáculo”) em (João 1:14) deriva da mesma raiz σκην (skēn — “tenda, tabernáculo”), que forma o substantivo σκηνή (skēnḗ — “tenda, tabernáculo”) em (Hebreus 8:2 e 9:11); portanto, o ato de “tabernacular” em carne estabelece uma ligação direta e explícita entre a realidade do corpo físico do Mestre Yeshuah HaMashiach e o conceito de tabernáculo (σκηνή — skēnḗ — “tenda, tabernáculo”) apresentado na epístola aos Hebreus. Não se trata apenas de uma semelhança de ideias, mas de uma conexão real na própria linguagem da Brit Hadashá (Aliança Renovada Hebriaco / Novo Testamento Grego), pois a mesma raiz grega é usada tanto para o ato de “Tabernacular” quanto para designar o próprio — Tabernáculo Verdadeiro e Perfeito — evidenciando que a ação e o objeto são ontologicamente idênticos (o mesmo), isto é, confirmando que é o próprio corpo físico real, em forma de homem, do Mashiach.
📌 Conclusão Textual e Linguística Ontológica-Corporal:
Assim, pode-se afirmar com segurança baseada no texto grego: A raiz σκην (skēn — “tenda, tabernáculo”) estabelece uma conexão linguística direta entre ἐσκήνωσεν (eskḗnōsen — “tabernaculou, armou tenda, habitou como tabernáculo”) — Evangelho de (João 1:14) e σκηνῆς / σκηνή (skēnēs / skēnḗ — “tabernáculo, tenda”) — Epístola aos (Hebreus 8:2 e 9:11), indicando que o “Tabernáculo Verdadeiro” no qual o Mestre Yeshuah HaMashiach ministra não é apresentado como uma realidade separada da Sua própria manifestação corporal física, mas definitivamente como a mesma realidade na qual o Mashiach “tabernaculou entre nós”, isto é, a realidade corporal física real em forma de homem, na qual a habitação de toda a plenitude corporal da Presença Divina se manifestou — Epístola aos (Colossenses 2:9), conforme o verbo ἐσκήνωσεν (eskḗnōsen — “tabernaculou, armou tenda, habitou como tabernáculo”) — Evangelho de (João 1:14), em conexão com o termo σκηνή (skēnḗ — “tabernáculo, tenda”) — Epístola aos (Hebreus 8:2 e 9:11).
Dessa forma, a linguagem bíblica apresenta uma continuidade interna: o mesmo termo que descreve “o ato de tabernacular” (ἐσκήνωσεν — eskḗnōsen, em João 1:14) também define o “Tabernáculo Verdadeiro” (σκηνή — skēnḗ, Hebreus 8:2; 9:11), unindo a manifestação corporal física do Mashiach e o conceito do “Tabernáculo Celestial” em uma mesma linha textual: o “Tabernáculo Verdadeiro” no qual o Mashiach ministra é o Seu próprio corpo físico real, o mesmo corpo em que o Mashiach “tabernaculou entre nós”, em forma corporal de homem, na qual se manifestou toda a plenitude corporalmente da “Presença Divina”, isto é, a essência, a natureza intrínseca e ontológica do próprio Elohim (Colossenses 2:9 / Atos 20:28 / 1 Timóteo 3:16 - Textus Receptus / ACF / BKJ / KJA / NVA).
3️⃣ Relação entre ἐσκήνωσεν (eskēnōsen — “tabernaculou / habitou como em tabernáculo”) e σκηνῆς (skēnēs — “tabernáculo / tenda”)
O verbo ἐσκήνωσεν (eskēnōsen — habitar como em tabernáculo) em João 1:14 e o substantivo σκηνῆς (skēnēs — tabernáculo) em Hebreus 9:11 derivam da mesma raiz grega σκην- (skēn — tenda, tabernáculo ou habitação).
Assim, (ἐσκήνωσεν - eskēnōsen) descreve a ação de “Tabernacular”, enquanto (σκηνῆς - skēnēs) designa o próprio “Tabernáculo”, mostrando que o ato de habitar e o tabernáculo pertencem à mesma realidade textual.
Dessa forma, o “tabernáculo maior e mais perfeito” mencionado em (Hebreus 9:11) não é apresentado como realidade externa ou simbólica, mas como o próprio corpo físico real, em forma de homem, do Mashiach — O Verdadeiro Tabernáculo — não feito por mãos humanas e não pertencente a esta criação, isto é, não pertence e não procede da ordem humana adâmica formada do pó da terra.
Essa identificação é confirmada quando o Mashiach declara que o verdadeiro Santuário é Seu corpo (João 2:19–21), revelando que Seu próprio corpo físico constitui o “Verdadeiro Santuário Vivo e Eterno”, onde habita corporalmente toda a plenitude da Presença Divina de Elohim (Colossenses 2:9): isto é, o verdadeiro — Tabernáculo Perfeito — é o próprio corpo fisico real, em forma de homem, do Mestre Yeshuah HaMashiach que procede exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina.
O sacerdócio do Mashiach é igualmente fundamentado nessa realidade ontológica, pois procede segundo o poder de uma vida indissolúvel (Hebreus 7:16) e manifesta uma condição absolutamente Santa, Imaculada e Separada do pecadores (Hebreus 7:26), evidenciando uma existência e natureza ontológica independente e distinta da ordem criada adâmica e terrena.
➡️ Síntese Ontológica:
Assim, o “Tabernáculo” de (Hebreus 9:11), o “Sangue” de (Hebreus 9:12) e a “Vida Indissolúvel” de (Hebreus 7:16) pertencem à mesma realidade ontológica: o corpo físico real, em forma de homem, do Mashiach é o — Verdadeiro Tabernáculo Perfeito — onde habita corporalmente toda a Plenitude da Divindade e a Presença Divina de Elohim.
οὐ χειροποιήτου (ou cheiropoiḗtou) — “não feita por mãos”
📌 Palavra chave que distingue:
Não feita por mãos humanas → não pertence à ordem criada humana adâmica.
➡️ O tabernáculo aqui é real, mas não humano adâmico, indicando que o sacerdócio do Mashiach é distinto do mundo criado e feito por mãos humanas.
τοῦτ’ ἔστιν οὐ ταύτης τῆς κτίσεως (toût’ éstin ou taútēs tēs ktíseōs) — “isto é, não desta criação”
📌 Distinção ontológica explícita:
➡️ “não desta criação” não significa apenas:
▪ não humano
▪ não terrestre
▪ não mortal
Mas sim:
📍 não pertencente à ordem de todas as coisas criadas — não procede e não tem origem no plano material terreno da criação existente e estabelecida.
➡️ Confirma que o tabernáculo/realidade sacerdotal celestial e redentiva, não procede e não pertence ao mundo terrestre criado.
τοῦ ἰδίου αἵματος (toû idíou haímatos) — “do Seu próprio sangue”
📌 Posse intrínseca e direta
ἴδιος = próprio, pertencente diretamente ao sujeito, isto é, o Mashiach.
➡️ Não é substitutivo, delegado ou representativo: é o próprio sangue Mashiach.
📌Análise da aplicação de (Hebreus 9:11) ao próprio sangue do Mashiach (Hebreus 9:12):
(Hebreus 9:11) fala do Tabernáculo/corpo fisico do Mashiach e apresenta duas expressões-chave:
οὐ χειροποιήτου (ou cheiropoiētou) — “não feito por mãos humanas”
οὐ ταύτης τῆς κτίσεως (ou taútēs tēs ktíseōs) — “não desta criação”
Em (Hebreus 9:12), ao tratar do próprio sangue do Mashiach, temos:
τῷ ἰδίῳ αἵματι (tō idíō haímatos) — “com o seu próprio sangue”
✅ Observação Literal Escritural:
O Textus Receptus grego não repete explicitamente “não feito por mãos humanas / não desta criação” em relação ao sangue. Essas expressões permanecem aplicadas apenas ao tabernáculo/corpo físico do Mashiach.
📌 Considerações Bíblico-Teológico:
Apesar de (Hebreus 9:12) não repetir a frase de (Hebreus 9:11) “não feito por mãos humanas / não desta criação”, a lógica ontológica permanece coerente:
O sangue é do Mestre Yeshuah HaHashiach — é (τῷ ἰδίῳ - tôi idíō), “do próprio” Mashiach, não delegado ou representativo.
O Tabernáculo/Corpo Físico, mencionado em (Hebreus 9:11), não pertence e não procede da criação material terrena, humana adâmica formada do pó da terra.
Portanto, o Sangue do Mashiach, como substância é da Ordem Superior, e não pertence à ordem da criação material; isto é, procede exclusivamente da Esfera celestial e Divina, diretamente do próprio Elohim (Atos 20:28).
Base Escritural Complementar:
A Escritura Sagrada em (Atos 20:28) confirma: que o Sangue do Mashiach é exclusivamente do próprio Elohim, reforçando que não é produto da criação humana adâmica formada do pó da terra.
τὰ ἅγια (tà hágia) — “os santos / lugares santos”
📌 Objeto da entrada sacrificial
➡️ Pertencem à esfera celestial, não humana.
➡️ A entrada do Mashiach ocorre realmente, corporalmente, no domínio superior, usando Seu próprio sangue.
➡️ Evidência de que o sacerdócio atua em esferas espirituais e eternas, não na ordem adâmica.
αἰωνίαν λύτρωσιν (aiōnían lýmōsin) — “redenção eterna”
📌 Resultado ontológico total
λύτρωσιν = redenção; termo de libertação universal.
αἰωνίαν = eterna, sem fim, não sujeita à dissolução.
➡️ A redenção aqui não é provisória; é definitiva e vinculada à natureza ontologica do Mashiach.
🧾 Exposição Textual:
O texto de (Hebreus 9:11–12) conecta de forma direta o sujeito divino, o corpo físico do Mestre Yeshuah HaMashiach e o elemento sacrificial (sangue) por meio da expressão (διὰ τοῦ ἰδίου αἵματος - dià tou idíou haímatos) “por meio do seu próprio sangue”. O qualificativo (τοῦ ἰδίου - tou idíou) “do próprio” indica posse intrínseca, vinculando o sangue ao próprio Mestre Yeshuah HaMashiach, sem qualquer possibilidade de interpretação como delegado ou representativo.
A estrutura do versículo é completa e inequívoca: o Mashiach (Χριστὸς - Christòs - Cristo) é o agente da redenção, sumo sacerdote das coisas boas que hão de vir (ἀρχιερεὺς τῶν μελλόντων ἀγαθῶν - archiereùs tōn mellóntōn agathṓn), e possui o sangue pelo qual a redenção eterna é realizada. O “Tabernáculo/Corpo Físico” mencionado (μείζονος καὶ τελειοτέρας σκηνῆς - meízonos kaì teleiotéras skēnēs) não é feito por mãos humanas (οὐ χειροποιήτου - ou cheiropoiḗtou) e não pertence a esta criação (τοῦτ’ ἔστιν οὐ ταύτης τῆς κτίσεως - toût’ éstin ou taútēs tēs ktíseōs), confirmando que o corpo físico real, em forma de homem do Mashiach é exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina, definitivamente sem qualquer tipo derivação ou origem da linhagem adâmica formada do pó da terra.
Embora (Hebreus 9:12) não repita literalmente “não feito por mãos humanas / não desta criação” para o sangue, a lógica ontológica é consistente: o sangue é do próprio Mashiach (τῷ ἰδίῳ αἵματος - toû idíou haímatos) e, portanto, procede da mesma realidade celestial e divina do tabernáculo/corpo físico. O sangue Não-procede à ordem da criação terrestre e humana adâmica: pelo contrário, o — Sangue é Substância Intrínseca e da Natureza Ontológica do próprio Mashiach, é o — Sangue do próprio Elohim — conforme confirmado em (Atos 20:28), reforçando que o — Sangue Precioso — do Mashiach (1 Pedro 1:19) é da Ordem Superior, Celestial e Divina.
O “Tabernáculo/Corpo Físico” do Mashiach serve como espaço de atuação sacerdotal e redentiva: os lugares santos (τὰ ἅγια - tà hágia) são acessados de forma corporal, pelo sangue do Mashiach, indicando que o sacerdócio atua na esfera da ordem superior, celestial e eterna, e não na esfera adâmica humana terrena. A redenção alcançada (αἰωνίαν λύτρωσιν - aiōnían lýtrōsin) é eterna, irrevogável, e vinculada diretamente à natureza ontológica do Mashiach, confirmando que — Sua Carne e Sangue — operam a “Redenção Expiatória” como atributos exclusivos da Ordem Superior, Celestial e Divina, procedentes do próprio Elohim (Atos 20:28 / 1 Timóteo 3:16 - Textus Receptus / ACF / BKJ / KJA / NVA).
Assim, (Hebreus 9:11–12) evidencia que:
O corpo físico em forma de homem do Mashiach é o “Verdadeiro Tabernáculo/Santuário” (João 1:14; 2:19–21), maior e perfeito, não feito por mãos humanas e não pertencente à criação terrena e adâmica.
O Sangue do Mashiach é do próprio Mashiach (τῷ ἰδίῳ αἵματος - tō̂ idíō haímatos), posse intrínseca e ontológica, que procede do próprio Elohim (Atos 20:28), não delegada, manifestando a mesma realidade ontológica do corpo.
O sacerdócio e a redenção exercidos pelo Mashiach derivam da Sua Substância Essencial Intrínseca e da Natureza Ontológica da Ordem Superior, Celestial e Divina, não da ordem humana adâmica.
Toda a Plenitude da Presença de Elohim habita corporalmente no Mashiach (Colossenses 2:9), estabelecendo uma conexão direta entre o Seu corpo físico real em forma de homem; o Seu Sangue Precioso (1 Pedro 1:19); e Sua Obra Redentiva Expiatória e Eterna.
✅ Síntese Ontológica
O “Tabernáculo/Corpo Físico” em (Hebreus 9:11) e o Sangue em (Hebreus 9:12) procedem e pertencem à mesma realidade ontológica: o Mestre Yeshuah HaMashiach, em forma corporal de homem, constitui o — Verdadeiro Tabernáculo Perfeito — onde habita toda a plenitude da Presença Divina, realizando o Sacerdócio e a Redenção Eterna, separados definitivamente da ordem humana adâmica e do plano material terreno; isto é: o Mashiach é Santo, Puro, Imaculado, Separado dos pecadores, Sem Mancha e Sem Defeito, pertencente da Esfera Superior, Celestial e Divina (Hebreus 7:26 / 1 Pedro 1:19), o qual este verdadeiro e perfeito — Tabernáculo/Santuário/Corpo Físico (João 1:14; 2:19–21) — procede diretamente e exclusivamente do próprio Elohim (Atos 20:28 / 1 Timóteo 3:16 - Textus Receptus / ACF / BKJ / KJA / NVA).
18.🔴 TEXTO EXPLÍCITO — Gálatas 1:11‑12
📜 Texto Grego (Stephanus TR 1550 / Scrivener TR 1894):
11 - Ἐπαγγέλλομαι δὲ ὑμῖν, ἀδελφοί, ὅτι τὸ εὐαγγέλιον ὃ εὐηγγελισάμην ὑμῖν οὐκ ἔστιν κατ’ ἄνθρωπον·
12 - οὐ γὰρ ἐγὼ παρέλαβον αὐτὸ ἐξ ἀνθρώπου, οὐδὲ ἐδιδάχθην ὑπ’ ἀνθρώπου, ἀλλ’ δι’ ἀποκαλύψεως Ἰησοῦ Χριστοῦ.
🔤 Transliteração:
11 - Epagéllomai dè hymin, adelphoí, hóti tò euangélion ho euēngelisámēn hymin ouk estin kat’ ánthropon;
12 - ou gàr egṓ parélabon auto ex anthrṓpou, oudè edidáchthēn hyp’ anthrṓpou, all’ di’ apokalýpseōs Iēsoû Christoû.
📖 Tradução Literal:
11 - “Mas anuncio a vocês, irmãos, que o evangelho que eu anunciei a vocês não é segundo homem / de origem humana.”
12 - “Pois eu não o recebi de homem algum, nem fui ensinado por homem algum, mas por revelação de Jesus Cristo.”
Tradução em Português:
11 - “Meus irmãos, fiquem a saber que o evangelho que eu vos anunciei não é de origem humana.” (Bíblia Sagrada - A Bíblia para Todos - Edição Comum - BPT09)
12 - “Não a recebi de fonte humana, e ninguém a ensinou a mim. Ao contrário, eu a recebi por revelação de Jesus Cristo. (Bíblia Sagrada - Nova Versão Transformadora - NVT)
🧠 Observação Ontológico-Textual:
τὸ εὐαγγέλιον (tò euangélion) — “o evangelho”
📌 Sujeito ontológico direto do versículo
➡️ Refere-se à mensagem de redenção veiculada pelo Mashiach. Não é produto da carne, nem derivado de cultura, tradição ou da ordem criada humana adâmica, formada do pó da terra.
κατ’ ἄνθρωπον (kat’ ánthropon) — “segundo homem / de origem humana”
κατ’ = segundo, de acordo com
ἄνθρωπον = homem, humano adâmico, formado do pó da terra, linhagem de Adão
📌 Indica que a origem do evangelho não é da esfera humana formada do pó da terra ou da criação material ou plano terreno. Exclui qualquer procedência ou validação baseada na carne ou na sucessão mortal da linhagem adâmica.
παρέλαβον (parélabon) — “recebi”
Aoristo ativo, 1ª pessoa singular de παραλαμβάνω
📌 Recepção real e factual do evangelho, não derivada de ensino humano.Destaca a transmissão direta, de natureza revelacional e divina, da esfera superior, celestial e divina para Paulo.
ἐξ ἀνθρώπου (ex anthrṓpou) — “de homem algum / de fonte humana”
📌 Reforça que não há participação humana no fundamento do evangelho;
Não é doutrina herdada ou construída na ordem humana adâmica formada do pó da terra, mas oriunda da ordem superior, celestial e eterna através de revelação diretamente do Mashiach.
ἐδιδάχθην ὑπ’ ἀνθρώπου (edidáchthēn hyp’ anthrṓpou) — “ensinado por homem algum”
📌 Passivo, enfatiza que a instrução (ensino) não se originou de humanos.
Destaca a Natureza Ontológica do Evangelho: o ensinamento vem diretamente da revelação divina e eterna, que procede do próprio Mestre Yeshuah HaMashiach, excluindo-O de qualquer vínculo com a ordem humana adâmica.
📌 Nota Explicativa:
O Mashiach não procede da ordem criada terrena, tampouco da linhagem humana adâmica formada do pó da terra; Sua manifestação e a revelação que o Mestre Yeshuah HaMashiach transmite do Evangelho é exclusivamente oriunda da esfera superior, celestial e divina, sem qualquer origem humana adâmica, refletindo explicitamente a Sua natureza ontológica eterna, pura, santa, separada dos pecadores, sem mancha e sem defeito (Hebreus 7:26 / 1 Pedro 1:19); isto é, a — Carne e Sangue do Mashiach — juntamente com Seu corpo físico real em forma de homem, procedem diretamente e exclusivamente de Elohim (Atos 20:28 / 1 Timóteo 3:16 - Textus Receptus / ACF / BKJ / KJA / NVA).
δι’ ἀποκαλύψεως Ἰησοῦ Χριστοῦ (di’ apokalýpseōs Iēsoû Christoû) — “mas por revelação de Jesus Cristo”
ἀποκάλυψις (apokalýpseōs) = revelação, desvelamento direto de algo oculto
Ἰησοῦ Χριστοῦ (Iēsoû Christoû) = Jesus Cristo, Yeshuah HaMashiach
📌 O evangelho é recebido e transmitido pela ação ontológica celestial e divina direta do Mashiach.Não há mediação humana, nem dependência da ordem humana adâmica, mostrando que o fundamento do evangelho é da esfera superior celestial e divina juntamente como o próprio Mestre Yeshuah HaMashiach.
📌 Estrutura ontológica de contraste do versículo:
Origem humana adâmica:
❌ Não segundo homem, não da ordem criada humana adâmica, não de ensino humano.
❌ Não procede de fonte humana adâmica formada do pó da terra, nem da linhagem ou tradição da criação terrestre.
Origem ontológica do Mashiach:
✅ Recebido por revelação direta do Mashiach
✅ Fundamento na esfera superior, celestial e divina
✅ Totalmente desvinculado e excluído da criação humana adâmica, o Evangelho e o Mashiach pertencem exclusivamente à Ordem Superior, Celestial, Divina e Eterna, o qual procedem diretamente de Elohim.
🧾 Exposição Textual:
(Gálatas 1:11‑12) evidencia de forma inequívoca que o “Evangelho” anunciado por Paulo não deriva da carne humana, nem da tradição ou ensino de qualquer ser humano adâmico, formado do pó da terra. A afirmação de que Paulo “não foi ensinado por homem algum” exclui completamente o Mestre Yeshuah HaMashiach de qualquer vínculo com a ordem humana adâmica, mostrando que Sua Origem Intrínseca, Natureza Ontológica, ação e mensagem não têm nenhum fundamento na esfera criada, tampouco da linhagem humana adâmica, formada do pó da terra.
A Escritura Sagrada afirma em (Gálatas 1:12) onde o apóstolo Paulo declara: “Não a recebi de fonte humana, e ninguém a ensinou a mim” evidencia de forma explícita que a revelação que o apóstolo Paulo recebeu, definitivamente Não se origina de nenhum ser humano adâmico formado do pó da terra. O Mashiach atua diretamente como fonte intrínseca ontológica da revelação, e o Evangelho que o Mestre Yeshuah HaMashiach transmite procede exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina. Assim como Seu próprio corpo físico real em forma de homem é o verdadeiro e perfeito — Tabernáculo, Santuário e Templo — como descrito em (Hebreus 7:26; 9:11‑12 / João 1:14; 2:19-21) pertencem de forma inequívoca à Esfera Celestial, Divina e Eterna, o qual procede diretamente e exclusivamente de Elohim (Atos 20:28 / 1 Timóteo 3:16 - Textus Receptus / ACF / BKJ / KJA / NVA).
🔍Conclusão Final do Estudo:
As Escrituras Sagradas afirmam, de maneira inequívoca, que o Mestre Yeshuah HaMashiach, ao manifestar-Se ontologicamente em Corpo Físico verdadeiro, em forma de homem, Sua Origem e Natureza subsiste e procede exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina; assim, as Escrituras afirmam que o Mestre Yeshuah HaMashiach: subsistia na forma de Elohim, em igualdade ontológica com Elohim (Filipenses 2:6); é chamado pelo próprio Eterno de (יְהוָה צִדְקֵנוּ / YHWH Tzidkenu) — “YHWH é a Nossa Justiça” — o próprio Elohim chama o Mashiach pelo Seu Tetragrama YHWH (יְהוָה) (Jeremias 23:5–6); é a personificação em pessoa da própria Salvação (ישועה / Yeshuah), carregando as letras Yod (י) e He (ה) em Seu Nome (ישועה / Yeshuah), letras do Tetragrama (יהוה) de Elohim, formando o Nome abreviado do Eterno YAH (יה), atributos ontológicos de Elohim (Isaías 60:18; 26:1 / Êxodo 23:21); toda a Plenitude Divina de Elohim habita no Mashiach (Colossenses 1:19); possui corporalmente toda a Plenitude Divina de Elohim (Colossenses 2:9); é a Palavra (Logos) que existia desde o princípio, estava com Elohim e era Elohim, mostrando que o Mashiach é pré-existente, Celestial e Divino, e é Aquele que fez todas as coisas (João 1:1–3); tem a mesma Glória de Elohim, sustenta todo universo com o Poder da Sua Palavra, é capaz de purificar o pecado do mundo por Si mesmo, atributos exclusivos de Elohim (Hebreus 1:3); é Superior aos anjos, e Seu Nome também é Superior aos anjos (Hebreus 1:4); é adorado pelos anjos, ontológicamente a adoração é algo exclusivo a Elohim (Hebreus 1:5); é proclamado Elohim duas vezes pelo próprio Eterno Pai Celestial, Elohim, e Seu trono é Eterno (Hebreus 1:8–9); a Palavra (Logos) tabernaculou entre nós e possui a mesma Glória de Elohim, atributos exclusivos de Elohim (João 1:14); foi gerado diretamente pelo Ruach HaKodesh (Espírito de Santidade), sob a sombra do Altíssimo Eterno Elohim, por ação soberana, isto é, o que é gerado é Puro, Santo e absolutamente Sagrado (τὸ γεννώμενον ἅγιον), excluindo qualquer possibilidade de origem adâmica formada do pó da terra (Mateus 1:20/Lucas 1:35); possui a Carne e o Sangue Precioso de Elohim — Sangue de valor incomparável — a Carne e o Sangue Precioso do próprio Elohim, excluindo absolutamente qualquer possibilidade de origem humana adâmica formada do pó da terra; assim, o corpo físico verdadeiro, em forma de homem, do Mestre Yeshuah HaMashiach é ontologicamente da Ordem Superior, Celestial e Divina (1 Timóteo 3:16 - Textus Receptus; ACF; BKJ; KJA; NVA / Atos 20:28 / 1 Pedro 1:19) e; veio do céu, Celestial (1 Coríntios 15:47 - Textus Receptus/Vulgata Latina); veio de cima, do alto, e não é desse mundo (João 8:23); ofereceu Sua própria Carne Celestial e Divina que desceu do céu, para ser comida como meio de Vida Eterna (João 6:51); saiu do Pai, veio ao mundo e vai para o Pai (João 16:28); da qual procede emissão de poder real vivificante, que cura enfermos, que emana de Sua própria Natureza, do Seu próprio Ser Celestial e Divino, de dentro para fora, como atributo exclusivo de Elohim — algo que nenhum corpo adâmico feito do pó da terra, pode possuir ou produzir (Lucas 8:46; Marcos 5:30); mesmo tendo descido do céu, ainda continua e está no céu, manifestando Onipresença, atributo exclusivo de Elohim, isto é, presença simultânea, plena e ativa em toda a realidade criada, em todos os lugares do universo, tanto na esfera terrena, quanto na esfera Celestial e Divina (João 3:13 - Textus Receptus/ARC); manifesta Onisciência, outro atributo exclusivo de Elohim, isto é, o conhecimento pleno e imediato de todas as coisas, incluindo os pensamentos e intenções do coração, sem mediação, limitação ou aprendizado (Mateus 9:4); Ele é a imagem do Deus invisível e o Autor da Vida (Colossenses 1:15 / Atos 3:15); afirmou Ser o Criador, “Aquele que os fez no princípio, macho e fêmea os fez”; temos no original do manuscrito grego Receptus: ὁ ποιήσας ἀπ’ ἀρχῆς (ho poiēsas ap’ archēs) “Aquele que fez desde o princípio”, a palavra (ὁ - ho) é o artigo definido equivalente a (“o / aquele / aquele que”), usado aqui como um pronome relativo implicado, (ὁ - ho) identifica quem realizou a ação de criar no princípio; O Mestre Yeshuah HaMashiach, ao falar de Si mesmo na terceira pessoa, declara explicitamente Sua presença ativa no princípio da criação, evidenciando absolutamente que Ele é o próprio Criador (Mateus 19:4 - Textus Receptus; King James Fiel 1611); declara Não ser homem/humano (’ish) de origem adâmica formada do pó da terra, mas afirma de Si mesmo: Sou Towla — a lagarta escarlate carmesim — que se fixa no madeiro, sangra e morre para alimentar e nutrir seus filhos com o próprio corpo (Salmos 22:6); jamais cometeu pecado algum, tampouco em sua boca se achou engano ou mentira; portanto, o Mashiach Não pertence à linhagem humana adâmica, já que Não há justo sobre a terra que nunca peque, pois Elohim não é homem (אִישׁ) nem filho de Adão (בֶּן־אָדָם) para Mentir, as palavras אִישׁ (ish) e בֶּן־אָדָם (ben-Adam) significam: ser humano descendente de Adão formado do pó da terra (1 Pedro 2:22 / Eclesiastes 7:20 / Números 23:19); nenhum ser humano adâmico, nascido de mulher e formado do pó da terra, pode ser puro ou justo diante de Elohim; pois nem mesmo os anjos e os céus são considerados plenamente puros perante o Eterno, quanto menos o ser humano corrupto, que tem sede de perversidade, cuja justiça é como trapo contaminado e impuro (Jó 4:17–21; 15:14–16; 25:4–6 / Isaías 64:6); confirmando que o “Puro” não pode sair do “impuro”, isto é, o corpo físico real do Mashiach em forma de homem, definitivamente Não-pertence à esfera humana adâmica, contudo, Sua Origem Intrínseca e Sua Natureza Ontológica, procedem exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina, pois é impossível que o “Puro” tenha origem do “Impuro” (Jó 14:4); pois o Mashiach é Santo, Imaculado, Feito Mais Alto do que os Céus, Separado dos pecadores, Sem Defeito, Incontaminado e Puro (Hebreus 7:26 / 1 Pedro 1:19 / 1 João 3:3); o Sacerdócio do Mashiach Não-pertence à linhagem física carnal levítica adâmica formada do pó da terra, pelo contrário, procede de Sua própria Essência Intrínseca e Natureza Ontológica Superior, e Sua constituição funda-se em “vida indissolúvel” (ἀκαταλύτου / akatalýtou), sendo ἕτερος (héteros) — de natureza distinta — da humanidade adâmica sujeita à morte, evidenciando que Sua origem procede exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina (Hebreus 7:15-16); o Evangelho do Mashiach Não é de origem e fonte humana adâmica, contudo, é revelação direta que procede exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina, evidenciando que o Mashiach também possui Origem Intrínseca e Natureza Ontológica Eterna absolutamente distinta da ordem humana adâmica formada do pó da terra (Gálatas 1:11-12) e; por fim, o Seu corpo físico real em forma de homem constitui e estabelece o — Verdadeiro Tabernáculo Perfeito — além de Ser o próprio Santuário e Templo de Elohim; isto é, o corpo físico do Mashiach Não-pertence à esfera criada, tampouco tem origem na ordem humana adâmica, evidenciando e confirmando que Seu próprio Sangue é o único apto a realizar de forma eficaz e definitiva, a Redenção Expiatória Eterna, pois — Seu Corpo Físico, Sua Carne e Seu Sangue Precioso — procedem diretamente e exclusivamente de Elohim (Hebreus 9:11-12 / João 1:14; 2:19-21 / Atos 20:28 / 1 Pedro 1:19 / 1 Timóteo 3:16 - Textus Receptus / ACF / BKJ / KJA / NVA); as Escrituras Sagradas também afirmam que nenhuma pessoa de linhagem humana adâmica, formada do pó da terra, pode remir ou fazer expiação pela alma de outra pessoa, pois não há Salvação em nenhum filho de Adão, isto é, não há Salvação em nenhum ser humano adâmico (Salmos 49:7–8; Salmos 146:3).
Assim, diante de todos esses fatos comprovados textualmente e conforme afirmam as Escrituras Sagradas, nenhuma pessoa de linhagem adâmica, formada do pó da terra, é capaz de remir ou fazer expiação pela alma de outra pessoa, pois a Redenção Expiatória da alma é inalcançável por meios da ordem adâmica, isto é, vida terrena formada do pó da terra (Salmos 49:7–8); por isso a própria Escritura adverte que não se deve confiar em príncipes, nem nos filhos de Adão — pois neles não há salvação — estabelecendo que a ordem humana adâmica, formada do pó da terra, é estruturalmente incapaz de gerar ou produzir Redenção por si mesmo (Salmos 146:3).
A Salvação da Alma é prerrogativa exclusiva de Elohim. Assim, quando a própria Escritura Sagrada afirma que o Mestre Yeshuah HaMashiach realiza redenção e expiação de alcance universal, isso ocorre porque Seu corpo físico real, em forma de homem, pertence à uma Ordem Superior, Celestial e Divina, atribuída pelo próprio Elohim, Soberano YHWH — e Não um corpo físico da linhagem humana adâmica formada do pó da terra sujeita à corrupção. Somente um corpo físico real, em forma de homem, plenamente pertencente à Ordem Superior, de Origem Celestial e Divina, procedendo diretamente e exclusivamente do Eterno Elohim.
Portanto, o Mashiach possui absolutamente autoridade, valor, poder e soberania suficientes para operar a Redenção Expiatória da Alma diante de toda a humanidade, pois — O Corpo Físico, A Carne e O Sangue Precioso — do Mestre Yeshuah HaMashiach procedem diretamente e exclusivamente do Eterno Elohim (Atos 20:28 / 1 Pedro 1:19 / 1 Timóteo 3:16 – Textus Receptus / ACF / BKJ / KJA / NVA).
Reflexão Teológica Final: A Distinção Ontológica do Mestre Yeshuah HaMashiach no Comentário de John Gill
John Gill (1697–1771) foi um renomado teólogo e expositor batista inglês, conhecido por sua obra “Exposition of the Old and New Testament” (Exposição do Antigo e do Novo Testamento, por John Gill), uma das mais completas exposições bíblicas clássicas em língua inglesa. Gill abordou cada livro da Bíblia Sagrada detalhadamente, combinando análise lexical, histórica e teológica, sempre atento à fidelidade ao texto original e à tradição reformada. No comentário sobre (Hebreus 7:26 e Gálatas 1:11-12), Gill enfatiza a singularidade ontológica do Mashiach, essa análise reforça a distinção ontológica do Sacerdócio, do Evangelho e do próprio Mashiach, evidenciando que o Mestre Yeshuah HaMashiach Não-pertence à ordem humana adâmica e “não é descendente de Adão” pela geração ordinária.
(Galatians 1:12) Exposition of the Old and New Testament, by John Gill (Exposição do Antigo e do Novo Testamento, por John Gill - Gálatas 1:12):
Inglês: “These words furnish out another proof of the deity of Christ; for if the Gospel is not after man, nor received of, or taught by man, but by Christ, then Christ cannot be a mere man, or else being by him, it would be by man;”
Português : “Estas palavras fornecem outra prova da Divindade de Cristo [Mashiach]; pois, se o Evangelho [Boas Novas] não é segundo o ser humano, nem recebido de humano, nem ensinado por humano, mas por Cristo [Mashiach], então Cristo [Mashiach] não pode ser um mero humano [um simples ser humano adâmico];” [Grifos feito pelo Autor do estudo para melhor entendimento]
(Hebrews 7:26) Exposition of the Old and New Testament, by John Gill (Exposição do Antigo e do Novo Testamento, por John Gill - Hebreus 7:26):
Inglês: “but he was separated from them in Adam; he was not among the individuals of human nature that sinned in him; and he was brought into the world in a different manner from them, not descending from Adam by ordinary generation; and he had no communion with them in sin;”
Português: “mas “Ele” foi separado deles em Adão; “Ele” não estava entre os indivíduos da natureza humana que pecaram nele; e “Ele” foi trazido ao mundo de maneira diferente deles, “não descendendo de Adão” por geração ordinária; e “Ele” não teve comunhão com eles no pecado;”
Fontes:
https://bible.armeniancathedral.org/comments/john_gill/Heb_7.htm
https://bible.armeniancathedral.org/comments/john_gill/Gal_1.htm
Diante de mais esses testemunhos e de acordo com a própria Escritura Sagrada, torna-se evidente que a Redenção Expiatória Plena, Eficaz e Eterna Não-pode definitivamente proceder de um corpo pertencente à ordem humana adâmica formada do pó da terra; a própria Escritura Sagrada exclui essa possibilidade de forma absoluta e inequívoca. Assim, a obra Redentora Expiatória realizada pelo Mestre Yeshuah HaMashiach Não-pode ser compreendida como resultado da capacidade de um ser humano adâmico comum, ainda que moralmente justo ou espiritualmente assistido. Esse comentário de John Gill reforça o nosso estudo, evidenciando de forma explícita, que O Mestre Yeshuah HaMashiach Não-pertence à ordem humana adâmica formada do pó da terra, mantendo total separação e distinção ontológica da humanidade adâmica caída, impura e mortal; isto é, o corpo físico real em forma de homem, a essência intrínseca e a natureza ontológica do Mashiach, pertencem e procedem exclusivamente da Ordem Superior, Celestial e Divina.
Que o Eterno Pai Celestial (Soberano YAH) e a Tua Salvação Yeshuah HaMashiach (Jesus Cristo) nos proteja de todo maligno e engano! Amém! Amém!
[...] “De graça recebestes, de graça dai.”
(Mateus 10:8 - Bíblia Sagrada - Almeida Revista e Corrigida - ARC)
Visite:
Peshitta Aramaico Aliança Renovada por Andrew Gabriel Roth em Português: https://peshittaorientalyeshuahamashiach.blogspot.com
Estudos Bíblicos - Os Ensinamentos da Torah Viva Yeshuah HaMashiach:
https://yeshuahamashiachyhwh.wordpress.com
Acervo com Estudos Bíblicos e as Escrituras Sagradas em Hebraico, Siríaco/Aramaico, Grego e Latim:
https://archive.org/details/@francisco_c_junior318
Estudo Bíblico – O Propósito e Significado da Expressão: “Eu Sou Ele”, “Ani Hu”, “Ena Na”, “Ego Eimi”, “Ego Sum”, “I Am He”:
https://yeshuahamashiachyhwh.wordpress.com/2024/03/31/o-proposito-e-signficado-da-expressao-eu-sou-ele-ani-hu-ena-na-ego-eimi-ego-sum-i-am-he
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